Vigilância dos bebés pelos centros de saúde piorou com a pandemia

21 dez 2022, 07:40
Mulher e bebé

REVISTA DE IMPRENSA Os dados são mais preocupantes no sul do país. Nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, apenas 32,6% e 32% das crianças até aos dois anos, respetivamente, foram acompanhadas adequadamente pelos cuidados de saúde primários

A vigilância da saúde dos bebés pelos cuidados primários piorou em 2020 e 2021, segundo um relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS), citado pelo Jornal de Notícias esta quarta-feira.

De acordo com o documento preliminar, entregue ao Parlamento a pedido do PSD, a alocação de médicos e enfermeiros para o combate à covid-19 e para a vacinação refletiu-se negativamente no acompanhamento dos bebés. A nível nacional, a proporção de crianças com um ano com seguimento adequado nos centros de saúde diminuiu de 61,3% em 2019 para 56,5% em 2021. No caso das crianças até aos dois anos, a queda foi de 59,6% em 2019 para 47,3% no ano passado.

Os dados são mais preocupantes no sul do país. Nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, apenas 32,6% e 32% das crianças até aos dois anos, respetivamente, foram acompanhadas adequadamente pelos cuidados de saúde primários. No caso do Alentejo, o número de crianças com um ano e acompanhamento completo é mesmo inferior a 30% (29,6%).

Na conclusão do relatório, a DGS afirma que “o contexto pandémico parece ter tido um impacto ligeiro sobre alguns indicadores da vigilância de saúde infantil e juvenil”.

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