Um dos piores acidentes aéreos do século: há um sobrevivente e mais de 240 mortos no avião da Air India
Os primeiros momentos após a queda do avião da Air India
Avião cai na Índia com mais de 200 pessoas a bordo
Um voo que era suposto ter quase 10 horas não chegou a passar de um minuto. Entre as vítimas há portugueses e este desastre entra para uma lista que no topo tem o 11 de Setembro
Uma autêntica tragédia que no fim do dia pode tornar-se num dos acidentes aéreos mais mortais de sempre, já que o avião da Air India com o código 171 caiu numa zona residencial onde estavam várias pessoas, incluindo estudantes de medicina.
A polícia começou por adiantar que todos os ocupantes do avião que partiu de Ahmedabad com destino a Gatwick, Londres, tinham morrido, mas depois corrigiu a informação: foi encontrado um sobrevivente no hospital, entretanto identificado como Vishwash Kumar Ramesh, que estava no lugar 11A - uma história milagrosa e inacreditável contada aqui. O comunicado inicial da polícia é confuso, já que indicava que tinha sido encontrado "no lugar 11A".
“A polícia encontrou um sobrevivente no lugar 11A”, confirmou o comissário da polícia GS Malik, citado pela agência ANI, dando a entender que uma outra pessoa que seguia no avião estava já no hospital.
Acontece que são ambas a mesma pessoa, Vishwash Kumar Ramesh, cidadão britânico que seguia a bordo com o seu irmão, e que foi encontrado no hospital ainda com o bilhete na mão.
No avião seguiam 242 pessoas, 217 adultos e 11 crianças, incluindo a tripulação, mas não se sabe ao certo o número de vítimas mortais, segundo avança a agência de notícias indiana Press Trust of India (PTI). O ministro da Saúde da Índia não avançou com números, mas diz que “muitas pessoas” perderam a vida na sequência deste acidente.
Ao cair da noite em Portugal, quando já começava um novo dia na Índia, a Air India anunciou que Vishwash Kumar Ramesh é mesmo o único sobrevivente do acidente. "Lamentamos informar que, dos 242 passageiros a bordo, foram confirmadas 241 mortes. O único sobrevivente está a receber cuidados no hospital". Significa que isso que os sete portugueses que seguiam a bordo morreram.
De resto, o ministro indiano do Interior já tinha deixado no ar que dificilmente seriam encontrados sobreviventes dentro do avião, já que a temperatura causada pela queima do combustível era tão elevada que não havia hipótese de salvar ninguém.
"Havia cerca de 125 mil litros de combustível no avião. A temperatura também era muito elevada. Por isso, não havia hipótese de salvar ninguém", afirmou Amit Shah, em declarações aos jornalistas.
O número pode ainda aumentar, até porque várias pessoas que estavam no solo foram levadas para os hospitais da região. “Recuperámos 204 corpos e 41 pessoas estão atualmente a ser tratadas”, disse GS Malik à agência de notícias France-Presse (AFP) pouco depois da hora de almoço, não esclarecendo se as pessoas que estão a receber tratamento sou ou não ocupantes da aeronave.
De resto, a polícia tem avançado várias informações contraditórias. A agência Reuters e os meios de comunicação indianos chegaram a dar, citando a polícia, mais de 290 mortos, num número entretanto revisto para mais de 240. Seja como for, estes números colocam este entre um dos piores acidentes aéreos deste século.
Quanto ao voo, que deveria durar quase 10 horas, não chegou a passar de um minuto, perdendo a sustentação assim que passava os 190 metros. Descolou e caiu quase instantaneamente, depois de os pilotos terem emitido um alerta de mayday, sem que se saiba, para já, porque razão.
Além dos sete portugueses, seguiam a bordo 53 britânicos e um canadiano. Os restantes ocupantes eram de nacionalidade indiana. No local estão já a ser feitos vários esforços no sentido de tentar encontrar sobreviventes. Até ao momento foram retirados mais de 200 corpos, muitos deles levados para o hospital de Ahmedabad, a quinta maior cidade da Índia.
Quanto ao avião, um Boeing 787-8, é a primeira vez que um aparelho deste modelo está envolvido num grande acidente. Já para a construtora é apenas mais uma de várias tragédias.
O gabinete do ministro da Aviação da Índia revelou que foi ativado o centro de emergência e que no terreno já está uma equipa de apoio para as famílias que precisem de informações. Para a zona do desastre foram também enviados membros das Forças Armadas, incluindo equipas médicas do exército e também egenheiros que vão ajudar a perceber o que se passou.
