Primeira imagem em cinco anos: Aung San Suu Kyi reaparece após golpe militar em Myanmar

Agência Lusa , TFR
3 ago, 07:46
Nesta fotografia divulgada pelo Gabinete do Presidente de Mianmar na segunda-feira, 3 de agosto de 2026, a líder destituída de Mianmar, Aung San Suu Kyi, à esquerda, aperta a mão a Arnaud de Baecque, representante residente do Comité Internacional da Cruz Vermelha, durante o seu encontro em Naypyitaw, Mianmar. (Gabinete do Presidente de Mianmar via AP)
Adicione a CNN como fonte preferidaSiga-nos no Google News ?Saiba mais

O Governo eleito da vencedora do Prémio Nobel da Paz foi derrubado em fevereiro de 2021 por um golpe de Estado liderado pelo general Min Aung Hlaing, que mergulhou o país do Sudeste Asiático numa guerra civil

A antiga líder de Myanmar (antiga Birmânia) Aung San Suu Kyi, que está em prisão domiciliária, encontrou-se com um representante do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), numa primeira aparição desde o golpe de Estado de 2021.

"O senhor Arnaud de Baecque, representante residente do CICV em Myanmar, reuniu-se com Aung San Suu Kyi esta manhã", informou o gabinete da Presidência do Myanmar na plataforma de mensagens Telegram.

A mensagem é acompanhada por várias fotografias, que não puderam ser imediatamente verificadas pela agência France-Presse (AFP).

Duas delas mostram Aung San Suu Kyi, de 81 anos, a apertar a mão e a conversar com um homem que se assemelha a Arnaud de Baecque.

Outra mostra-a a cortar um bolo de aniversário com a mensagem "Feliz aniversário, tia Suu" e uma data, 19 de junho de 2026.

O Governo eleito da vencedora do Prémio Nobel da Paz foi derrubado em fevereiro de 2021 por um golpe de Estado liderado pelo general Min Aung Hlaing, que mergulhou o país do Sudeste Asiático numa guerra civil.

O chefe da junta assumiu a presidência em abril, na sequência de um processo eleitoral controverso, denunciado no estrangeiro como uma manobra para prolongar o regime militar sob uma aparência de poder civil.

Pouco depois, anunciou que Aung San Suu Kyi, detida desde o golpe de Estado, passaria a estar em prisão domiciliária, num local mantido em segredo.

Os analistas consideram que o novo Governo, composto na sua maioria por ex-militares, recorre a reformas cosméticas para melhorar a sua imagem e relançar as relações diplomáticas e comerciais do país.

Aung San Suu Kyi foi condenada a mais de 30 anos de prisão por acusações que vão desde a corrupção até à violação das normas relacionadas com a Covid-19. Acusações forjadas de raiz pelo exército, de acordo com grupos de defesa dos direitos humanos.

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

Mundo

Mais Mundo

Mais Lidas