Tribunal condenou ainda Atef Najib, antigo brigadeiro-general do exército e responsável pelo Departamento de Segurança Política na província de Daraa
Bashar al-Assad foi condenado esta terça-feira por um tribunal por crimes contra a humanidade, tendo sido aplicada ao antigo presidente sírio a pena de morte, segundo o jornal sírio SANA.
O tribunal criminal de Damasco condenou Assad por homicídio premeditado, enquanto Atef Najib, antigo brigadeiro-general do exército e responsável pelo Departamento de Segurança Política na província de Daraa, no sul do país, além de primo do antigo presidente do país, foi considerado culpado de homicídio premeditado e tortura.
O tribunal condenou também à pena de morte, à revelia, o irmão mais novo de Bashar al-Assad, Maher al-Assad, que também vive atualmente na Rússia. A sentença diz respeito a acusações de homicídio premeditado e tortura.
A decisão contra Bashar al-Assad e os seus familiares representa a primeira sentença deste tipo proferida pelas autoridades de transição, que começaram este ano a levar a julgamento figuras ligadas ao antigo Governo.
Fakhr al-Din al-Aryan, juiz responsável pelo julgamento, afirmou perante o tribunal que os testemunhos recolhidos demonstraram o envolvimento do antigo presidente sírio nos crimes enquanto “principal responsável pelas decisões”. Segundo o magistrado, citado pela Aljazeera, Assad recorreu ainda às instituições do Estado para facilitar a prática desses crimes.
