Áudios do VAR não serão divulgados e Conselho de Arbitragem explica porquê

11 ago, 10:28
VAR/Vídeo-árbitro (FPF)

Fontelas Gomes explica que os árbitros seguem as recomendações da FIFA e da UEFA

O público vai continuar sem acesso aos áudios das conversas entre árbitro e videoárbitro (VAR) em Portugal, à semelhança do que sugerem a FIFA e a UEFA, garantiu o presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, José Fontelas Gomes.

«Aquilo que o Conselho de Arbitragem faz é seguir as diretrizes das instâncias internacionais, a FIFA e a UEFA, que também não divulgam nas suas competições e recomendam que não o façamos. Podemos utilizar os áudios e vídeos para questões pedagógicas e foi aquilo que fizemos com os clubes», disse o dirigente à Sport Tv, assumindo que as comunicações podem ser apresentadas ao público caso os dois organismos que tutelam o futebol europeu e mundial mudem as instruções.

«Queremos que as pessoas acreditem nas equipas de arbitragem, penso que já fizemos um longo trajeto em relação a isso. Estamos cá para fazer mais e melhor», vincou.

O Conselho de Arbitragem já apresentou um leque de medidas tendo em vista o aumento do tempo útil de jogo em 2022/23 e os clubes receberam formação nesse mesmo sentido.

Algumas das orientações dadas aos árbitros passam por aumentar o tempo extra por substituição de 30 para 45 segundos, punir mais cedo os guarda-redes por perda de tempo no pontapé de baliza, combater as simulações e obrigar substituídos a deixarem o terreno de jogo pela linha mais próxima, além de fomentar a rapidez na execução das bolas paradas.

Haverá ainda rédea curta para os protestos, quer nos bancos, quer dentro das quatro linhas.

«Queremos que a imagem do futebol português seja mais positiva, vamos exercer a autoridade do árbitro seja com os bancos, técnicos ou jogadores que faltem ao respeito das equipas de arbitragem. Os clubes estão avisados e formados», concluiu Fontelas Gomes.

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