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CNN Summit | Resiliência da saúde perante emergências complexas

A CNN Portugal Summit "Resiliência da Saúde perante Emergências Complexas", organizada em conjunto com a Egas Moniz School of Health & Science, reúne líderes institucionais, decisores políticos, profissionais de saúde, investigadores, especialistas em proteção civil, tecnologia e gestão de risco para uma reflexão estratégica sobre os desafios que moldam o futuro da saúde e da resposta a emergências. Mais do que analisar ameaças, pretendemos identificar oportunidades capazes de criar sistemas mais robustos, integrados e sustentáveis, que respondam eficazmente a cenários cada vez mais complexos e imprevisíveis, e que contribuam para a construção de uma saúde mais resiliente e preparada para os desafios do futuro.
2026-07-02
2026-07-02
17:42

Fim dos trabalhos

Terminaram os trabalhos desta CNN Portugal Summit. Todos os conteúdos ficam disponíveis no site da CNN Portugal.

Obrigado pela sua preferência e companhia.

2026-07-02
17:38

Resgate na Venezuela: “Quando a equipa falou em Portugal, as primeiras palavras da pessoa foi ‘CR7’”

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, considerou que “a equipa portuguesa que foi para a Venezuela salvou um cidadão ao fim de uma semana.

Trata-se de um homem de 44 anos e 47 quilos, segurança do empreendimento, que estava na terceira cave de um prédio de oito andares.

“Estávamos a trabalhar neste cenário há três dias, depois de outros não terem acredito. Foram os nossos cães e os sonares que detetaram”, explicou.

“Quando a equipa falou em Portugal, as primeiras palavras da pessoa foi ‘CR7’”, contou.

Luís Neves fez um contacto com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, para que o episódio fosse contado a Cristiano Ronaldo.

2026-07-02
17:34

MAI admite falhanço político e demissão “se houver graves problemas de coordenação” no combate a incêndios

O ministro da Administração Interna diz que reconhecerá o seu falhanço político “se houver graves problemas de coordenação” no combate aos incêndios deste verão.

“Se houver graves problemas de coordenação, entendo que sim, que não estive à altura. Mas entendo que isso não vai suceder”, afirmou.

“Um falhanço é se aquilo que eu tenho andado a difundir do ponto de vista de mensagem não ter chegado. Aí considero que falhei. Fiz um esforço enorme, do ponto de vista de desgaste pessoal. Houve uma sexta-feira que fiz 1.300 quilómetros”, respondeu.

2026-07-02
17:24

MAI: “Tenho uma enorme expectativa” de que o SIRESP não vai falhar

“Tenho uma enorme expectativa que não”, responde o ministro da Administração Interna quando questionado se, em 2026, não existirão notícias de que o SIRESP voltou a falhar em momentos críticos.

O governante lembra que foi feito “um esforço” para reabilitar antenas destruídas durante a tempestade Kristin.

2026-07-02
17:18

Ministro da Administração Interna “está a pensar” em “medidas de exceção” para que Estado limpe terrenos privados

O ministro da Administração Interna admite que “está a pensar” em “medidas de exceção” que permitam ao Estado português intervir na limpeza de terrenos privados.

Luís Neves dava como exemplo as árvores tombadas pela tempestade Kristin na região Centro, que são visíveis, por exemplo, nos percursos da A1 e da A8.

“Temos uma coisa que é a Constituição da República Portuguesa, onde lá está a defesa da propriedade privada. Nós não podemos entrar. Se tivéssemos essa permissão, o Estado tinha capacidade”, começou.

Por isso, o governante reconheceu que “vamos ter que pensar em medidas de exceção, porque o interesse privado não se pode sobrepor ao interesse coletivo”.

“O que não pode acontecer é existir um direito absoluto que coloque em causa todos os outros”, juntou.

2026-07-02
17:05

MAI admite mudar responsáveis da Proteção Civil se houver a “marchar com um passo diferente” durante incêndios

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, admitiu mudanças de responsáveis da Proteção Civil durante o período de combate aos incêndios se sentir que há alguém a “marchar com um passo diferente”.

