Ativistas do clima detidas no Ministério da Economia aceitam suspensão provisória do processo e comprometem-se a prestar trabalho comunitário

Agência Lusa , CF
16 nov, 15:45
Liceu Camões (LUSA)

Porta-voz do grupo explica que a prioridade não é levar o processo a julgamento, mas concentrar energias nas ações planeadas para a primavera

As cinco ativistas pelo clima detidas na terça-feira no Ministério da Economia aceitaram esta quarta-feira a suspensão provisória do processo, mediante o compromisso de prestarem trabalho comunitário, anunciou a porta-voz do grupo, Alice Gato.

A saída do tribunal de pequena instância criminal, no Campus de Justiça, em Lisboa, Alice Gato explicou que ela e as restantes detidas, Teresa Núncio, Leonor Chico, Raquel Alcobia e Francisca Duarte, aceitaram a suspensão provisória do processo e comprometeram-se a prestar trabalho comunitário.

A jovem observou no entanto que estas ativistas já prestam trabalho a favor da comunidade ao defenderem a causa climática.

Questionada por que motivo aceitaram a suspensão do processo, ao contrário dos ativistas detidos na semana passada na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a porta-voz defendeu que, depois de terem anunciado a suspensão das ocupações de escolas que estavam em curso desde dia 7, os estudantes querem agora concentrar energias nas ações que estão a ser planeadas para a primavera.

Acrescentou que essa prioridade se sobrepõe a levar este processo a julgamento, tanto mais que já está marcado para dia 29 deste mês o julgamento dos quatro estudantes e ativistas pelo clima detidos na sexta-feira na Faculdade de Letras.

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