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Bombardeiro estratégico dos EUA despenha-se minutos depois de descolar da Califórnia

15 jun, 20:28
O local do acidente na Base Aérea de Edwards pode ser visto nesta imagem captada a partir de uma câmara aérea (KCAL/KCBS)
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Avião é normalmente tripulado por cinco pessoas e já esteve em serviço em guerras como o Vietname ou a mais recente no Irão

Um avião B-52 Stratofortress despenhou-se pouco depois de descolar de uma base da Força Aérea dos Estados Unidos na Califórnia. De acordo com a CNN Internacional, oito membros da tripulação terão morrido no acidente ocorrido perto de Los Angeles.

De acordo com o comunicado emitido pela base, as equipas de emergência continuam no local a avaliar a situação, sabendo-se já que o avião estava a realizar uma missão de teste que se iniciou pelas 11:20 locais. "As indicações iniciais são de que o acidente não tem sobreviventes", pode ler-se numa nota citada pela CNN Internacional.

A pista da base aérea ficou com uma grande marca enegrecida na areia, bem como alguns vestígios de fumo, mas era difícil identificar partes distintas dos destroços, como mostra um vídeo da afiliada da CNN, KCAL.

Enquanto as equipas de emergência se concentram no atendimento, o aeródromo está fechado, as aeronaves que chegam estão a ser desviadas e todos os passes de visitantes não comerciais estão suspensos até novo aviso, informou a base.

O B-52 é uma das aeronaves mais antigas da Força Aérea dos EUA, tendo entrado ao serviço em 1955. Este bombardeiro pesado de longo alcance, que normalmente transporta uma tripulação de cinco pessoas, pode carregar até 31.750 kg de bombas e outras munições.

A versão atualmente em operação, o B-52H, desempenha ainda um papel importante no arsenal da Força Aérea, que inclui 76 aeronaves. Foi utilizado em missões de bombardeamento durante o atual conflito entre os EUA e o Irão. O B-52H pode também transportar bombas nucleares e mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares.

Antes do acidente desta segunda-feira, o mais recente acidente fatal envolvendo a aeronave tinha ocorrido em 2008, quando seis membros da Força Aérea morreram após o seu B-52 se ter despenhado no Oceano Pacífico, junto à costa de Guam, quando se preparavam para um sobrevoo num desfile.

O bombardeiro fabricado pela Boeing não está em produção desde 1962, embora várias iniciativas de prolongamento da vida útil tenham modernizado a fuselagem e o tenham mantido a voar. A Força Aérea lançou recentemente outra iniciativa de atualização do B-52 centrada no design de novos motores com um preço total esperado de 48,6 mil milhões de dólares, de acordo com o Defense News.

Como a aeronave já não está em produção, quaisquer substituições devem ser provenientes de fuselagens desmontadas armazenadas no chamado “Boneyard” na Base Aérea de Davis-Monthan, no Arizona, como foi feito após um acidente não fatal em 2016 que destruiu um B-52H em Guam.

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