EUA vão anunciar boicote diplomático aos Jogos de Inverno de Pequim

CNN
6 dez 2021, 09:00
Jogos Olímpicos de Inverno em Pyeongchang
Jogos Olímpicos de Inverno em Pyeongchang

Decisão americana é explicada pela violação dos direitos humanos pelo regime chinês. Atletas dos EUA participam, responsáveis políticos mantêm distância

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Os Estados Unidos devem anunciar esta semana um boicote diplomático aos próximos Jogos Olímpicos de Inverno, que arrancam em fevereiro em Pequim. Em causa estão as violações de direitos humanos perpetradas pelo regime chinês. 

A decisão deverá ser anunciada na mesma semana em que está prevista uma grande cimeira das democracias promovida por Joe Biden, para a qual foi convidado Taiwan, mas não a China. O que já levou o Partido Comunista Chinês a teorizar sobre a superioridade da “democracia” chinesa em relação às democracias liberais de modelo ocidental. 

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Um boicote diplomático significa que os atletas norte-americanos poderão competir, mas o evento não contará com a presença de responsáveis do governo dos EUA, que assim recusam qualquer tipo de representação diplomática.

De acordo com a CNN norte-americana, apesar da tensão crescente entre os dois países, estará fora de hipótese um boicote total dos EUA aos jogos de Pequim. A última vez que os Estados Unidos o fizeram foi em plena Guerra Fria, em 1980, nos Jogos Olímpicos de Moscovo.

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Em novembro, Joe Biden admitiu um boicote diplomático aos jogos de inverno, e nem a cimeira virtual que manteve entretanto com Xi Jinping terá alterado esse rumo. Observadores políticos norte-americanos notam que, ao optar por este boicote, Biden tem a desculpa perfeita para não ter de se deslocar a Pequim, evitando assim uma foto a apertar a mão ao líder chinês, que poderia ser utilizada pelos republicanos contra Biden na campanha intercalar de 2022.

A situação dos direitos humanos na China tornou-se particularmente crítica com a revelação da perseguição que têm sido movida por Pequim contra a minoria muçulmana uhigur. A repressão dos movimentos democráticos em Hong Kong voltou a colocar as atenções do mundo na violência promovida pelo governo de Xi, e o recente caso da tenista desaparecida Shuai Peng motivou uma escalada nas acusações à repressão chinesa.

O desaparecimento de Peng, depois de ter denunciado o assédio sexual de que foi alvo por parte do anterior vice-primeiro-ministro chinês, provocou um protesto das maiorias figuras do ténis mundial, e levou a WTA - que organiza os grandes torneios de tenis femininos - a cancelar a sua atividade na China. O ATP, organismo responsável pelos principais torneios masculinos, está a ser pressionado para fazer o mesmo. 

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Em resposta, Pequim queixou-se de estar a ser vítima de um processo de “politização do desporto”. 

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