BCE afasta cenário de recessão na Europa. Mas deixa um aviso sobre o "nível brutal de incerteza"

Agência Lusa , CV
13 mai, 13:15
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Vice-presidente Luis de Guindos dá como certo o "empobrecimento" dado que o crescimento económico será "muito mais moderado" do que os 4% previstos antes da guerra na Ucrânia e a inflação mais elevada devido ao aumento dos preços da energia e das matérias-primas

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, descartou um cenário de recessão na Europa a curto prazo, apesar do aumento da inflação e da moderação do crescimento.

Contudo, o economista e antigo ministro da Economia espanhol sob a presidência de Mariano Rajoy, que falava numa conferência do Programa de Liderança para a Europa do Século XXI da Academia Europeia de Liderança (ELA), advertiu que "o nível brutal de incerteza" obriga-nos a ser "humildes".

Guindos tomou como certo o "empobrecimento" na Europa dado que o crescimento económico será "muito mais moderado" do que os 4% previstos antes da guerra na Ucrânia e a inflação mais elevada devido ao aumento dos preços da energia e das matérias-primas.

"A incerteza também tem aumentado muito. Não sabemos o que vai acontecer. Podem surgir questões imprevistas. Se me perguntar se vamos entrar numa recessão, entendida como dois trimestres consecutivos de crescimento negativo, penso que não", assegurou em resposta a perguntas dos participantes da conferência.

O economista antecipou que a inflação irá abrandar na segunda metade do ano na zona do euro, com uma tendência ascendente da inflação subjacente, e uma taxa final no último trimestre entre 4 e 5%.

Relativamente à política de pensões em Espanha, o vice-presidente do Banco Central Europeu defendeu "a tomada de medidas que garantam a sustentabilidade do sistema a médio prazo" e advertiu que o aumento das pensões num contexto de inflação terá um efeito sobre esta estabilidade.

Alertou também que uma tendência salarial "muito ascendente" levaria também a uma inflação permanentemente mais elevada, com a consequente ação dos bancos centrais.

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