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Como aquecer a casa: sem gastar muito dinheiro e sobretudo com toda a gente em segurança

21 jan 2025, 22:10
Ajustar a temperatura sem perguntar
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Estudo mostra que duas em cada três pessoas em Portugal sentem desconforto térmico em casa durante o inverno. E dia fica também marcado por um caso mortal devido "a um fogareiro dentro de um quarto"

Todos os invernos deparamo-nos com uma tragédia semelhante e este não foi exceção. Em Vilar Formoso, uma família de quatro pessoas, incluindo duas crianças, foi encontrada morta em casa, alegadamente por inalação de monóxido de carbono: "Foi um fogareiro que estava dentro do quarto".

Apesar de ser dos mais soalheiros da Europa, Portugal é um país onde quem lá mora passa frio em casa. Esta terça-feira, a Lisboa E-Nova – Agência de Energia e Ambiente de Lisboa, apresentou o resultado de um estudo no qual 63,2% dos inquiridos revelaram ter sentido, em determinado momento, desconforto térmico em sua casa durante o inverno. 

Em todo o país, a DGEG estimava em 2023 que havia entre 1,8 milhões e 3 milhões de portugueses em situação de pobreza energética, dos quais 609 mil a 660 mil em pobreza energética severa. 

Aquecer a casa pode ser dispendioso e acarretar alguns riscos, como é o caso da utilização de lareiras e salamandras. É necessária uma ventilação adequada no espaço onde são instaladas, sob pena de se acumularem gases tóxicos no local, como é o caso do monóxido de carbono.

As soluções mais modernas acarretam muito menos riscos. A DECO considera que a solução mais eficiente é a instalação de aparelhos de ar condicionado: incluem não só a possibilidade de aquecimento, como também de arrefecimento, e podem ser ligados a painéis solares. Contudo, frisa a associação, o tamanho da casa pode limitar a sua utilização, uma vez que a distância entre as unidades interiores e exteriores tem de ser reduzida.

Há ainda outro ponto negativo: o tempo que o ar condicionado pode demorar a aquecer a divisão, que é seguramente superior, por exemplo, ao dos aquecedores portáteis. Esta solução é barata ao início – há termoventiladores à venda por 10 euros e aquecedores a halogéneo por 17 – e estes aparelhos dispensam grande manutenção e os custos de instalação. Contudo, os aquecedores portáteis consomem bastante mais energia. A DECO refere que estes aparelhos podem custar mais de 100 euros a mais ao longo do ano do que uma instalação de ar condicionado.

Também dispendiosos são os sistemas de aquecimento central e os pavimentos radiantes, cujos custos de instalação e mesmo de manutenção podem ser avultados. Porém, a DECO refere que estas soluções, caso sejam feitas obras de fundo na habitação, “devem ser seriamente consideradas”, pois trazem “conforto” e “acabam por diminuir a fatura da eletricidade”.

Há também outras formas de conseguir aquecer ou preservar o calor dentro de casa, de forma passiva. A instalação de janelas de vidro duplo e caixilharia eficiente permite limitar as trocas de calor com o exterior e manter uma temperatura estável e confortável no interior. Contudo, à semelhança do aquecimento central, implica também um grande investimento financeiro.

Uma última forma de tentar aquecer a sua habitação é abrir as cortinas durante o dia e fechá-las durante a noite, para reter o calor; não tem custos e pode ser feito por todos. O seu impacto é, obviamente, limitado.
 

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