Atividade económica estabiliza e consumo privado volta a recuar em junho

Agência Lusa , FMC
21 jul, 14:56
Governador do Banco de Portugal, Mário Centeno

No mês de junho, a taxa de variação homóloga do indicador para a atividade económica foi de 7,1%, recuando ligeiramente face aos 7,2% de maio, enquanto a variação homóloga do indicador para o consumo privado diminuiu de 4,8% em maio para 3,9% em junho

O indicador coincidente para a atividade económica apresentou em junho uma taxa “próxima” dos meses anteriores, enquanto o indicador coincidente para o consumo privado voltou a diminuir, informou esta quinta-feira o Banco de Portugal (BdP).

“Em junho, o indicador coincidente mensal para a atividade económica apresentou uma taxa próxima da observada nos meses mais recentes. A taxa do indicador coincidente para o consumo privado voltou a diminuir”, refere o banco central em comunicado.

No mês de junho, a taxa de variação homóloga do indicador para a atividade económica foi de 7,1% (4,1% em junho de 2021), recuando ligeiramente face aos 7,2% de maio, enquanto a variação homóloga do indicador para o consumo privado diminuiu de 4,8% em maio para 3,9% em junho (6,2% em junho de 2021).

Considerando o trimestre terminado em junho, as taxas de variação homóloga dos indicadores para a atividade económica e para o consumo privado foram de 7,1% e 4,8%, respetivamente, o que compara com 7,2% e 5,5%, pela mesma ordem, do trimestre terminado em maio.

Desde o início do ano, a taxa média de variação do indicador coincidente mensal para a atividade económica é de 7,1%, enquanto a do indicador coincidente mensal para o consumo privado é de 5,7% (no mesmo período de 2021, a taxa média de variação destes indicadores foi de 3,1% e 4,6%, respetivamente).

Os indicadores coincidentes são indicadores compósitos que procuram captar a evolução subjacente da variação homóloga do respetivo agregado macroeconómico, pelo que não refletem em cada momento a taxa de variação homóloga do respetivo agregado de Contas Nacionais.

Ressalvando que a incorporação de nova informação pode refletir-se mensalmente na revisão dos valores passados dos indicadores coincidentes, o BdP alerta que, “na atual conjuntura, face às variações bruscas e significativas nas séries usadas no cálculo dos indicadores coincidentes, é expectável que se verifiquem revisões mensais nestes indicadores superiores às habituais”.

“Adicionalmente – acrescenta – o perfil alisado subjacente à metodologia de cálculo dos indicadores pode implicar revisões mensais com um sentido que difere ao longo do tempo”.

A próxima divulgação dos indicadores coincidentes do BdP ocorrerá em 18 de agosto.

Também esta quinta-feira, o BdP informou que, na semana terminada em 17 de julho, o indicador diário de atividade económica (DEI), que retrata em tempo quase real a evolução da economia portuguesa, aponta para uma variação homóloga da atividade superior à da semana anterior.

O DEI é um indicador lançado pelo BdP para identificar alterações abruptas na atividade económica, mas não constitui uma previsão oficial do Banco de Portugal ou do Eurosistema.

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