"Hvaldimir", como era chamada, não apresentava lesões externas graves
A baleia beluga branca chamada “Hvaldimir”, avistada pela primeira vez na Noruega, suspeita de ser "espia russa", foi encontrada morta na baía de Risavika, no sul da Noruega, no sábado, avança a NRK, citada pela Associated Press.
Segundo a mesma fonte, a baleia foi retirada da água com uma grua e levada para um porto próximo onde será examinada por peritos.
"Infelizmente, encontrámos Hvaldimir a boiar no mar. Morreu, mas ainda não se sabe a causa da morte", afirmou o biólogo marinho Sebastian Strand à NRK,
Strand, que acompanhou os movimentos do animal nos últimos três anos, adiantou que Hvaldimir não apresentava lesões externas graves e que está profundamente afetado pela morte súbita da baleia.
"É absolutamente horrível. Aparentemente, ela estava em boas condições até (sexta-feira). Portanto, só temos de descobrir o que pode ter acontecido aqui", afirmou.
Inicialmente descoberta na região norte da Noruega, em Finnmark, a baleia passou quase três anos a descer parte da costa norueguesa, tendo acelerado consideravelmente nos últimos meses, em direção à Suécia. No domingo, foi observada perto de Hunnebostrand, no sul do país.
“Não sabemos porque é que acelerou tanto agora”, admite Sebastian Strand, biólogo marítimo da organização OneWhale, em declarações ao The Guardian. O especialista admite que em causa pode estar uma questão “hormonal”, com a baleia à procura de parceiro para acasalar. No entanto, estes animais são criaturas muito sociais e Strand sublinha que Hvaldimir pode estar à procura da companhia de outras criaturas da mesma espécie.
Os biólogos acreditam que o animal tinha entre 13 e 14 anos, altura em que “as hormonas estão muito altas”.
Estas baleias conseguem atingir um tamanho considerável, com cerca de seis metros de altura e podem viver até aos 60 anos.
Os especialistas suspeitam que o animal tenha sido treinado pela marinha russa para espiar a Noruega. O próprio animal aparenta estar bastante confortável na proximidade de humanos. Além disso, o arnês que se encontrava amarrado ao animal, entretanto retirado pelos biólogos, tinha a inscrição “equipamento de São Petersburgo”.
Moscovo nunca emitiu qualquer resposta para pôr fim a estas especulações.
