É o segundo dia consecutivo que se assiste à presença de aeronave não tripulada desta tipologia em solo português
Um drone norte-americano MQ9 Reaper aterrou na Base das Lajes, nos Açores, na madrugada desta sexta feira.
É o segundo dia consecutivo que se assiste à presença de aeronave não tripulada desta tipologia em solo português.
O drone apareceu nos céus da ilha Terceira pelas 2:00 horas da madrugada (mais uma hora em Portugal continental) mas só aterrou na placa das Lajes oito minutos depois.
Imagens captadas pelo repórter de imagem da CNN Portugal, Paulo Brasil Pereira, mostram ainda o aparelho a ser inspecionado pelas tropas norte americanas. A operação durou mais de 3 horas.
O MQ9 Reaper deixou a pista das Lajes já depois das 5:30, hora local, uma hora a menos do que no restante território nacional.
O drones MQ-9 Reaper da General Atomics, ao serviço das Forças Armadas dos EUA, deverá depois ter seguido para o Médio Oriente para participar em operações de combate contra o Irão.
Desenvolvido pela General Atomics, este drone, com cerca de 11 metros de comprimento e 20 de envergadura, é considerado o mais potente e versátil utilizado atualmente no combate, podendo transportar até oito mísseis de precisão. Com uma capacidade de carga de 1.700 quilos, o equipamento tem 27 horas de autonomia de voo, sendo pilotado remotamente via satélite por duas pessoas.
À CNN Portugal, o major-general Arnaut Moreira explicou que estes drones "voam extraordinariamente alto, à volta dos 15 quilómetros de altitude. São, portanto, dificilmente identificáveis e, sobretudo, são extraordinariamente flexíveis do ponto de vista dos equipamentos e dos armamentos que levam”. “Estes Reapers são aeronaves relativamente modernas”, disse o especialista em geopolítica. “Podem ser controlados à distância, do outro lado do planeta, têm ligações satélite, têm elevados graus de autonomia e de alcance e têm também a capacidade de largar diversos tipos de armamento, de maior ou de menor precisão. Têm também uma enorme capacidade para recolha de informação. Têm uma plataforma de multissensores, tanto no domínio do visual, multiespectral, como no domínio do radar, do infravermelho. E, simultaneamente, fazem também a eliminação de alvos para outras aeronaves tripuladas ou não tripuladas”