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BE condena "ato inaceitável" na "Marcha pela Vida" após arremesso de objeto incendiário

Agência Lusa , MP
23 mar, 22:56
O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, na XIV Convenção Nacional do BE, no Pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa, 29 de novembro de 2025. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
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Incidente gerou clima de alarme e perturbação no local, segundo a PSP, e algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável

O coordenador nacional do BE, José Manuel Pureza, condenou esta segunda-feira o incidente no qual um objeto incendiário foi arremessado contra um conjunto de pessoas que se manifestava em Lisboa, no sábado, classificando-o como um “ato inaceitável”.

“O objeto incendiário arremessado no passado sábado felizmente não fez feridos. Mas a ação exige uma condenação clara: atacar pessoas que se manifestam pacificamente é um ato inaceitável”, escreveu José Manuel Pureza, na sua conta oficial na rede social Facebook.

Também o deputado único do BE, Fabian Figueiredo, nas redes sociais, lamentou o incidente, no qual “um homem arremessou uma garrafa incendiária contra pessoas que se estavam a manifestar pacificamente”.

“Esta ação violenta, da qual felizmente não resultaram feridos, só pode merecer a mais veemente condenação”, criticou.

A "Marcha pela Vida", realizada no sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objeto incendiário, do tipo 'cocktail molotov', contendo gasolina, na direção dos participantes.

De acordo com a PSP, o suspeito, que não participava na manifestação, foi detido no local.

No momento do incidente, participavam no protesto cerca de 500 pessoas, incluindo crianças e bebés. O engenho embateu junto de um grupo de manifestantes, mas não chegou a deflagrar no momento do impacto.

Ainda assim, a PSP relata, num comunicado, que o incidente gerou "um clima de alarme e perturbação no local" e algumas pessoas foram atingidas pelo líquido inflamável.

Além do suspeito, estavam no local outras pessoas, que acabaram por fugir e que, segundo a PSP, estariam integradas "num grupo alegadamente de conotação anarquista, tendo mais tarde sido identificados três membros em outra artéria".

A "Marcha pela Vida", realizada em Lisboa no quadro da "Caminhada pela Vida", que teve lugar em 12 cidades do país contra a interrupção voluntária da gravidez, começou no Largo do Carmo e seguiu até ao Palácio de São Bento.

O PSD já pediu uma audição parlamentar urgente do ministro da Administração Interna, Luís Neves, para "apurar os factos" sobre o incidente.

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