Desde o início do verão de 2026, a Áustria tem sido afetada por prolongadas ondas de calor extremo, com os termómetros a atingirem níveis inéditos, ultrapassando os 41 graus no leste do país
A Áustria registou um recorde de 646 mortes associadas ao calor extremo entre junho e julho, informou este domingo o Ministério da Saúde da república alpina.
O número supera em 13% o anterior recorde registado nos mesmos meses de 2024, quando foram atribuídas ao stress térmico um total de 570 mortes neste país de nove milhões de habitantes.
Os dados recolhidos pela Agência para a Saúde e Segurança Alimentar (AGES) revelam que os picos históricos de mortalidade coincidem com períodos de temperaturas invulgarmente elevadas em todo o território austríaco.
As estimativas da AGES resultam de um modelo científico estatístico que cruza dados meteorológicos com registos de mortalidade.
Através deste cálculo, os especialistas determinaram que, em junho, ocorreram 395 mortes associadas às temperaturas elevadas, enquanto em julho se registaram mais 251 vítimas.
Desde o início do verão de 2026, a Áustria tem sido afetada por prolongadas ondas de calor extremo, com os termómetros a atingirem níveis inéditos, ultrapassando os 41 graus no leste do país.
O país enfrenta também a seca mais grave desde o início dos registos pluviométricos, em 1850.
O Ministério da Saúde alertou para os graves efeitos do calor, sobretudo na população vulnerável.
Advertiu igualmente que o aumento sustentado das temperaturas representa um desafio crescente para a capacidade operacional do sistema de saúde austríaco, onde se instalou uma polémica devido à falta de ar condicionado na maioria dos hospitais e lares de idosos, bem como aos entraves burocráticos que dificultam a sua instalação em edifícios residenciais.
