O novo treinador do Benfica rejeita a ideia de ser visto como «segunda opção» e falou da parte emocional que o fez voltar a Portugal pela porta dos «encarnados»
Marco Silva falou esta sexta-feira aos jornalistas no museu do Benfica, na cerimónia de apresentação enquanto o novo treinador das águias. O antigo timoneiro de Sporting, Estoril, Olympiakos e Fulham relativizou o processo de saída de José Mourinho.
O maior desafio da carreira
«Este é o maior desafio da minha carreira neste momento. Pelo momento da minha carreira e pelo momento que o Benfica atravessa, eu considero este o maior desafio da minha carreira. Nunca entrando em comparações, eu disse-vos há pouco que, em todos os projetos por onde passei, coloco exigência máxima, mas também uma grande paixão em todos os momentos. E, naturalmente, será assim também no Benfica.»
Ser a primeira ou segunda opção
«Não me interessa. Falou do futebol português, mas mais importante, falou do Benfica, e isso para mim foi muito importante. A parte emocional teve aqui um grande peso na minha decisão. Sentir que o desafio é enorme, que o desafio é grande. Quando o Benfica não ganha, o desafio é sempre maior; quando o Benfica está a ganhar, o desafio é grande, quando o Benfica não ganha eu creio que seja gigante, e estamos preparados para isso. Não há nenhuma razão diferente a não ser o nome Sport Lisboa e Benfica.»
Mágoa pela saída do Sporting?
«Não há mágoa absolutamente nenhuma. Um enorme respeito por todos os clubes que representei, quer como jogador a um nível mais baixo, mas acima de tudo como treinador. É por isso que estou aqui. Não há nenhuma mágoa. Ao longo da minha carreira, todos os desafios foram vividos com paixão e exigência. E será assim no Benfica.»
As qualificações europeias e o percurso internacional
«Em relação às qualificações europeias, o percurso foi feito sempre com trabalho e crescimento. Nos clubes por onde passei, quando houve condições para lutar por objetivos maiores, normalmente conseguimos atingir competições europeias. Foram sempre projetos de evolução. E isso também fez parte da minha carreira fora de Portugal. Nos últimos anos, sobretudo na Inglaterra, trabalhei num contexto competitivo muito forte, que me deu experiência e consistência. Mas não há mágoa por nada do passado. Há respeito e orgulho pelo caminho feito.»
[Artigo atualizado às 18h50]
