Banca da zona euro devolve quase 300 mil milhões ao Banco Central Europeu

Agência Lusa , AM
18 nov, 12:45
Banco Central Europeu (EPA)

BCE emprestou aos bancos, entre setembro de 2019 e dezembro de 2021, dinheiro a três anos a taxas de juro muito baixas, mesmo negativas, para que emprestassem rapidamente à economia real, às empresas e às famílias, e assim impulsionassem o crescimento económico, especialmente durante a pandemia

Os bancos comerciais da zona euro vão devolver antecipadamente ao Banco Central Europeu (BCE) 296.293,74 milhões de euros de liquidez muito barata que lhes foi emprestada porque a instituição alterou as condições.

O BCE disse esta sexta-feira que o reembolso antecipado será liquidado no dia 23 de novembro.

Os bancos comerciais tinham de notificar o seu banco central nacional até às 17:00 do dia 16 de novembro, o mais tardar, dos montantes a reembolsar antecipadamente, com estes montantes a serem vinculativos uma vez comunicados ao banco central.

O BCE, que em julho começou a aumentar as taxas de juro, quer que os bancos reembolsem os seus empréstimos a um preço muito baixo e, para tal, alterou as condições das operações de refinanciamento.

O BCE emprestou aos bancos, entre setembro de 2019 e dezembro de 2021, dinheiro a três anos a taxas de juro muito baixas, mesmo negativas, para que emprestassem rapidamente à economia real, às empresas e às famílias, e assim impulsionassem o crescimento económico, especialmente durante a pandemia.

Estas operações proporcionaram aos bancos um financiamento muito barato e seguro, porque o BCE melhorou as condições da pandemia para que pudessem manter os empréstimos em circunstâncias em que os bancos normalmente não emprestariam.

Nove das dez operações desta terceira ronda de operações de refinanciamento a três anos ainda não foram reembolsadas.

Atualmente, 2,1 biliões de euros destas operações estão pendentes, menos de metade de um excesso de liquidez de 4,7 biliões de euros.

Com as condições iniciais e da pandemia, estas operações são muito dispendiosas para o BCE e os bancos centrais nacionais depois da subida das taxas de juro.

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