“Fizemos um trabalho exaustivo [de prevenção]. Há maior atenção, maior coesão. Se sentir, aqui ou acolá – que espero que não ocorra – um desfasamento de alguém que, em vez de marchar com todo o pelotão, vai marchar com um passo diferente, naturalmente tomarei uma posição”, garantiu na CNN Portugal Summit.

Quando questionado sobre essa posição passa por mudar os comandos a meio do processo, Luís Neves respondeu com um “claro”. Ainda assim, não acredita que tal vá ser necessário.

“Não vai haver essas questões. Eu conheço os comandantes todos, tenho o perfil de cada um. Não estou a falar dos bombeiros, estou a falar da ação da Proteção Civil”, notou.

“Espero que isso não aconteça. Fui muito claro, muito objetivo”, insistiu.

Luís Neves admitiu que a lei orgânica da Proteção Civil “está no ministério”, mas que ainda não a leu. “Como não ia tomar decisões agora, não quero estar a ser intoxicado”, explicou.

E prometeu: “a partir de agosto, irei debruçar-me, com a equipa que tenho”. O governante admitiu mudanças ao diploma “no aspeto organizacional”, embora não tenha querido concretizar.

2026-07-02
16:58

Força de comando abriu 19 mil quilómetros de acessos na região Centro

O ministro da Administração Interna revelou que a força de comando que foi aplicada na região Centro do país após a tempestade Kristin, e que envolve vários ministérios, “abriu 19 mil quilómetros de acessos”, entre estradas, caminhos rurais e aceiros “em dois meses e meio”.

2026-07-02
16:57

“Aqui não há o egozinho, não há vaidadezinha”. MAI quer todos na prevenção, incluindo as Forças Armadas

O ministro da Administração Interna criticou a postura de reação e “desenrascanço” no que respeita à prevenção de incêndios e outras catástrofes naturais.

“Somos muito reativos. É típico do desenrascanço”, classificou na CNN Portugal Summit, para exigir uma postura diferente das autoridades.

“Não é em cima das brasas, do acontecimento, que nos vamos organizar. Tem de haver muita antecipação, muita preparação”

O governante mandou também aquilo que foi interpretado como um recado interno, ao defender que também as Forças Armadas fazem parte de todo este processo de prevenção e ajuda às populações no terreno.

 “Aqui não há o eu, não há o egozinho, não há vaidadezinha. Quando se consegue um objetivo, são todos juntos. Quando corre mal, são todos juntos”, afirmou, para falar da necessidade de um “espírito colaborativo e de partilha”.

2026-07-02
16:51

Já arderam 14 mil hectares. Ministro fala em “tempo terrível”

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, fez um balanço das primeiras horas desta onda de calor, antecipando um “tempo terrível”. Na CNN Portugal Summit, fez ainda um balanço da área ardida este ano: 14 mil hectares.

“O tempo que se avizinha do ponto de vista de fogos florestais e de incêndios é um tempo terrível”, afirmou Luís Neves.

O governante explicou a dificuldade do cenário, com temperaturas a ultrapassar os 40 graus, índices de humanidade abaixo dos 20%, “noites tropicais, em que as matas e florestas não vão ter um período de arrefecimento” e ventos entre os 70 e os 80 quilómetros por hora.

E lembrou que é preciso juntar a esta equação “aquilo que aconteceu em janeiro, da calamidade, sabemos que há muita lenha caída, que é muito combustível” na região Centro.

“Teremos momentos muito difíceis”, insistiu.

Questionado sobre a área já ardida, Luís Neves reconheceu que o balanço supera o de 2025. “Estão consumidos, até agora, 14 mil hectares”, revelou.

Ainda assim, elogiou o rápido trabalho dos bombeiros: “temos conseguido debelar a maior parte, mais de 95%, dos incêndios nos primeiros momentos”.

2026-07-02
16:35

Um retrato de como está a saúde dos nossos dados em Portugal

Na sessão dedicada aos “Sistemas de dados, vigilância e alerta precoce”, ficámos a perceber que o SNS tem “graus de maturidade distintos” nos seus sistemas de dados.

