O pior "pode estar a passar" mas tarde continua a ser "de alerta". Montenegro garante que está a ser feito "tudo para repor a normalidade"

13 fev, 16:51
Luís Montenegro na reunião de preparação para o período da tarde em Coimbra (LUSA)

Governo já contabilizou mais de 18.500 pedidos de ajuda e está agora investido em desenhar um "programa nacional de superação" deste momento, denfendo que a resposta deve chegar a todas as vítimas

O primeiro-ministro participou na conferência de imprensa desta tarde em Coimbra, onde, juntamente com a presidente da Câmara Ana Abrunhosa, fez o balanço da situação meteorológica da noite passada e antecipou o final desta sexta-feira, que ainda deve ser encarado com “alerta”.

Depois da chuva intensa que se abateu especialmente sobre a cidade de Coimbra, a autarca admite que a noite “correu muito melhor do que o esperado” e, por isso, Luís Montenegro reconhece que “a situação aponta para algum otimismo”. Ainda assim, sublinha, as melhorias “não devem significar relaxe nas próximas horas”.

O país continua sob precipitação intensa e haverá um “pico de capacidade, nomeadamente da barragem da Aguieira, que será por volta das 17:00”, avisa o primeiro-ministro, pelo que o distrito não deverá “baixar a guarda”, mantendo a vigilância e a prudência, sublinha Ana Abrunhosa.

“As zonas que já evacuámos continuam em estado de alerta, em especial a zona baixa, a zona ribeirinha, e pedimos às pessoas para não regressarem a casa”, até ser dada essa indicação, reforça a presidente da Câmara.

A expectativa é que o pior “possa estar a passar”, indica a autarca, mas a tarde “continua a ser de alerta”, apesar de não se ter concretizado a previsão de evacuação.

Luís Montenegro volta a dar garantias de que está a ser feito “tudo” para repor a normalidade no país: “Estamos a fazer tudo para ultrapassar a situação de emergência e estamos a fazer tudo para projetar a recuperação e resiliência do país para o futuro.”

Sobre o Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, o “PTRR”, anunciado na quinta-feira, o primeiro-ministro não avançou detalhes, garantindo apenas que o Governo está a trabalhar “a todo o vapor” para que o projeto possa ser apresentado.

Quanto aos apoios que o Estado disponibilizou para ajudar as vítimas das tempestades, o chefe do Governo assegurou que “estão mesmo a chegar à vida das pessoas”. E só não chegam mais rápido devido à sobrecarga dos serviços municipais na realização das vistorias, refere o primeiro-ministro.

"Isso é apenas aquilo que falta para que o dinheiro entre nas contas das pessoas. Temos esse elemento por concretizar", frisa.

No plano da prevenção e da recuperação, o Executivo está “a desenhar um programa nacional de superação deste momento, que não atingiu apenas os municípios que estão em situação calamidade”, recorda. “Atingiu todos e portanto terá de haver uma resposta nacional para todos.”

Até ao momento, são mais de 3.800 as empresas que se candidataram às linhas de crédito, “num montante que supera os 850 milhões de euros”, afirma Luís Montenegro, numa altura em que o Governo já contabilizou mais de 18.500 pedidos de ajuda.

“Famílias que estão já candidatadas a receber o auxílio da Segurança Social por perda de rendimento, temos mais de duas mil candidaturas, e em termos de agricultura, temos mais de 4.500 candidaturas a apoios”, junta.

Portugal poderá agora estar perante uma “janela de alguma acalmia”, que será propícia à recuperação, defende Montenegro, mas mantêm-se as recomendações deixadas pelas autoridades nos últimos dias: evitar deslocações desnecessárias, proteger bens e animais.

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