Dia 13, Castro Verde. Triste vida do marujo, que anda no mar embarcado. Mais triste do mineiro, que anda em vida sepultado

4 out 2025, 08:00
O PAÍS DO MEIO || Dia 13, Castro Verde

O PAÍS DO MEIO || Em Castro Verde, a terra é horizonte e o chão tem andares. Na sala do Fernando há uma Santa Bárbara acesa, fotografias de turno e um silêncio que parece mina antes do disparo. O pai viveu 43 anos lá em baixo, os filhos aprenderam a ouvir o terreno a falar. Cá em cima, a cidade tem tudo e custa caro porque o salário desce por rampa e sobe nas rendas. “Triste vida do marujo… mais triste do mineiro” — o verso fica pendurado na moldura enquanto as mãos contam cicatrizes. Vim para perceber como é que uma profissão de risco pode ser também casa, camaradagem e destino, e porque é que, entre o campo branco e a jaula, tanta gente escolhe ficar

esta é uma série de 14 reportagens de Tiago Palma: de Trás-os-Montes ao Algarve, o jornalista desce pela Estrada Nacional 2 e recolhe retratos íntimos de quem é destes lugares - veja AQUI as outras reportagens


Castro Verde (CNN Autárquicas 2025) - Cheguei a Castro Verde pela hora em que a planície se deita toda e a luz não encontra obstáculos.

A vila ergue casas brancas sobre o campo, alinhadas como se a régua tivesse sido passada à pressa e, ainda assim, direita. O centro tem cafés de porta aberta, balcões com lanhos de azulejo, um mercado que respira cedo. À volta, ruas novas, bairros que nasceram de repente, a pressa dos andaimes já em descanso. Dez minutos ao volante e surge Santa Bárbara de Padrões. Do outro lado, Neves-Corvo, máquinas, silos, a boca da rampa, letreiros amarelos a ensinar a prudência. Castro Verde habituou-se a esta contradição: por cima, tarde mansa e comércio; por baixo, pedra a ceder, metal a cantar, turnos a marcar o relógio da vila.

Vim por causa do preço da vida no interior, neste interior. Rendas que não lembram o Alentejo, lotes de construção pagos como se o mar estivesse por perto, casas com fila. Ao mesmo tempo, estradas certas, serviços que resistem, urgências a funcionar, um centro de saúde que se promete maior. A explicação tem nome curto: mineiro. Salários mais altos do que nos concelhos vizinhos, risco que não cabe em eufemismo, riqueza a salpicar a economia local. Quem chega percebe depressa. Quem cá ficou aprendeu a viver com a jaula como quem vive com um elevador que às vezes demora.

A campainha tocou numa rua limpa. Dentro, sala com fotografias enquadradas: homens de capacete e focos, uma pá carregadora a comer frente, um poço visto de baixo, um retrato a preto e branco com sorrisos de trabalho. Sobre um aparador, amostras pequenas de minério, pedaços de subterrâneo guardados com orgulho. Santa Bárbara num nicho discreto, vela por acender. O pai, Fernando Nilha, ocupava a sua cadeira. Ao lado, num sofá, os filhos: Mário e Marco. O Marco é o mais alto. O Mário escuta primeiro e só depois fala, à maneira de quem afia antes de cortar. O pai, no início, encolheu os ombros ao assunto; o Mário chamou-o à conversa e ainda trouxe o irmão. Sentámo-nos como quem entra numa galeria que pede passo curto.

Fernando começa pelo gesto: mão aberta, contas direitas. 43 anos ao fundo. 22 em Aljustrel; o resto em Neves-Corvo, na Somincor. Entrou por uma empreitada, obra pesada de túneis e frentes, até ficar de vez na casa. Reformou-se aos 52, tem 72. O verbo reformar não lhe colou logo: vieram mais túneis, metros a abrir caminho por baixo das cidades, barragens a pedir furo. Em 2015 encostou. Quem desceu tanto aprende a subir devagar. Desde então, casa e cana, “faço pescaria só para mim”, mas quem troca uma galeria pelo quintal não desaprende de ouvir o chão.