“Estamos a meio caminho” para uma uniformização, admitiu Isabel Baptista, Vogal Executiva do Conselho de Administração da SPMS - Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, lembrando o forte investimento que tem vindo a ser feito no âmbito do PRR.

Segundo esta responsável, “um dos grandes desafios que temos pela frente” passa por ter “dados com qualidade”, que possam ser usados ao nível de prevenção ou da investigação.

Por sua vez, Hugo Marques, diretor da área de Digitalização, IA & Automação da Siemens Healthineers Portugal lembrou o trabalho de digitalização da última década. “Basicamente, arquivámos e armazenámos informação”, resumiu.

O desafio, concorda, passa agora pela aplicação prática desses dados, sobretudo na dimensão da partilha. O responsável deu o exemplo de um exemplo feito numa unidade do SNS, cujo resultado deveria estar disponível em todo o sistema. Mas sempre com a ressalva: na hora de desenhar estes sistemas de partilha é preciso “garantir que os profissionais de saúde são incluídos no projeto de uma forma inicial”

“Os limites de ética que devíamos estar a trazer é o risco da não utilização dos algoritmos”, advogou.

Filipe Piteira Ganhão, Life Sciences & Healthcare Technology and Transformation / Lead Partner na Deloitte Portugal, vai ainda mais longe, defendendo que o “passo seguinte é conseguirmos integrar [a saúde] com os restantes setores, dado o perfil das crises que se avizinham.

Para este porta-voz, o maior desafio da resiliência digital na saúde é “mais operacional do que tecnológico”. “De nada serve termos tecnologia e processos se não tivermos todo um processo de governação, de aplicação, de confiança, de organização entre várias entidades”, sublinhou.

2026-07-02
16:08

Presidente do SIRESP admite: rede de emergência do Estado “nunca é conhecida por boas razões”

O presidente do SIRESP reconhece que a rede de emergência do Estado “nunca é conhecida por boas razões”.

“A rede SIRESP tem uma particularidade: normalmente, nunca é conhecida por boas razões”, afirmou Paulo Viegas Nunes numa intervenção na CNN Portugal Summit “As tecnologias e a Resiliência do Sistema de emergência”.

“As pessoas focam-se nos insucessos, eu gosto de me focar nos sucessos”, vincou o responsável.

Paulo Viegas Nunes revelou que, para “reforçar a resiliência da rede SIRESP” está previsto um investimento de 37,2 milhões de euros em dois anos - “uma grande responsabilidade que não é pelo volume do investimento, é pela consequência do investimento”, classificou.

O militar focou-se na experiência de testes levados a cabo durante o período da Jornada Mundial da Juventude, em que existiram dois grandes incêndios em simultâneo, naquilo que foi “uma verdadeira prova de stress para a rede”.

“A resiliência, a capacidade de recuperação, de enfrentar eventos disruptivos não se improvisa. Constrói-se. E a minha aposta, desta feita, num segundo mandato, é fazer este trajeto”, referiu, para sublinhar a importância de criar um “ecossistema”.

A título de exemplo, “está previsto para o final deste ano um grande exercício de radioamadores, para os integrar e articular essa interoperabilidade com a rede SIRESP”.

“Vamos mudar o paradigma. Temos de mudar o paradigma. Vamos passar de uma empresa gestora de contratos, o que acontecia antes de 2022, para uma operadora de comunicações Missão Crítica”, garantiu.

2026-07-02
15:56

CNN Summit | Partidos dividem-se entre reforço público e apoio privado no SNS

No CNN Summit "Resiliência da Saúde perante Emergências Complexas", oito forças políticas discutem soluções para um sistema de saúde mais resiliente em Portugal. Entre o reforço do SNS, a cooperação com o setor privado e a resposta às listas de espera, conheça os principais pontos de concordância e divergência num debate marcado por críticas, propostas e exemplos concretos da realidade hospitalar.

