REVISTA DE IMPRENSA | A escassez de nadadores-salvadores continua a ser um problema
As tempestades que atingiram Portugal no início do ano alteraram significativamente a linha de costa, aumentando os riscos para os banhistas na nova época balnear, que arranca agora. Segundo o Jornal de Notícias, as autoridades alertam que as mudanças nos areais intensificaram fenómenos como agueiros, correntes responsáveis pela maioria dos afogamentos.
Segundo a Autoridade Marítima Nacional, nos últimos cinco anos morreram 76 pessoas nas praias durante a época balnear, 36 das quais por afogamento. A maioria dos casos ocorreu em zonas não vigiadas. Só em 2025, registaram-se 18 mortes, oito por afogamento fora de praias com nadadores-salvadores.
As autoridades sublinham que as tempestades alteraram fundões, declives e correntes, tornando o mar mais imprevisível. Em praias vigiadas, os agueiros são sinalizados, mas nas restantes o risco é maior.
A escassez de nadadores-salvadores continua a ser um problema. Estima-se que sejam necessários cerca de 6500 profissionais para garantir a segurança em praias e piscinas, mais mil do que os disponíveis atualmente.
Para reforçar a vigilância, a Marinha vai mobilizar equipas e viaturas para praias não vigiadas, numa tentativa de reduzir acidentes num verão que se antecipa mais perigoso.