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Governo vai avaliar possibilidade de ligação elétrica a Marrocos

Agência Lusa , AM
28 jul 2025, 13:00
Maria da Graça Carvalho (Tiago Petinga/Lusa)
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Maria da Graça Carvalho realçou que foi feito um contacto “muito preliminar”

O Governo vai avaliar a possibilidade de uma ligação elétrica a Marrocos, tendo havido contactos entre os dois ministros dos Negócios Estrangeiros, avançou a ministra do Ambiente e Energia.

“Iremos avaliar a possibilidade de uma ligação a Marrocos, tem havido contactos, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Marrocos com o nosso ministro dos Negócios Estrangeiros”, adiantou Maria da Graça Carvalho, em conferência de imprensa, no ministério, em Lisboa.

Segundo a governante, “há interesse da parte de Marrocos na ligação à Europa”, que já a tem com Espanha e está em estudo outra com a Alemanha.

“Podemos ver a possibilidade de nos ligarmos a um dos projetos existentes, um novo de raiz será muito dispendioso, com certeza, mas iremos avaliar a viabilidade de também entrarmos num desses projetos”, explicou a ministra.

Maria da Graça Carvalho realçou que foi feito um contacto “muito preliminar”, ao que se segue agora a primeira reunião no ministério entre representantes dos dois países.

No final de junho, a ministra do Ambiente e Energia avançou que iria apresentar um conjunto de medidas face ao apagão de abril, embora ainda não fosse conhecido o relatório final com as causas do evento.

Maria da Graça Carvalho indicou, na ocasião, que o Governo pretende ver aumentada a capacidade de armazenamento de eletricidade, estando por isso a trabalhar num “plano nacional de armazenamento”, que, adiantou, tanto pode compreender o armazenamento químico, através de baterias, como hídrico, através da capacidade das barragens.

Outra das medidas consiste na alteração aos sistemas de controle da rede elétrica, com uma maior informatização e utilização dos dados, passando a haver “um sistema único de recolha de dados”.

No início desta semana, foram conhecidas as conclusões da reunião de 15 de julho do grupo de peritos da Rede Europeia de Operadores de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E), que investiga o colapso da rede ocorrido, que apontaram como causa mais provável um aumento de tensão em cascata — observados no sul de Espanha na fase final do incidente — seguidos de desligamentos súbitos de produção, sobretudo em instalações renováveis, e conduziram à separação elétrica da Península Ibérica em relação ao sistema continental, com perda de sincronismo e colapso da frequência e tensão.

Este tipo de perturbação nunca tinha sido identificado como causa de apagão em nenhum ponto da rede europeia.

Durante o incidente, os planos automáticos de resposta foram ativados em Portugal e Espanha, como previsto nos regulamentos europeus, mas não conseguiram evitar o colapso da rede.

Embora o prazo legal para produzir o relatório factual sobre o incidente seja 28 de outubro de 2025, seis meses após o incidente, o painel de peritos pretende entregá-lo antes.

Este será seguido de um relatório final, com recomendações à Comissão Europeia e aos Estados-membros, que deverá ser entregue dois a três meses depois.

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