Criança foi raptada, estrangulada, abandonada
A busca por quem raptou e matou Morgan Violi, de 7 anos, esteve parada durante décadas. Depois surgiu uma pista
por Hannah Rabinowitz, CNN
Melissa Blythe e a sua filha Shenne Blythe, de 3 anos, assistem a uma vigília à luz de velas por Morgan Jade Violi, em Bowling Green, Kentucky, a 25 de julho de 1996. Melissa Blythe e a sua filha Shenne Blythe, de 3 anos, assistem a uma vigília...
As autoridades afirmam que já sabem quem raptou e estrangulou Morgan Violi, de 7 anos, há quase 30 anos.
Os procuradores dizem que Robert Scott Froberg admitiu ter levado a menina em julho de 1996, durante uma fuga da prisão. Afirmam que ele a raptou perto de um edifício de apartamentos em Bowling Green, no Kentucky, levou-a numa carrinha castanha para uma cidade diferente, estrangulou-a com um lenço e abandonou o seu corpo — tudo isto antes de ser recapturado.
Froberg tinha escapado completamente às suspeitas dos investigadores até a uma recente reanálise de um cabelo recolhido na carrinha, dizem os procuradores. Ele enfrenta agora a prisão perpétua ou a pena de morte.
“Durante anos, esta comunidade temeu que o raptor de Morgan vivesse silenciosamente entre nós e que um dos nossos filhos pudesse ser o próximo”, disse o procurador dos EUA, Kyle Bumgarner, num comunicado divulgado na sexta-feira. “Investigadores do FBI e do Departamento de Polícia de Bowling Green trabalharam incansavelmente para fazer justiça a Morgan. Aplicaram novas tecnologias, reexaminaram provas antigas e nunca pararam de procurar a verdade.”
Só recentemente é que os investigadores tiveram a capacidade de processar uma madeixa de cabelo encontrada na cena através de uma base de dados nacional — o CODIS — que armazena ADN de investigações locais, estaduais e federais, e fazer a correspondência com Froberg.
Utilizando essa correspondência e ligando os pontos entre os associados de Froberg — incluindo um enfermeiro conhecido por trocar dinheiro ou assistência por favores sexuais — o FBI e a polícia local conseguiram identificá-lo.
Froberg já estava a cumprir uma longa pena de prisão no Alabama por assalto à mão armada no ano em que Violi desapareceu, mas tinha escapado de um destacamento de trabalho e conduzido até à Pensilvânia, dizem os procuradores. Foi recapturado depois de uma criança o ter descoberto num parque infantil e ter contado aos pais, mas rapidamente escapou da custódia mais uma vez.
Numa entrevista na terça-feira detalhada em documentos judiciais, Froberg — agora na casa dos 60 anos — disse aos investigadores que depois roubou um carro e começou a conduzir para o Alabama para ficar com um enfermeiro que conheceu enquanto estava encarcerado. Froberg parou no Kentucky para comprar marijuana, de acordo com os documentos do tribunal, e foi nessa altura que avistou Violi e outra criança a brincar no parque de estacionamento.
Froberg terá dito aos investigadores que agarrou Violi, que estava a “gritar” e a “entrar em pânico”, e que disse a Violi que iam ver o pai dela para a acalmar. Os investigadores dizem que ele admitiu ter tapado a boca dela com a mão, tê-la estrangulado na carrinha castanha que tinha roubado e descartado o corpo na floresta.
Froberg também limpou e abandonou a carrinha numa paragem de camiões, onde foi mais tarde encontrada pelas autoridades e periciada em busca de provas. Foi aí que os investigadores acabaram por encontrar uma madeixa do seu cabelo.
“A Morgan lutou”, disse Bumgarner numa conferência de imprensa na sexta-feira, na qual os pais de Violi terão estado presentes. “Ela gritou. Ela resistiu. A Morgan era uma lutadora.”
Froberg foi capturado e preso novamente em agosto de 1996 e tem estado na prisão desde então.
