Dois membros da claque do Independiente foram entretanto detidos após os incidentes na segunda mão dos «oitavos» da Taça Sul-Americana
A justiça argentina ordenou ainda a libertação de 104 dos 300 adeptos da Universidad de Chile que tinham sido detidos após os graves incidentes registados em Avellaneda, no jogo com o Independiente para a Taça Sul-Americana.
A decisão foi comunicada ao presidente chileno, Gabriel Boric, que confirmou a notícia através das redes sociais, sublinhando que o Governo vai «continuar a trabalhar para erradicar a violência nos estádios e defender os direitos dos compatriotas».
Me informa el Ministro Álvaro Elizalde que la fiscalía acaba de decretar la libertad de los 104 detenidos de la Universidad de Chile que permanecían en comisarías en Argentina.
— Gabriel Boric Font (@GabrielBoric) August 22, 2025
Seguiremos trabajando por erradicar la violencia en los estadios y a la vez defendiendo los derechos…
Apesar da libertação em massa, o episódio deixou marcas profundas. Segundo a imprensa argentina, três adeptos chilenos permanecem internados em estado crítico.
Um deles, Gonzalo Alfaro, de 33 anos, sofreu uma queda do setor visitante ao tentar escapar dos confrontos e foi submetido a uma cirurgia neurológica de urgência, encontrando-se com prognóstico reservado.
No Hospital Fiorito está também Jaime Mora, de 56 anos, com traumatismo craniano e fratura cervical, mas em estado considerado estável. Já no Hospital Presidente Perón encontra-se um terceiro ferido grave, Andrés Villalobo, cuja situação clínica se agravou ao longo das últimas horas.
As autoridades provinciais anunciaram a criação de um grupo de acompanhamento para monitorizar a evolução dos feridos e prestar apoio às famílias. Em paralelo, a investigação prossegue para identificar todos os responsáveis pela violência registada dentro e fora do Estádio Libertadores de América.
As imagens das câmaras de segurança permitiram identificar dois agressores, entretanto detidos e acusados pelo crime de «lesões agravadas em contexto desportivo».