2026-07-02
15:56

CNN Summit | "O coordenador, em vez de passar o tempo a organizar o caos, tem de convencer os outros de que aquilo tem de ser feito"

Na cimeira da CNN Portugal, André Fernandes, Marco Serronha e José Alberto Carvalho deixam um diagnóstico crítico sobre a resposta a emergências no país. Entre problemas de coordenação, falta de confiança e fragilidades no sistema de comando, os intervenientes defendem mudanças profundas para reforçar a eficácia na gestão de crises.

2026-07-02
15:45

“As pessoas bem formadas estão muito mais preparadas para momentos de crise”

Para Ana Rodrigo Gonçalves, diretora-executiva da Academia CIP, as “pessoas bem formadas estão muito mais preparadas para momentos de crise”.

“Devemos pensar na educação e na formação independentemente de haver crise”, advogou.

A responsável notou que o mundo do trabalho está numa transformação acelerada. “Se a tecnologia está a evoluir a uma velocidade que já não conseguimos acompanhar, porque havemos de estar preocupados com uma profissão a 30 ou 40 anos?”, questionou.

2026-07-02
15:43

“Cada profissional de saúde tem de ser um influenciador”

Cristina Vaz de Almeida, presidente da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, defende que a melhor forma de contraria a desinformação é “traduzir para linguagem mais simples” os conteúdos científicos.

“A informação que vem da saúde e que defendemos como científica é uma informação demasiado complexa. É como se a mente se apagasse, uma cacofonia, não fica nada. E o substituto é esta desinformação contínua, apelativa, chamativa, cheirosa. O que temos de fazer é adaptar o sistema, que é complexo, a uma linguagem mais acessível, sem perder a evidência científica”, afirmou.

Num mundo de atenção reduzida, juntou, “a saúde tem de ser tão apelativa como a desinformação. Cada profissional de saúde tem de ser um influenciador”.

2026-07-02
15:42

Há pouca avaliação das mudanças levadas a cabo pelas universidades

A presidente do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior lamenta que se faça pouca avaliação do impacto das mudanças levadas a cabo nas universidades.

Patrícia Rosado Pinto acredita que “o sentido de mudança” tem de ser trabalhado junto das escolas que formam os profissionais do futuro. “Este sentido de mudança tem de ser trabalhado, tem de ter quadros de referência”, afirmou.

Questionada sobre a preparação dos profissionais para situações de crise, considerou que “não faz sentido que vamos ter as mesmas soluções quando o mundo evoluiu para situações mais complexas e mais difíceis”

“As coisas que têm mudado têm muito a ver com iniciativas especificas das instituições”, vincou.

Patrícia Rosado Pinto insistiu ainda na necessidade de existirem “espaços de reflexão e de desenvolvimento de pensamento crítico” e de dar margem para o erro nos processos de aprendizagem.

2026-07-02
15:10

Ministra da Saúde: “A resiliência não pode ser uma aspiração, tem de ser uma prioridade de qualquer governo”

José João Mendes, presidente da direção da Egas Moniz School of Health & Science, faz um balanço positivo dos trabalhos durante a manhã. E introduz um vídeo da ministra da Saúde, Ana Paula Martins.

Nele, a governante reconhece que “as emergências em saúde são fenómenos cada vez mais frequentes, cada vez mais complexos”.

“A resiliência não pode ser uma aspiração, tem de ser uma prioridade de qualquer governo”, atesta, para depois exigir “articulação entre todos”.

2026-07-02
15:06

Estamos de volta

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2026-07-02
13:54

CNN Summit | "As crises deixaram de vir uma de cada vez. Vêm em grupo"

Henrique Gouveia e Melo, antigo Chefe do Estado-Maior da Armada, alerta que Portugal tem de estar preparado para enfrentar crises cada vez mais complexas. O almirante defende mais coordenação, preparação e confiança entre instituições e cidadãos para responder a situações de emergência.

2026-07-02
13:54

CNN Summit | "Temos de estar preparados, não se acontecer, mas para quando acontecer"

João Quintas Madeira, Pedro Ramos e António Gandra d'Almeida defendem que a prevenção, a preparação, o treino e a coordenação são essenciais para responder a grandes emergências.