Os ATACMS, de fabrico norte-americano, foram entregues à Ucrânia em 2023 com algumas restrições no seu uso
"Foi um desenvolvimento significativo." Foi desta forma que exército ucraniano confirmou esta terça-feira que atacou alvos militares na Rússia com os conhecidos mísseis ATACMS, fornecidos pelos EUA.
“O uso de capacidades de ataque de longo alcance, incluindo sistemas como o ATACMS, continuará”, sublinhou ainda o Estado-Maior das Forças Armadas em comunicado.
Em quase quatro anos de guerra, a Ucrânia nunca tinha declarado abertamente que tinha utilizado os avançados sistemas de mísseis balísticos contra alvos dentro da Rússia, embora a restrição para fazê-lo tenha sido suspensa pela anterior administração de Joe Biden.
Os ATACMS foram entregues à Ucrânia em 2023 com a condição de apenas poderem ser utilizados no próprio território.
Joe Biden, então presidente dos EUA, suspendeu as restrições em novembro de 2024, uma medida que foi inicialmente criticada pelo sucessor, Donald Trump.
Recorde-se que a Ucrânia também pediu os mísseis Tomahawk aos EUA, com um alcance de 2.500 km, como forma de levar a Rússia à mesa das negociações, no entanto, Trump, que chegou a ponderar a possibilidade, assumiu recentemente que “não estava” a considerar fazê-lo.