À CNN Portugal, o geofísico Jorge Cruz, do IPMA, explicou que as tempestades solares podem permitir a visualização de auroras boreais “em latitudes mais baixas que o habitual”
A depressão Claudia veio em má altura e poderá impossibilitar uma boa parte dos portugueses de testemunhar um fenómeno raramente visto no país devido à tempestade solar a decorrer atualmente.
O alerta foi do Serviço Geológico Britânico (BGS): "As previsões atuais sugerem que uma segunda tempestade, alimentada pela primeira, resultará na maior tempestade solar a atingir o nosso planeta em mais de duas décadas. Os cientistas acreditam que ela tem potencial para atingir o nível máximo G5 na escala de tempestades da NOAA".
À CNN Portugal, o geofísico Jorge Cruz, do IPMA, explicou que as tempestades solares podem permitir a visualização de auroras boreais “em latitudes mais baixas que o habitual”.
“Se tivéssemos bom tempo, no norte do país, seria possível que se conseguissem ver auroras boreais. É uma possibilidade, não é garantido”, disse o geofísico.
O problema será mesmo o tempo. O IPMA prevê que a depressão Claudia permaneça quase estacionária até ao fim de semana, trazendo chuva persistente, por vezes forte, acompanhada de trovoadas e, a partir de quinta-feira, também granizo.
As tempestades solares, contudo, não trazem apenas fenómenos espetaculares e bem-vindos.
“Podemos ter instabilidades nas redes elétricas e outros sistemas de transmissão de energia, perturbações nas comunicações de rádio e de alta frequência e erros ou degradação dos sistemas de navegação GPS”, explicou Jorge Cruz.