Archie, a criança de 12 anos que está em coma desde abril, vai continuar ligado às máquinas após novo recurso dos pais

4 ago, 09:38

A família solicitou que o menino seja transferido para uma unidade de cuidados paliativos para que possa morrer "com dignidade"

Os pais de Archie Battersbee, criança britânica que está em coma na sequência de um desafio do TikTok, apresentaram esta manhã um novo recurso para que o filho seja transferido para uma unidade de cuidados paliativos.

A notícia está a ser avançada pelos media britânicos e surge momentos antes da hora marcada para os médicos desligarem as máquinas que mantêm os sinais vitais do menino, de apenas 12 anos, que está em morte cerebral. Esse momento estava previsto para as 11:00, e seria o desfecho inevitável caso os pais não recorressem da decisão do Supremo Tribunal, que considerou que os pais esgotaram os "direitos legais" de que dispunham para manter a criança ventilada. 

A família solicitou que o menino seja transferido para uma unidade de cuidados paliativos para que possa morrer "com dignidade".

Hollie Dance e Paul Battersbee, os pais de Archie, têm apresentado uma série de ações legais contra as recomendações dos médicos do Royal London Hospital, onde o menino está internado desde que a mãe o encontrou inconsciente, com uma "ligadura" envolta ao pescoço. Hollie acredita que este foi o resultado de um desafio na rede social Tik Tok, conhecido como "Blackout Challenge", que consiste em apertar o pescoço até se perder a consciência por falta de oxigénio.

Os pais de Archie, Paul Batersbee e Hollie Dance, no exterior do hospital onde o filho está internado (Jonathan Brady/PA via AP)

O caso foi a tribunal, no Royal Courts of Justice, que assumiu o lado dos médicos, por considerarem que os pais esgotaram os "direitos legais" para manter a criança ventilada. Hollie e Paul recorreram da decisão ao Supremo Tribunal, sem sucesso, e esta quarta-feira resolveram apresentar um pedido ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos para que se pronunciasse sobre o caso e, assim, adiar o fim do tratamento de suporte de vida. 

Porém, o tribunal europeu recusou-se a "interferir em decisões de tribunais nacionais". A família tinha até às 09:00 desta quinta-feira para recorrer da decisão, caso contrário, o suporte de vida do filho seria desligado duas horas depois, às 11:00.

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