"Havendo sinais de conduta ilícita e conluio das gasolineiras não hesitaremos em investigar": Autoridade da Concorrência

Agência Lusa , FMC
8 set, 18:16
Aumento do preço dos combustíveis (Lusa/Paulo Novais)

Margarida Matos Rosa respondia a uma questão do deputado Rui Afonso, do Chega, sobre como conseguia controlar o risco de cartelização de preços num mercado em que quatro gasolineiras têm a grande maioria do mercado

A presidente da Autoridade da Concorrência afirmou esta quinta-feira que a AdC não hesitará em investigar caso haja sinais de conduta ilícita das gasolineiras, lembrando as recomendações de 2018 para reforçar a concorrência que não saíram do papel.

“Havendo sinais fortes de conduta ilícita por parte das partes, a Autoridade da Concorrência (ADC) não hesita em investigar”, afirmou Margarida Matos Rosa que está a ser ouvida no parlamento.

Margarida Matos Rosa respondia a uma questão do deputado Rui Afonso, do Chega, sobre como conseguia controlar o risco de cartelização de preços num mercado em que quatro gasolineiras têm a grande maioria do mercado.

Ao longo esta audição, e tendo em conta o atual contexto de subida dos preços, vários deputados de diferentes partidos colocaram questões relacionadas com os combustíveis e a energia.

Nas respostas, Margarida Matos Rosa afirmou que não é possível excluir a possibilidade de existência de um conluio, mas deixou a garantia de que “havendo indícios fortes” eles serão investigados.

Ainda neste âmbito lembrou, no entanto, as recomendações que constam de um relatório da AdC, de 2018, nomeadamente no que diz respeito às concessões nas autoestradas – onde a variação de preços dos combustíveis tem menor expressão por comparação com o que acontece no resto do país – as quais, afirmou, sendo seguidas potenciaram um aumento de concorrências.

Como exemplo lembrou que o relatório recomenda prazos de concessão mais reduzidos (porque períodos de 20 anos não incentivam a concorrência) ou a forma como são definidas as rendas, que a AdC sugere que tenham em conta o tráfego.

Sobre medidas tomadas ao nível da energia, nomeadamente do gás e da eletricidade, Margarida Matos Rosa, sem questionar a sua necessidade, alertou para a importância de se manter “o foco” na limitação do tempo, de forma a evitar distorções do mercado.

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