Neemias Queta e o selecionar Mário Gomes analisaram o histórico triunfo no Europeu, na Letónia
No rescaldo à histórica vitória de Portugal sobre a Chéquia (62-50), no arranque do Europeu de basquetebol, em Riga (Letónia), o selecionador Mário Gomes e Neemias Queta falaram em conferência de imprensa.
Mário Gomes feliz, mas a exigir mais no ataque...
«Foi um jogo em que ambas as seleções estavam ansiosas, todos sabem que podem jogar melhor. Tentámos aliviar a pressão dos atletas, mas todos sabíamos da importância deste primeiro jogo. Entrar bem é muito importante. Não jogámos bem no ataque, mas estivemos muito bem na defesa. Foi a chave para vencer. O fator dominante da partida foi a ansiedade. Sabemos que somos melhores ofensivamente. Ainda assim, o resultado é muito bom.»
«Treinar o Neemias é muito fácil. Não o posso enfrentar, porque ele é muito grande. O Neemias sempre fez parte deste grupo, ainda que por vezes à distância, pelos compromissos na NBA. Vocês não o conhecem bem, mas, para lá do atleta, é uma pessoa extraordinária, muito humilde. Nunca se esquece de onde veio. Por tudo isto, é muito fácil trabalhar com ele.»
«Perspetivamos um jogo de cada vez, os duelos são como os melões, é preciso abrir para saber o que vai acontecer. Cada seleção tem a sua valia, mas queremos competir.»
«O entusiasmo em volta da modalidade é maior em Portugal, ainda que seja um país do futebol. E hoje até tivemos muitos adeptos nas bancadas, o que não é habitual. Devemos dar continuidade a este momento, há muito trabalho pela frente.»
Neemias Queta e a sensação de vestir as cores de Portugal
«É muito bom começar com uma vitória, a última tinha sido em 2007 – eu ainda nem era jogador, era muito novo. Sentimo-nos muito bem, mas agora vamos acalmar, a competição está apenas a começar. Este jogo era como uma final. Há que continuar. Sabemos que nem sempre vamos ser perfeitos no ataque, mas o nosso jogo começa na defesa, com pressão e índices físicos altos. Este é o caminho para atingir o próximo nível. Os nossos adversários estão obrigados a pensar em nós.»
«Este é um bom momento para a modalidade em Portugal. Queremos ganhar mais espaço no país. E claro que sou facilmente reconhecido na rua, não sou fácil de esconder. É fantástico poder regressar a Portugal e estar em casa.»