A linhagem tem pó fundo. O pai descia, o avô também — em casa valia a regra de quem conhece o fundo: poupar os filhos ao fundo. “O meu pai não queria de maneira nenhuma”, concede o Fernando, “mas aqui a agricultura dava o que dava.” O resto fez o calendário: casou aos 17, desceu aos 18. Necessidade é palavra com o peso de um bloco de minério. Depois a mão direita entra na conversa como prova. A cicatriz conta o resto. “Esta mão foi toda esmagada.” Noite, luz pobre, 12 vagonas a encostar uma a uma, a locomotiva a beijar ferro, os dedos no sítio errado, o esmagamento a metrónomo. Lisboa, hospital, voltar. “Voltei.” Dito a seco — por aqui, regressar é parte do ofício.

Marco toma o fio como quem lhe sente a textura. “Gostava daquela envolvência, do ambiente”, solta — ganhou gosto antes de ter número de funcionário. Entrou a ver, depois ficou. Mário antecipa-se com a biografia no osso: “Aos 18, assim que a minha namorada ficou grávida, deixei a escola e comecei a trabalhar. Entrei numa empresa de sondagens, a seguir entrei para a Somincor. E ainda estou.” O pai escuta com atenção de capataz velho. Tentou desviá-los, como o dele tentou. “Foi igual.” Não resultou. “Ainda bem. Não estou arrependido, nem de um nem do outro.” O tempo já tinha máquinas a sério, a vontade deles pedia comando e alavanca. No seu tempo, quase tudo a braço. Neles, a cavar; neles, a conduzir. Hoje, o Marco coordena equipas em Aljustrel; o Mário supervisiona frentes na Somincor. O ofício trocou o ferro à unha por hidráulica e volante; a vaidade não entrou, entrou só um silêncio satisfeito.

A sala trabalha como mina bem ventilada: fala-se muito, respira-se bem. De dia ou de noite era ele, Fernando, quem mandava entrar — encarregado-geral: ia primeiro à frente, via a rocha depois do disparo, escutava os estalos do maciço, confirmava ventilação e gases, conferia a madeira e os tirantes, sentia o calor e a humidade. “Eu é que dava o ‘entram’ — e, se o terreno falava alto, tirava a malta de lá.” Não é bravata, é método. O exemplo, ali, não é conversa — é presença. Fernando reclina-se e larga a de mineiro: “De dia e de noite, se fizesse falta, comia uma vaca lá em baixo.” É maneira de dizer que aguentava o que viesse. “Nunca tive medo do fundo.” O que pesava era o resto: “Andava uns dias a pensar no companheiro que se aleijou ou perdeu a vida.”

Pergunto pelo medo. Mário esfrega os nós dos dedos no joelho, como quem testa uma pedra. “Há respeito”, palavra melhor. O terreno tem voz. Depois de uma detonação, trabalha: “o silêncio e ouvir o terreno a descomprimir — dar um estalo — isso é que mete respeito.” Um estalo de aviso, a galeria que range, a estrutura a pedir madeira. “Hoje em dia as detonações são controladas, mas o terreno não dá tréguas.” O silêncio, às vezes, avisa mais do que o ruído. Marco ata outra ponta. Fala dos sítios onde os ouvidos se cansam primeiro — “ventiladores, máquinas” —, da luz que nunca é sol — “é sempre luz artificial” —, dos fumos que enganam nariz e pulmão. Máquinas modernas ajudam, mas o corpo paga adiantado. “Dói cedo.” Ombros, lombares, audição. O calor com humidade por cima é uma conta que não fecha: “quando a humidade está alta, o ar pesa.” A frente ganha condensação, a camisa cola à pele, o ar torna-se sopa. O pior não é o grau no termómetro; é o peso da água no ar.

