Julgamento do triplo homicídio em barbearia. "Ouvi três tiros, fugi e vi as três pessoas no chão"

20 nov, 11:12
Matou três pessoas e pericícia do IML diz que suspeito pode ser julgado pelos crimes

A segunda sessão do julgamento do triplo homicídio ocorrido em outubro do ano passado numa barbearia de Lisboa ficou marcada, esta quinta-feira, pelo depoimento de uma das testemunhas que se encontrava no interior do estabelecimento no momento do crime. O homem, que pediu para não ser identificado por temer represálias, relatou ter fugido após ouvir os disparos.

“Ouvi o primeiro tiro e não percebi o que tinha acontecido. Quando ouvi o segundo só pensei em salvar a minha vida”, afirmou em tribunal. A testemunha contou que saiu a correr para a rua e apenas olhou para trás para perceber se estava a ser seguido, momento em que viu o arguido, Fernando Silva, “tranquilamente parado à porta”. O arguido voltou a não assistir ao depoimento, como já acontecera na sessão anterior.

O homem explicou que era a primeira vez que visitava a barbearia de Carlos Pina. Disse ter visto Fernando apenas pelo espelho e descreveu o momento em que o arguido entrou no espaço sem cumprimentar ninguém e exigiu ser atendido. Quando o barbeiro pediu que aguardasse, ouviu “de imediato” o primeiro disparo. A testemunha disse ainda ter visto as três vítimas caídas no chão quando fugiu.

Carlos Pina, proprietário da barbearia, foi uma das vítimas mortais. Também Bruno Neto e Fernanda Júlia, um casal de Alenquer que estava à porta, morreram no local. Júlia estava grávida e tinha dois filhos.

A família do arguido pôde entrar na sala apenas depois de concluído o depoimento da testemunha.

Homem, que pediu para não ser identificado por temer represálias, relatou ter fugido após ouvir os disparos

"Quando ouvi o primeiro disparo não pensei que alguém tivesse sido abatido, levantei-me da cadeira, e quando ouvi o segundo disparo só quis salvar a minha vida. Saí a correr para a rua, e só olhei para trás para saber se alguém vinha atrás de mim e foi quando vi o Fernando tranquilamente parado à porta." O depoimento foi prestado esta quinta-feira em tribunal, na segunda sessão do julgamento do triplo homicídio que aconteceu em outubro do ano passado numa barbearia em Lisboa, por uma das testemunhas que de encontrava barbearia na altura do crime.

O homem, que estava a cortar o cabelo, pediu para não ser identificado à saída, pela garagem, por temer represálias da parte do arguido, Fernando Silva, que não assistiu ao depoimento, à semelhança do que aconteceu na primeira sessão.

A testemunha explicou que era a primeira vez que ia à barbearia de Carlos Pina, estava de costas na cadeira e só viu Fernando pelo espelho, mas apercebeu-se que era alguém mal educado porque quando entrou no estabelecimento não cumprimentou ninguém e exigiu logo que lhe cortassem o cabelo.

Quando Carlos Pina pediu que aguardasse, conta que Fernando de imediato fez um disparo. "Ouvi três tiros, hesitei se devia sair porque ele podia disparar contra mim, mas fugi e vi as três pessoas no chão. Quando encontrei a polícia, disse o que vi, mas como só ouvi três tiros e eram três pessoas, pensei que pudessem estar vivas."

Carlos Pina era o proprietário da barbearia e foi uma das vítimas mortais. No local morreram ainda Bruno Neto e Fernanda Júlia, um casal de Alenquer que se encontrava à porta do estacionamento. Júlia tinha dois filhos e estava grávida quando foi assassinado.

A família do arguido só pôde entrar na sala de audiência após o depoimento da testemunha.

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