China confirma abertura ao comércio de fronteira com a Coreia do Norte

Agência Lusa , DCT
17 jan, 17:42
Zhao Lijian, um dos porta-vozes do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China

É a primeira vez num ano e meio que a Coreia do Norte abre formalmente as suas fronteiras terrestres com a China

A China confirmou esta segunda-feira a reabertura da sua fronteira terrestre com a Coreia do Norte para fins comerciais, após um ano e meio de um encerramento rigoroso decretado por Pyongyang devido à pandemia de covid-19.

"Após consultas bilaterais amigáveis, o comércio de mercadorias em Dandong foi retomado", disse Zhao Lijian, um dos porta-vozes do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, numa conferência de imprensa.

A confirmação de Pequim ocorre um dia depois de a agência de notícias norte-coreana Yonhap ter relatado que um comboio de carga norte-coreano cruzou no domingo a ponte ferroviária do rio Yalu até à cidade portuária chinesa de Dandong.

Zhao disse que esta rota será mantida para ajudar a normalizar o comércio entre os dois países e que serão asseguradas as medidas de prevenção contra a pandemia de covid-19.

Até ao momento, não foi divulgado o conteúdo da carga desse primeiro comboio, que chegou à cidade de Dandong a partir da cidade norte-coreana de Sinuiju e estava programado retornar esta segunda-feira à Coreia do Norte.

Fronteiras terrestres abertas pós-pandemia

É a primeira vez num ano e meio que a Coreia do Norte abre formalmente as suas fronteiras terrestres com a China, após um encerramento estrito que impôs em 2020 devido à pandemia da covid-19, suspendendo todos os programas turísticos e operações ferroviárias para passageiros transfronteiriços.

Os restaurantes e lojas administrados por norte-coreanos na cidade chinesa foram encerrados, pois o comércio entre os dois países também foi interrompido como resultado da crise da saúde.

A Coreia do Norte não relatou à Organização Mundial da Saúde (OMS), até ao momento, qualquer caso de covid-19 no seu território.

O regresso das operações de comboios de carga pode ter o objetivo de fornecer produtos essenciais para a Coreia do Norte, cuja economia, já atingida por sanções internacionais devido aos seus programas de desenvolvimento de armas, passa por uma situação delicada, agravada com o encerramento das fronteiras.

Pequim é o principal parceiro comercial de Pyongyang, que também viu a entrada de moeda estrangeira limitada com o encerramento de fronteiras.

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