PJ investiga ataque informático do Lapsus Group ao site do Parlamento

30 jan, 15:36
Lapsus Group

Site esteve em baixo durante cinco minutos

O grupo de hackers Lapsus Group garante que atacou o site do Parlamento este domingo. A CNN Portugal sabe que o site do Parlamento esteve em baixo durante cinco minutos, já estando operacional. A Polícia Judiciária está a investigar.

Segundo informações a que a CNN Portugal teve acesso, os hackers, que atacaram os sites do grupo Impresa no mês passado,  conseguiram ter acesso a dados do site parlamento.pt.

Entre os dados obtidos encontra-se informação de vários partidos políticos, informação pessoal de entidades associadas ao governo português e aos partidos, documentos confidenciais, configurações de contas de email e passwords sem encriptação.

Já no ataque ao grupo Impresa, o conjunto de hackers exigiu o pagamento de um resgate para a desbloquear o acesso aos sites. Após o ataque informático, o Lapsus Group terá conseguido aceder à página do Twitter do jornal Expresso para publicar a mensagem “Lapsus$ é oficialmente o novo presidente de Portugal”. 

Em causa está um tipo de ataque informático conhecido como ransomware, que restringe o acesso a um sistema infetado, exigindo um pagamento em troca do desbloqueio dos serviços. 

Este não é o primeiro ataque do Lapsus Group contra sites governamentais. No ano passado, estiveram envolvidos em ataques contra vários ministérios do Brasil e serviços de correios daquele país.

Parlamento está a averiguar eventual ataque informático

A Assembleia da República está a averiguar um eventual ataque informático anunciado pelos hackers Lapsu$ Group ao ‘site’ do parlamento português, indicando, contudo, que “não existe qualquer evidência” de que o mesmo tenha ocorrido.

Contactado pela agência Lusa, o diretor do Gabinete de Comunicação na Assembleia da República, João Amaral, disse que “não existe neste momento qualquer evidência de que o ‘site’ tenha sido atacado”, mas que o departamento de informática “está a fazer correr todas as ferramentas para averiguar o assunto”.

João Amaral disse ainda que toda a informação que existe no ‘site’ do parlamento português “é pública e transparente”.

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