Iam ver Bad Bunny e ficaram à porta: pelo menos 30 lesados por burla milionária com bilhetes

27 mai, 19:44
Bad Bunny durante atuação em Barcelona (Alejandro García/EPA)
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Caso de um homem que pagou 600 euros por quatro bilhetes que nunca chegaram ajudou a perceber que a situação tinha outra dimensão

É uma burla que já chega aos 40 mil euros. Pelo menos 30 pessoas garantem ter sido burladas pelo mesmo homem na venda de bilhetes para o concerto de Bad Bunny no Estádio da Luz, em Lisboa.

A CNN Portugal chegou à fala com uma das vítimas, que pagou 600 euros por quatro bilhetes que teriam sido oferecidos por uma promotora.

A vítima fez a transferência para o número de identificação bancária indicado e pensou estar tudo bem quando verificou que o nome associado coincidia com o do contacto.

Assim que pagou recebeu os quatro ingressos pelo Whatsapp, mas já esta segunda-feira recebeu uma mensagem do suposto burlão, que também ele alegava ter sido vítima de burla.

Este homem acabou por fazer queixa às autoridades e partilhou a sua experiência nas redes sociais, onde o caso ganhou outra repercussão, o que permitiu perceber que pelo menos outras 30 pessoas foram alvo do mesmo esquema.

Ao que a CNN Portugal conseguiu apurar, trata-se de um burlão que já é conhecido das autoridades desde os tempos da covid-19, mas que continua a atuar e a fazer vítimas.

Desta vez foi no caso de Bad Bunny, sendo que muitas das pessoas só perceberam o que se estava a passar quando lhes foi negada a entrada no Estádio da Luz porque o bilhete era falso.

Trata-se de uma burla que já vai em 40 mil euros, e que se junta a outras investigações em curso. Nesta mesma quarta-feira a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) deteve seis pessoas por especulação de venda de bilhetes para os concertos do cantor porto-riquenho.

Num comunicado em que anuncia as seis detenções, a ASAE refere também que instaurou seis processos-crime a apreendeu 14 bilhetes, no âmbito da “Operação Puerto Rico”, sobre a venda de bilhetes em plataformas digitais, designadamente redes sociais.

Na operação, foram detetados bilhetes a serem vendidos por valores “muito acima do seu valor facial, com margens líquidas especuladas que oscilavam entre 120 e 410 euros por bilhete”.

Os seis detidos “foram sujeitos à medida de coação de Termo de Identidade e Residência (TIR), com notificação para comparência em tribunal”.

“Após comparência junto da Autoridade Judiciária, os arguidos foram sujeitos à medida de suspensão provisória dos processos, por períodos compreendidos entre cinco e seis meses, na condição de os arguidos procederem ao pagamento, a título de injunção, de valores que variam entre 400 e 1.000 euros ou execução de trabalho comunitário até 110 horas”, refere a ASAE.

A ASAE alerta as pessoas para que não comprem bilhetes para espetáculos acima do preço oficial, lembrando que “a venda especulativa constitui um crime punível com pena de prisão de seis meses a três anos e multa não inferior a 100 dias”.

O músico porto-riquenho Bad Bunny dá hoje o primeiro de dois concertos no Estádio da Luz, em Lisboa, no âmbito da digressão mundial “Debí tirar más fotos”.

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