Inundações fazem quatro mortos no sul da Alemanha - três das vítimas foram encontradas em sótãos

Agência Lusa , CM
3 jun, 17:55
Cheias na Alemanha. EPA/Lusa

Em paralelo, prosseguem as evacuações devido à rutura de barragens na região de Suábia. As últimas zonas abrangidas por alertas de evacuação são as de Danubio-Ries e Hamlar, enquanto em Pfaffenhofen, um dos distritos mais afetados, o nível da água começou a “descer ligeiramente”

As inundações que atingem as regiões do sul da Alemanha já provocaram quatro mortos, após a confirmação de mais duas vítimas em Baden Wurtemberg, nesta segunda-feira, indicaram as autoridades locais.

Um porta-voz da polícia disse que foram encontrados os corpos de um homem e de uma mulher no sótão de uma casa em Schorndorf, distrito de Rems-Murr.

O sótão estava inundado e os corpos surgiram quando se drenava a água, indicou a televisão pública alemã ARD.

Outro corpo, de uma mulher de 43 anos que estava desaparecida desde domingo, foi localizado no sótão de uma casa em Schrobenhausen, na Alta Baviera.

O último falecido é um bombeiro que foi encontrado sem vida em Pfaffenhofen an der Ilm, também na Alta Baviera. Morreu numa operação de resgate ao cair de uma embarcação insuflável na qual se deslocava com três companheiros.

Em paralelo, prosseguem as evacuações devido à rutura de barragens na região de Suábia. As últimas zonas abrangidas por alertas de evacuação são as de Danubio-Ries e Hamlar, enquanto em Pfaffenhofen, um dos distritos mais afetados, o nível da água começou a “descer ligeiramente”, segundo o governo local.

O chefe de governo do Estado de Baden-Wurtemberg, o ecologista Winfried Kretschmann, advertiu que “situações como esta serão mais habituais”. Kretschmann deslocou-se a Meckenbeuren, uma das localidades mais afetadas.

“É evidentemente uma consequência das alterações climáticas. Em comparação com a Baviera, em Baden-Wurtemberg foi menos grave, mas no norte do Estado a situação é extremamente precária”, advertiu.

O chanceler alemão Olaf Scholz prometeu ajudas para as zonas afetadas e novas medidas para proteger o clima. “Não podemos renunciar a travar as alterações climáticas que provocámos”, declarou em Reichertshofen, outras das zonas atingidas na Baviera.

O chefe do Governo alemão sublinhou que não são casos isolados e estão a tornar-se cada vez mais frequentes, ao recordar ser esta a quarta vez no corrente ano que visita a zona devido a inundações.

Scholz foi acompanhado pelo primeiro-ministro bávaro, Marcus Soeder, que assegurou medidas concretas na reunião do executivo regional agendada para terça-feira. “Vamos abordar a forma de ajudar rapidamente e com a menor burocracia”, assinalou.

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