Exclusivo: Durante quatro anos, João estudou, preparou e treinou para um “ataque homicida em meio escolar”
"Espero matar pelo menos quatro pessoas, mas quanto mais melhor". João Carreira partilhou detalhes do massacre na Faculdade de Ciências de Lisboa
João Carreira confessou e não deixou dúvidas: atentado ia mesmo acontecer na Universidade de Lisboa
Banda desenhada violenta e tiroteios em massa: as referências de João Carreira na preparação do atentado
Nas declarações que prestou, já na prisão, João confessou o fascínio por assassinos em massa
PJ acredita que, durante 4 anos, João Carreira adquiriu conhecimentos profundos e instruções sobre como planear um ataque homicida-suicida em meio escolar, que armas escolher e como as utilizar, como se preparar, movimentar e atuar.
A 7 de fevereiro de 2022, por exemplo, acedeu a uma publicação no Reddit com o título “What is better for a molotov cocktail, lighter fluid or gasoline? : AskReddit”.
Em vésperas do ataque, treinou no quarto a disparar a besta contra garrafas de plástico e estudou o efeito dos disparos. Treinou uma ida à universidade com a mala de viagem para testar a reação das pessoas, antes do dia final. Pesquisou informações sobre a quantidade de polícias na universidade durante os exames e que tipo de armamento tinham. Copiou um videojogo sobre um ataque num espaço com cadeiras afixadas ao chão. Consultou um manual de técnicas de combate com facas, do exército dos EUA.
Nas declarações que prestou, já na prisão, João confessou o fascínio por assassinos em massa como Randy Stair, que em 2017 matou três pessoas num supermercado na Pensilvânia, nos Estados Unidos. Ou pelo caso de um jovem de 18 anos que, em 2018, na Crimeia, matou 21 pessoas na universidade.
No Tumblr, João Carreira pertencia à comunidade “True Crime Community”, de que fazem parte utilizadores que inclusive afirmam ser apaixonados e ter atração sexual pelos assassinos em série. O agora recluso leu ainda o livro “Psicopatas portugueses”, de Joana Amaral Dias, mas gostava mais dos casos estrangeiros.
A colega de faculdade a quem João Carreira ia descrevendo as suas intenções, disse à PJ que nunca denunciou o caso porque pensava tratar-se de um “bluff”. A denúncia acabou por chegar dos Estados Unidos, via FBI, e a PJ travou um atentado real e concreto no limite. João acabou detido em casa na véspera do ataque à Faculdade de Ciências.
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