Volta-se à descida. Fernando explica a diferença sem floreio: “Pela rampa entra mais disfarçado, mais à vontade, porque só começa a perder a claridade.” Pelo poço é outra coisa. “O elevador — a jaula — leva vinte e tal pessoas; ao arrancar e ao parar, parece que falta o chão.” Nem toda a gente aguenta: “Havia muita gente que chegava lá abaixo e… a gente tinha de as vir trazer cá acima.” Mário acrescenta a memória dura: “Houve um acidente no poço — uma falta de energia — e um rapaz descolou a pele dos ossos.” A mina também se escolhe assim: com o corpo a dizer não.

Há corpos que o dizem de forma literal. Marco guarda um caso: “O rapaz até tinha andado comigo na escola. Baixou pouco tempo, veio ter comigo e estava mal.” Não mascarou coragem: “Disse-me: ‘Ó Mário, tens de me isolar.’” Subiu — e bem. Ficou a lição sem humilhação. O Mário dá-lhe a moldura certa: “Quando o corpo puxa o travão, respeita-se.” O resto contou-se depois, à mesa, com um riso de alívio e a discrição que a camaradagem pede: “houve roupa para trocar.” A mina tem esta franqueza — não goza, poupa.

Fala-se de camaradagem. Marco encosta as costas ao sofá e enumera sem hesitar: “Lá em baixo ninguém vira as costas. O colega que está pronto, se falta alguma coisa, vai buscar e ajuda.” No primeiro dia, mesmo sem se conhecerem, “o trabalho flui — é equipa, é família.” Os mais novos não andam sozinhos: “Os mais velhos orientam: ‘o caminho é assim, fazemos assim’.” Uma frente segura não é milagre — é método e vigilância. Mário reduz o código a uma linha: “Fazemos de tudo para entrarmos e voltarmos.” Quando alguém falha, outro compensa; quando o terreno fala mais alto, manda a prudência. O ditado que atravessa corredores e turnos não é enfeite: “Uma vez mineiro, sempre mineiro”, remata Marco. “Ninguém fica para trás.”

Santa Bárbara habita a sala sem esforço. A vela ainda apagada não impede o gesto. Marco entra e dá o exemplo: “Acendo a vela e tiro o capacete. À saída faço igual.” Mário alinha no mesmo ritual: “Não me benzo, mas tiro o capacete e olho sempre para a Santa Bárbara.” O pai aponta o nicho como quem indica um mapa e resume a regra de fundo: “Em todas as entradas há um lugar para ela — luz acesa, flores renovadas. A pessoa passa, vê a Santa e mentaliza-se.”

Depois, encosta a voz à parede e deixa a quadra que aprendeu jovem e nunca largou:

Triste vida do marujo, que anda no mar embarcado.
Mais triste do mineiro, que anda em vida sepultado.

Fica a pausa. “São as duas profissões de alto risco.”

Falamos do antes. O Fernando volta a Aljustrel dos anos 80 como quem abre uma gaveta: “Chamaram-me logo no início para vir para Castro Verde — fui aliciado — e rejeitei. Aljustrel estava mais desenvolvido; Castro era agricultura.” Só mais tarde a balança mudou. “Com Neves-Corvo isto mexeu. Castro abriu a porta às pessoas da Somincor; em Almodôvar fecharam-se mais.” O mapa dos serviços confirma o caminho: “Aqui as urgências seguraram; querem fazer centro de saúde novo. Lá em Aljustrel fecharam bancos, os centros encolheram.” E a diferença no bolso do dia a dia: “Castro chegou a ter cinco bancos. As pessoas dos concelhos vizinhos acabam por vir cá.” O resumo cabe num gesto do pai para a janela: “Castro Verde está mais desenvolvido do que Almodôvar — e muito mais do que estava quando me chamaram.”

