"Apanhado de surpresa" pelo PCP. Santos Silva em exclusivo enquanto acaba o discurso de hoje

21 abr, 09:43

Presidente da Assembleia da República fará um dos dois discursos previstos para esta quinta-feira e diz que o texto está quase pronto

O texto de Augusto Santos Silva para o discurso que antecede a declaração de Volodymyr Zelensky na Assembleia da República às 17:00 está "quase pronto" e contém, segundo o próprio, em declarações exclusivas à CNN Portugal, "duas mensagens muito simples". 

"São duas mensagens muito simples, em nome de todo o Parlamento e, estou certo, em nome de todo o povo português. Primeiro uma mensagem de solidariedade, solidariedade para com a Ucrânia que é o país agredido que está a lutar pela sua independência, a sua soberania e a sua integridade territorial e também uma mensagem de apoio, quer no plano bilateral quer enquanto membro da União Europeia e da NATO, Portugal não tem faltado com o apoio à Ucrânia, seja humanitário, seja sanitário, seja militar", afirmou o presidente da Assembleia da República.

Questionado sobre a decisão do PCP de não assistir ao discurso de Zelensky, Santos Silva diz que "é uma decisão do grupo parlamentar", mas confessa que foi "apanhado de surpresa pela reação do PCP à guerra da Rússia contra a Ucrânia".

"Mas eu sou presidente da Assembleia da República, a AR é constituída por 230 deputados e 224 estarão presentes na sessão. Nós estamos a apoiar e a mostrar solidariedade com o presidente de um país que está a lutar pela sua independência", garante.

Santos Silva diz ainda que "Portugal é um país cuja política externa não varia com os governos porque representa interesses duradouros nacionais".

"O nosso interesse fundamental é o respeito internacional, pela carta das Nações Unidas e, portanto, nós sabemos quando é que há uma agressão e quando há uma agressão nós condenamos o agressor e apoiamos a vítima", afirma.

A sessão solene de boas-vindas a Volodymyr Zelensky está marcada para as 17:00 e o discurso terá tradução simultânea: quem estiver presente na Sala das Sessões ouvirá a voz do Presidente ucraniano, com o som da tradução em português por cima, sem recurso a auriculares.

Na sessão solene, apenas intervirão o Presidente da Ucrânia e o presidente da Assembleia da República, sem limite de tempo, sendo depois encerrada a sessão e executados os hinos nacionais dos dois países pela banda da Guarda Nacional Republicana, nos Passos Perdidos.

Além do Presidente da República, presidente do parlamento, primeiro-ministro, presidentes dos principais tribunais, antigos chefes de Estado, deputados, eurodeputados, estão também incluídos nos convites outras altas entidades do Estado, como a procuradora-geral da República, a provedora de Justiça, os chefes do Estado-Maior-General das Forças Armadas e dos três ramos, bem como representantes da República para as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira ou os presidentes dos Governos Regionais, entre outros.

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