O Benfica e Mourinho vão para casa a pensar na história do Patinho Feio

21 nov, 22:26
José Mourinho no Atlético-Benfica (Miguel A. Lopes/Lusa)

Jogo sem grande história que devia ter sido jogado noutro sítio acabou com uma vitória sem sal e o apuramento do Benfica para a próxima fase da Taça de Portugal

Foi com sangue novo made in Seixal que José Mourinho quis garantir que o Benfica não passava dificuldades frente ao Atlético, um histórico do futebol português que anda na luta para regressar à segunda divisão, mas que esta sexta-feira viu o regresso a outros tempos à boleia da Taça de Portugal.

Mas as entradas de Rodrigo Rêgo e João Rego, o primeiro em estreia absoluta, não ajudaram a dar sangue e a dar um pontapé no marasmo que se tem visto pela Luz.

Com oportunidades aqui e ali, foi um Benfica quase sempre previsível o que se viu no Restelo - não, o jogo não foi na Tapadinha, mesmo que também José Mourinho o preferisse - foi uma equipa sem grande rasgo.

De tal forma que nem com o adiantar do tempo a coisa foi animando, com o Benfica sempre por cima, claro, mas sem ter especiais oportunidades de golo.

Ia tendo, isso sim, muitos cantos, o que acabou por se traduzir no golo decisivo. O mal-amado Richard Ríos, jogador mais caro da história do Benfica que teima em ser um incontestado na Luz, subiu mais alto que todos e atirou a contar.

Haverá golos mais importantes para marcar, mas este apareceu na altura certa, impedindo o Benfica de entrar em despesas contra um adversário que, à partida, não obrigaria a tanto.

Depois desse golo o Atlético cedeu. Física e mentalmente, o que só agravou com o penálti convertido por Vangelis Pavlidis aos 77 minutos, selando de vez a história.

O resultado até podia ter sido ampliado para 0-3, mas Otamendi falhou um penálti no último lance do jogo, permitindo um rasgo de festejo ao Atlético e, sobretudo, ao guarda-redes Rodrigo Dias.

Sem chama e sem arte, o Benfica segue em frente na Taça de Portugal, prova que não vence desde 2017.

Os olhos põem-se agora na hercúlea mas ainda possível tarefa que há a fazer na Liga dos Campeões. A história segue-se em Amesterdão, contra um Ajax que é a outra equipa que ainda não fez qualquer ponto na fase de liga.

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