O preço da vida subiu a reboque. Marco dispensa contas: “Há muita procura de casas para alugar e, como é muita procura, as rendas estão sempre a subir. Depois vêm as empresas: não é um particular que aluga; é uma empresa que aluga uma casa para oito. Têm mais poder financeiro — a renda sobe.” Resultado: “Quem quer sair de casa para começar família, recua.” No balcão do banco, o crachá pesa: “Se fores efetivo na Somincor, chegas lá e é mais fácil — ‘trabalha na Somincor’, a caneta assina mais depressa.” Mário põe a ressalva na mesa: “Financeiramente é bom, sim, mas corre-se muito risco. Há quem ganhe parecido noutros sítios sem descer.” Aqui a noite entra pelo dia e o descanso tem ruído por baixo.

O pai abre uma história que tem Estado pelo meio. “No governo de Marcelo Caetano, veio uma vez a Aljustrel”, situa. À entrada da vila, “estava muita gente” — e não era por ele. “Coincidiu com um acidente na mina: três mortos.” Caetano estranhou o ajuntamento, “perguntou se estavam à espera dele ou era pelo acidente”, e o protocolo cedeu ao luto. “Encaminhou-se mais para a questão da segurança: as famílias que perdiam o marido, com o que é que ficavam? E os filhos?” Da pergunta nasceu o gesto: “Até lá, não havia nada. A partir daí criou-se um apoio, uma pensãozita para as viúvas.” O diminutivo não encolhe o alcance; dá-lhe nome e data.

Os três voltam ao trabalho como quem volta à lavoura. O Marco desenha a cena com a mão: “Terreno partido, a frente nervosa, a montar quadros.” O barulho da giratória enche a galeria quando, por trás, um estalo. “Não era som de rotina.” O pai vinha a entrar, olhos de quem já viu o teto falar. Um gesto seco: “Tudo para trás.” Fecham a frente; já cá fora, o ferro começa a vergastar, os quadros a dobrar como vime. O Mário resume: “Se ficássemos mais um minuto, alguém se aleijava.” O Fernando dá o remate sem épica: “Isto é olho e método. Quando não está a pedir gente, tira-se a gente.” O Marco aponta para o nicho, quase em aparte: “Daí termos a nossa Santa Bárbara.” Não é milagre — é disciplina com uma santa por companhia.

Respiramos. Saímos para o pátio. O calor desta hora cola-se à parede, o reboco guarda frescura a meia altura. Castro Verde é uma exceção numa geografia que se habituou a fechar. A autoestrada passa numa distância útil, a linha de comboio ajuda mais a mina do que o passageiro, o Algarve fica a um salto e Lisboa também. O comércio tem vida, as escolas também. Há bairros novos onde antes havia só a promessa. A mina não é um detalhe. É uma matriz.

Voltamos à sala. Mário aponta para casa, para os filhos: “Tenho dois: um já acabou a universidade, o outro está no último ano.” Há futuro ligado à mina sem entrar na rampa: mapas, geologia, lavarias, laboratório — “o corpo agradece”, admite. Conta também o recuo do mais novo: “Começou a ir para baixo e tivemos de desistir: não aguentava.” O pai completa sem dramatismo: “Não se sentia bem ao baixar à mina.” A profissão, porém, continua a chamar. O Fernando acompanha com a cabeça: “Se o corpo deixasse, ainda vivia a minar.” Não desce desde 2015, ano em que ainda foi “desenrascar um amigo”: “Fui fazer seis meses numa mina hídrica — foi preciso abrir um canal em paredes quase verticais, de 30 e 40 metros. Tivemos de fazer um túnel ao longo do nível para a água correr.” Conta-o com as mãos no ar, a marcar cotas invisíveis. Quem passou a vida a riscar galerias no escuro não desaprende — só muda o ritmo.

