No seu discurso de tomada de posse, Carlos Moedas realçou que os lisboetas lhe deram “uma clara vitória eleitoral” no dia 12 de outubro
O reeleito presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), assumiu hoje a ambição de tornar a cidade a capital mundial da Justiça Social, da Inovação e da Cultura, destacando a abertura ao diálogo com a oposição para governar.
“Se em 2021 vos prometi que seríamos Capital Europeia da Inovação e, quando ninguém acreditava, fomos mesmo, hoje queremos ser ainda mais, queremos conquistar mais. Nos próximos anos queremos ser, sem dúvida, a Capital Mundial da Justiça Social, a Capital Mundial da Inovação, a Capital Mundial da Cultura, porque nós não temos medo de sonhar, só temos medo de que os nossos sonhos sejam pequenos de mais. E é esse sonho, que deve ser não só para Lisboa, mas para toda a nossa Área Metropolitana”, declarou Carlos Moedas, no seu discurso na cerimónia de tomada de posse, que ocorreu na Gare Marítima de Alcântara.
Carlos Moedas realçou que os lisboetas lhe deram “uma clara vitória eleitoral” no dia 12 de outubro e reforçaram a confiança no seu projeto político e social, sublinhando que a sua função é governar a cidade “pelo bem comum”.
“Uns, como eu, fá-lo-ão governando. Outros o farão exercendo as funções de oposição. É assim a natureza da democracia e também a sua riqueza. […] O pior que podemos fazer à democracia seria impor-lhe as nossas idiossincrasias e tal vale para quem governa, como para quem está na oposição. Quem exerce o governo deve governar, dialogando e encontrando compromissos. E quem exerce a oposição deve deixar governar, fiscalizando a ação de quem governa”, afirmou o social-democrata, defendendo que o executivo deve respeitar as escolhas do povo.
Considerando que “não haveria democracia que funcione sem essa estabilidade”, Carlos Moedas disse que terá “a abertura ao diálogo e ao compromisso para cumprir a vontade das pessoas, não as vontades partidárias”.
Sobre as áreas de intervenção no mandato 2025-2029, o autarca disse que a habitação continuará a ter “prioridade máxima”, em particular a habitação jovem, com 700 casas a reabilitar nos bairros históricos, assim como quatro novas centralidades na cidade, designadamente o Vale de Chelas, o Vale de Santo António, o Casal do Pinto e a Quinta do Ferro.