Corrupção filmada: cinco inspetores da Autoridade Tributária detidos pela PJ 

13 jul 2025, 12:19

NOTÍCIA CNN PORTUGAL || São suspeitos de ajudarem grandes cartéis da América do Sul a fazer entrar grandes carregamentos de cocaína no nosso país através dos portos de Lisboa, Setúbal ou Sines. 

A Polícia Judiciária (PJ) e o Ministério Público (MP) deram este domingo um passo decisivo na operação "Porthos", com a detenção dos cinco mesmos inspetores da Autoridade Tributária (AT) que tinham sido alvo de buscas em fevereiro, sabe a CNN Portugal - sob fortes indícios de crimes como corrupção, tráfico internacional de droga ou branqueamento de capitais, pela forma como são suspeitos de ajudarem grandes cartéis da América do Sul a fazer entrar grandes carregamentos de cocaína no nosso país através dos portos de Lisboa, Setúbal ou Sines. 

Entre as provas da investigação está um vídeo que já foi divulgado pela TVI e pela CNN Portugal, depois de ter sido apreendido pela PJ a um traficante que filmou com câmara oculta um encontro que manteve em sua casa com dois dos inspetores tributários. Nas imagens, os dois agentes do Estado surgem a aceitar 700 mil euros de suborno para fazerem sair do Porto de Lisboa 1,3 toneladas de cocaína proveniente do Equador e dissimulada em paletas de lulas congeladas. 

A procuradora Filomena Rosado, titular do processo no DCIAP, apenas tinha promovido buscas domiciliárias e aos postos de trabalho na primeira operação, sem mandados de detenção - e foi das buscas às casas de alguns dos cinco inspetores tributários, em fevereiro, que viu saírem centenas de milhares de euros em notas escondidas, que se pressupõe serem produto do crime: dos subornos milionários pagos pelas grandes redes de tráfico, como o Primeiro Comando da Capital, para fazerem entrar droga pelos portos marítimos portugueses sem sobressaltos. 

Entendeu entretanto a magistrada que as circunstâncias mudaram nos últimos cinco meses - tendo agora pressupostos para aplicação de medidas de coação aos cinco inspetores suspeitos, como perigos de fuga ou de perturbação do inquérito, além do alarme social da situação. Serão esta segunda-feira presentes a um juiz de instrução, em Lisboa, e arriscam ficar em prisão preventiva.

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