Autarcas com processos judiciais perdem votos, mas continuam a ser reeleitos

22 nov, 08:14
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REVISTA DE IMPRENSA. Abstenção aumenta se os processos judiciais estiverem ativos, mas diminui se tiverem sido arquivados

Autarcas com processos judicias conquistam menos votos por parte dos eleitores e têm uma margem de vitória mais reduzida, mas continuam a ser reeleitos. As conclusões partem de um estudo da Universidade do Minho e são divulgadas esta terça-feira pelo Jornal de Notícias

De acordo com os dados recolhidos pela investigação, que se debruçou sobre o impacto de processos judiciais em eleições autárquicas desde 2009 (com ou sem acusação formal por parte do Ministério Público), a abstenção tem tendência a variar conforme o estado dos processos. Se estiverem ativos no momento da eleição, a abstenção nas autárquicas aumenta; por outro lado, se tiverem sido arquivados, a abstenção diminui. 

Quanto à probabilidade de reeleição, o estudo conclui que "não há evidências de uma relação entre os processos e algum impacto negativo" nesta vertente. Verifica-se uma menor expressão de cidadãos a participar no ato eleitoral nestas circunstâncias, mas tal parece "não prejudicar o incumbente", de vitória assegurada pelos eleitores partidários. 

A investigação baseou-se em cerca de 300 casos, a maioria relacionados com crimes de prevaricação, abuso de poder e corrupção, em que 168 respeitam ao mandato de 2017-2021. O PS (39) e o PSD (33) encabeçam a lista de partidos com mais processos judiciais.

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