Multas por falta de inspeção periódica obrigatória aumentaram quase 84%

Agência Lusa , DCT
23 dez 2021, 20:40
Emissões de gases
Emissões de gases

O relatório indica que, entre janeiro e setembro, foram fiscalizados 88,1 milhões de veículos, quer presencialmente, quer através de meios de fiscalização automática

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As multas por falta de inspeção periódica obrigatória aumentaram quase 84% até setembro face ao mesmo mês de 2020 ao terem sido registadas pelas forças de segurança 44.512 contraordenações, segundo a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

No relatório de sinistralidade e fiscalização rodoviária de setembro, a ANSR avança que também aumentaram, nos dez primeiros meses do ano, as infrações por não uso das cadeirinhas para crianças (36,6%) e do cinto de segurança (18,8%), bem como pela utilização do telemóvel durante a condução (11,2%).

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Segundo a ANSR, foram apanhados a conduzir com telemóvel 19.650 condutores nos primeiros nove meses do ano, contra os 17.675 até setembro de 2020, e registadas 16.538 infrações por não uso do cinto de segurança (13.921 em 2020) e 1.754 por não uso de sistemas de retenção para crianças (1.284 em 2020).

Menos infrações por excesso de velocidade

O documento precisa que, entre janeiro e setembro, foram multados 44.512 condutores por falta de inspeção obrigatória, enquanto no mesmo período de 2020 tinham sido detetadas 24.271 contraordenações.

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Em contrapartida, as autoridades registaram uma diminuição de 14,4% das infrações por excesso de velocidade e 7,1% nas transgressões por consumo de álcool acima do limite legal.

Apesar da diminuição, os autos por excesso de velocidade representaram a maioria das infrações registadas, tendo sido, até setembro, contabilizadas 530.818 contraordenações, contra as 620.267 no mesmo mês de 2020.

Por excesso de álcool, a PSP e GNR registaram 13.601 infrações, enquanto no mesmo período do ano passado tinham sido apanhados 14.648 condutores.

Mais de 88 milhões de veículos fiscalizados

O relatório indica que, entre janeiro e setembro, foram fiscalizados 88,1 milhões de veículos, quer presencialmente, quer através de meios de fiscalização automática, um aumento de 0,3% em relação ao mesmo período de 2020.

“A GNR registou uma diminuição de 4,9% no número de veículos fiscalizados, ao contrário da PSP com um aumento de 5,5%. Por sua vez, o sistema de radares SINCRO gerido pela ANSR registou uma ligeira redução (-0,2%)”, precisa o documento.

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De acordo com a ANSR, foram detetadas 875,2 mil infrações nos primeiros nove meses do ano, o que representa uma diminuição de 9,3% face ao período homólogo de 2020.

O mesmo documento precisa que a taxa de infração (número de infrações/número de veículos fiscalizados) foi de 0,99%, uma redução de 9,6% face à taxa de 1,10% registada em 2020.

Criminalidade rodoviária aumentou 21%

A criminalidade rodoviária, medida em número total de detenções, aumentou 21% entre janeiro e setembro de 2021 em comparação com o mesmo período de 2020, atingindo 18,3 mil condutores.

O relatório indica que 44,4% das detenções se deveu à falta de habilitação legal para conduzir, com um aumento de 33,9% destes casos, comparativamente ao verificado entre janeiro e setembro de 2020.

A ANSR refere ainda que o número de condutores que perdeu pontos na carta de condução foi 273,9 mil, até setembro deste ano, desde a entrada em vigor do sistema de carta por pontos, em junho de 2016, 1.715 automobilistas ficaram com o seu título de condução cassado.

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