A morte do líder supremo do Irão mostra, uma vez mais, aquilo que separa Moscovo e Kiev
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu este domingo que a morte do líder supremo do Irão, o aiatola Ali Khamenei, foi um “assassínio cínico” que “viola todas as normas da moralidade humana” e o próprio "direito internacional".
"Por favor, aceitem as minhas profundas condolências pelo assassínio do líder supremo da República Islâmica do Irão, Seyed Ali Khamenei, e de membros da sua família, cometido numa violação cínica de todas as normas da moralidade humana e do direito internacional", afirmou Putin numa nota ao seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian.
Por sua vez, a Ucrânia já veio argumentar que a morte de Khamenei acaba por revelar uma perda de influência internacional da Rússia. Kiev manifesta a sua solidariedade para com os países do Médio Oriente atacados pelo Irão, como retaliação aos ataques conjuntos dos EUA e Israel.
Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andri Sibiga, numa publicação no X, a morte de Khamenei mostra que a Rússia "não é um aliado fiável, nem sequer para quem depende em grande medida dela”.
“Assad, Maduro e Khamenei. Putin perdeu três dos seus melhores amigos em pouco mais de um ano”, argumentou o chefe da diplomacia ucraniana.
Outra reação à morte de Ali Khamenei vem, neste domingo, da Coreia do Norte, que classificou as investidas de EUA e Israel contra o Irão como uma “agressão ilegal”.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte, Gin Ga, vincou também que representam uma violação da soberania nacional.