Jogo contra a Roma ficou marcado pelas ações de alguns adeptos espanhóis, que enviaram sinalizadores à bancada adversária
Esta sexta-feira, na primeira jornada da Liga Europa, o Ath. Bilbao empatou em casa da Roma com um golo aos 85 minutos, marcado por Paredes. Nos festejos, os adeptos espanhóis lançaram um sinalizador em direção à bancada romana.
A ação deixou vários jogadores inconformados e a partida ainda demorou alguns instantes para recomeçar. Após o apito final, De Marcos e Iñaki Williams foram até à bancada destinada à própria equipa e recriminaram a ação perante os adeptos.
Na conferência de imprensa, Ernesto Valverde, treinador da equipa basca, mostrou-se desiludido com a ação e voltou a lamentar o incidente.
«Há muito tempo que não estávamos na Europa e este foi um jogo muito importante para nós. Lamentamos muito este incidente, porque não representa em nada os nossos adeptos, que são o que há de melhor. Não gostamos que sejam lançados sinalizadores, principalmente para onde há pessoas a assistir ao jogo. Lamentamos o que aconteceu. Para nós é uma mancha», afirmou o técnico.
Ander Herrera também expressou o descontentamento aos jornalistas.
«Estamos muito tristes que 2.500 pessoas tenham ficado sem que lhes déssemos as nossas camisolas ou que as saudássemos no final do jogo, porque alguns fizeram o que fizeram. Adoramos levar as pessoas pela Europa, adoramos que os nossos adeptos nos acompanhem, adoramos que cantem, que haja cor, mas não consigo imaginar que uma pessoa possa lançar um sinalizador e saber que isso pode matar outro. É simplesmente ultrajante», começou por dizer.
«Não sabíamos muito bem o que fazer. No final 2450 pessoas pagam por dez, oito ou sete. Não sei quantas lançaram. E se hoje morresse uma criança? O que fazíamos? Uma criança ou um adulto. É muito grave. Decidimos que seriam os capitães que iriam recriminá-los, para expô-los», concluiu.