Kökcü e Di María, música para os ouvidos da águia
A FIGURA: Kökcü, o maestro do novo Benfica
Kökcü não é Félix, mas está a ser agora para Lage o que Félix foi para o treinador das águias em 2018/19. Mais uma grande exibição do turco, neste novo papel que lhe parece assentar na perfeição. Até começou a partida algo errático, mas assim que o Benfica arrancou, Kökcü arrancou com o turco. Forte na condução, sim, mas é através do passe que o jovem médio faz magia – pôs Di María na cara do golo com uma bola maravilhosa, por exemplo. A juntar a isso, somou o segundo golo em dois jogos de Champions. Este novo Benfica tem a cara de Kökcü.
O MOMENTO: Di María, frieza para o festival, minuto 52
Pavlidis tinha ameaçado o 2-0 em cima do intervalo, mas a intenção ficou no poste. No início do segundo tempo, no entanto, o grego ganhou um penálti e Di María enterrou o machado no Atético de Madrid. A partir daí, foi um festival encarnado.
OUTROS DESTAQUES
Di María
Se há um grande Benfica, há um grande Di María. Esta noite não foi exceção. A noite era de gala, o argentino vestiu o fato e deu espetáculo no relvado da Luz. Muito solto, foi um vagabundo no ataque encarnado e andou sobretudo pelo lado esquerdo, onde se entendeu muito bem com Carreras e Kökcü. Fez o golo de penálti, somou mais alguns lances de enorme qualidade e saiu sob os aplausos dos 60 mil adeptos encarnados. Deu música com Kökcü, em mais uma noite para recordar.
Carreras
Grimaldo saiu, a águia andou aos papéis na época passada para encontrar o seu substituto, mas parece que já foi encontrado. Mais um grande jogo de Carreras: defensivamente irrepreensível e ofensivamente com o andamento do costume. Tem um pé esquerdo muito evoluído e um sentido de jogo ao nível dos melhores. Conquistou definitivamente os adeptos.
Bah
Se Carreras esteve bem, Bah também não ficou atrás. Regressou à titularidade depois da lesão em Belgrado e justificou plenamente a aposta de Bruno Lage. Com Di María a pisar terrenos interiores, o lateral-direito fica com mais espaço para progredir na direita, e é aí que surge o melhor Bah, principalmente porque tem em Aursnes um apoio fundamental. Um vaivém constante, um par de ameaças no ataque e um golo festejado.
Florentino
Com bola continua a ser um jogador longe da perfeição, mas Florentino está a subir de forma e esta noite foi um pilar no meio-campo do Benfica. Sempre bem posicionado, deu um festival de interceções sobretudo na primeira parte. Se as águias anularam os colchoneros, muito o devem ao médio defensivo português.
Witsel
O menos mau na noite tenebrosa do Atlético. No regresso à Luz, o internacional belga foi o mais frio da linha defensiva dos colchoneros, e por isso ainda evitou males maiores. Certeiro na marcação a Pavlidis, fez várias dobras aos colegas. O mais equilibrado da turma de Simeone.