CRÓNICA BENFICA 5-0 ST. GALLEN || Goleada e o Hearts de Cláudio Braga no caminho. Mas que Benfica vamos ter da próxima vez?
Agora a sério e com uma equipa mais a sério, cheira mais a Benfica e o embalo do Estádio da Luz ajudou a que esta vitória sobre o St. Gallen tenha aparecido mesmo da forma que a equipa precisava, carimbando a passagem para a terceira pré-eliminatória da Liga Europa.
Novamente desconfiado de si próprio em muitos momentos - o que se passa com Anatoliy Trubin? -, o Benfica acabou por aproveitar um filme do jogo claramente a favor para não ter de passar sustos contra uma equipa bem trabalhada, mas que está claramente vários níveis abaixo.
Se o guarda-redes do Benfica foi o menos deste jogo, com pelo menos duas saídas sem qualquer tipo de nexo que podiam ter acabado bem pior, foi na frente que surgiu a decisão.
Vangelis Pavlidis apareceu por quatro vezes para marcar quatro golos, fazer um poker e matar o jogo.
O primeiro foi logo ao minuto 11 e percebeu-se que foi uma espécie de soltar de amarras. Das que os jogadores traziam, claro, mas também das bancadas, que acabaram por fazer a festa depois da problemática exibição na Suíça.
O Benfica ainda permitiu coisas ao St. Gallen, mas o golo novamente madrugador, desta vez na segunda parte, quebrou as dúvidas. Foi Vangelis Pavlidis, já sabemos.
A expulsão de um jogador do St. Gallen apenas dois minutos depois, aos 57, acabou por matar o jogo cedo.
O Benfica percebeu definitivamente que é melhor, o St. Gallen deitou a toalha ao chão e foi uma boa meia hora final que permitiu a goleada.
Num lance confuso que até baralhou o árbitro, Vangelis Pavlidis voltou a marcar. O terceiro, não o último.
Esse viria pouco depois através de uma grande penalidade cobrada à lei da bomba. Goleada na Luz, apuramento no bolso e um balão de oxigénio para Marco Silva trabalhar.
Nota ainda para a excelente exibição de António Silva, naquele que poderá ter sido o último jogo no Estádio da Luz para o central que já todos percebemos que está de saída. Houve tempo para Clément Lenglet fazer o gosto ao pé num belo golo que fechou o resultado, mas o central que brilhou mais alto foi mesmo o português.
Segue-se agora o Hearts, sensação do campeonato da Escócia na época passada que foi amassado pelo Sturm Graz nas eliminatórias da Liga dos Campeões. Vamos ter Cláudio Braga em Portugal.
Olhando para trás, Vangelis Pavlidis é cara velha, mas pode bem ser também cara do futuro. Jhon Durán que se cuide, porque o estatuto pode não valer de muito se o grego continuar a carburar assim. Olhando também para trás, Anatoliy Trubin é o rosto de um Benfica cheio de dúvidas e fantasmas. Que Benfica vai aparecer na próxima vez?