Pego no caderno, não para lhes cantar nada, mas porque me vem sozinho o cante dos mineiros de Aljustrel — aquela cadência que é reza e aviso. Oiço por dentro o coro a levantar “Santa Bárbara bendita” e, logo a seguir, quase em sussurro, “vê lá como venho eu”; por baixo, como brasa a arder sem chama, o refrão que não precisa de tradução: “trai larai larai lai lai la”. Fico com esses dois pregos cravados no ouvido e guardo a santa de volta, discreta. Eles continuam a conversa deles, que já é canto bastante.

Saio. O largo principal tem sombra repartida por árvores altas. O coreto parece sempre à espera de uma banda. Duas bicicletas atravessam, um carrinho de bebé despista o sol, um estrangeiro pergunta por um restaurante e recebe três respostas distintas. O mercado fecha mais cedo do que o meu passo. Na esplanada, alguém resume um dia: “Está de turno.” É expressão que vale por parágrafo. O turno organiza os jantares, os aniversários, a ida ao médico, o treino dos miúdos. O turno é a agenda da vila.

Conduzo até ao limite onde a planície começa. O chamado Campo Branco estende-se sem pedir legenda. À direita, searas de trigo e cevada a perderem a cor; à esquerda, restolhos, pastagens curtas, azinheiras a marcar compassos antigos. O vento faz pouca coisa, a luz faz o resto. Penso no que traz corpo à crónica: a mão esmagada que voltou ao trabalho, o filho que não desce porque o estômago se revolta, o colega que pede para ser isolado antes que a cabeça parta, o ritual de capacete na mão, a vela acesa, o terreno a falar em estalos, as rendas que não deixam sair de casa, o banco que abre portas a quem tem cartão da mina, a vila que ganhou urgências, as fotografias no aparador, o pó guardado em frascos pequenos.

Regresso para me despedir. A sala está igual, o sol mudou de ângulo. Fernando mira-me de soslaio e ajeita a Santa com a ponta dos dedos, coisa mínima. Mário endireita as costas como quem se prepara para mais um turno. Marco levanta-se primeiro, reflexo de quem dá a mão ao quadro certo. Apertamos as mãos com calma. Fico a ver os três na mesma galeria, cada um no seu lugar, todos no mesmo desenho.

Volto à rua. Castro Verde guarda o fim da tarde como quem segura uma tigela cheia. A planície não faz barulho, mas o fundo trabalha. Não é preciso ouvir para saber. O primeiro elevador da manhã já está prometido. Alguém há de acender a vela. Alguém há de olhar para Santa Bárbara e tirar o capacete. Alguém há de pousar a mão numa madeira e perceber se aguenta. A vila aprende todos os dias a equilibrar salário e risco, casa cara e pertença, horizonte largo e a sombra curta da jaula. É assim que se fica.

E eu fico com isto — nesta terra, o caminho faz-se entre o sol do largo e a noite debaixo da terra, e há quem o percorra inteiro, sem atalhos, com o ouvido treinado para o estalo do terreno e a mão habituada a abrir caminho. Amanhã a planície acorda como sempre, a cidade levanta a porta do mercado, e a mina, lá em baixo, recebe o primeiro passo sem se queixar. O resto aprende-se a cada descida, a cada volta.


O País do Meio não é um roteiro, pelo menos não turístico. Esta é uma série de 14 reportagens de Tiago Palma, para ler na CNN Portugal. De Trás-os-Montes ao Algarve, o jornalista desce a Estrada Nacional 2 e recolhe os retratos — íntimos, sabedores e naturais — de quem é das cidades, ou mais dos lugares, que a EN2 atravessa. Não são histórias de alcatrão, são histórias do caminho, do país real, ouvindo a voz de quem não é notícia — mas é um país, ou faz um país. Na antecâmara das Autárquicas de 2025, o pulso mede-se sem cartazes, sem promessas eleitorais, sem corta-fitas, sem política; o pulso mede-se como mediu Miguel Torga: “Cultivo-me pelos olhos e pelos pés, no alfabetismo íntimo das coisas”.

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