SISMOS AO MINUTO | Sobe para 89 o número de portugueses e lusodescendentes mortos
Número total de mortos sobe para 2.645
O número de mortos nos dois sismos que atingiram a Venezuela na semana passada subiu para 2.645, informou esta sexta-feira o Ministério da Informação do país.
Mais de 12 mil pessoas ficaram feridas e cerca de 15 mil ficaram sem casa devido ao desastre, segundo o ministério.
Sobe para 89 o número de portugueses e lusodescendentes mortos nos sismos
São agora 89 os portugueses e lusodescendentes que morreram nos sismos de há mais de uma semana. São 17 crianças e 72 adultos, de acordo com o último balanço do Governo.
Quantos aos desaparecidos, há ainda 60 cidadãos lusos por localizar, concretamente 32 homens e 28 mulheres.
84 portugueses morreram e 63 continuam desaparecidos na Venezuela
Subiu para 84 o número de portugueses e lusodescendentes mortos na sequência dos sismos na Venezuela. Destas vítimas, 72 tinham também nacionalidade venezuelana.
As autoridades portuguesas contabilizam ainda 63 cidadãos portugueses desaparecidos.
Entre as vítimas mortais estão 15 crianças e 69 adultos.
Números de mortos e de feridos sobem para 2.595 e 12.400
O balanço revisto do duplo sismo de 24 de junho na Venezuela ascende agora a 2.595 mortos, anunciou na quinta-feira a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, garantindo que "ninguém será colocado em valas comuns".
O número de feridos devido aos sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que ocorreram na região norte da Venezuela ascende a, pelo menos, 12.400, anunciou ainda Delcy Rodríguez, em conferência de imprensa. As Nações Unidas estimam que este número possa ascender a 50.000.
Rodríguez, que destacou a presença na Venezuela de equipas de resgate de 33 países, revelou os dados durante uma conferência de imprensa, oito dias após o duplo terramoto que afetou Caracas e outros seis estados do norte do país.
A presidente interina, que compareceu ao lado do irmão, presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, e do ministro do Interior, Diosdado Cabello, defendeu o trabalho do Governo venezuelano e garantiu que há um total de 6.462 pessoas resgatadas.
"O Estado venezuelano, no seu conjunto, mobilizou-se imediatamente. A primeira medida que tomámos, poucas horas após a ocorrência, foi emitir um decreto para dar resposta a esta situação de emergência; o sistema de proteção civil e o sistema de defesa pública foram mobilizados de imediato", afirmou Rodríguez.
Homem resgatado por equipa portuguesa está a ser acompanhado numa clínica em Caracas
Hernán Gil, o sobrevivente do duplo terramoto na Venezuela que foi resgatado hoje de manhã pela equipa portuguesa, está numa clínica em Caracas a receber cuidados médicos e em observação, após ter passado oito dias debaixo de escombros.
De acordo com o pessoal do Hospital de Clínicas de Caracas, citado pela agência de notícias espanhola EFE, adiantou que Gil fez um exame TAC que revelou uma luxação da clavícula esquerda e que apresenta lesões nos pulmões, um hematoma que levou a acumulação de sangue entre o crânio e o couro cabeludo e que apresenta sinusite inflamatória ligeira.
Além disso, a mesma fonte referiu que, por protocolo e para efeitos de observação, Hernán Gil foi encaminhado para a Unidade de Cuidados Intensivos, mas que está em bom estado e consciente.
Hernán Gil foi resgatado após oito dias preso nos escombros de um edifício no estado de La Guaira (próximo de Caracas) numa operação de salvamento que durou quase 72 horas, realizada pela Força Operacional Conjunta (FOCON) portuguesa, em coordenação com operacionais de outras nacionalidades.
O homem tinha ficado preso na cabine de vigilância do estacionamento do centro comercial na localidade de Catia La Mar, onde trabalhava, na sequência dos terramotos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorridos no passado dia 24 de junho.
O resgate teve início na manhã de segunda-feira e, desde então, um grupo de 100 socorristas, entre os quais chilenos, norte-americanos, portugueses, costa-riquenhos e salvadorenhos, manteve-se em comunicação constante com Gil, hidratando-o e administrando-lhe medicação.
Sobe para 81 o número de portugueses mortos na Venezuela
Subiu para 81 o número de portugueses e lusodescentes mortos nos sismos da Venezuela, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Destes, 69 tinham também nacionalidade venezuelana.
Entre as vítimas há 14 crianças.
Há ainda 66 portugueses ou lusodescendentes desaparecidos há uma semana.
O momento em que Hernán Alberto Gil foi retirado com vida (com ajuda e bandeira portuguesas)
Hernán Alberto Gil esteve uma semana debaixo dos escombros provocados pelos dois grandes sismos na Venezuela. O salvamento teve várias equipas empenhadas, incluindo um contingente português que nunca abandonou o homem.
Hernán Alberto Gil Flores, 44 anos: resgatado após oito dias soterrado na Venezuela
Equipa portuguesa resgata sobrevivente soterrado há sete dias na Venezuela "depois de várias equipas o terem abandonado"
Sobe para 79 o número de portugueses e lusodescentes mortos
Subiu para 79 o número de portugueses e lusodescentes mortos nos sismos da Venezuela, que vitimaram 65 adultos e 14 crianças, num total do país de mais de 2.300.
Há ainda 64 portugueses ou lusodescendentes desaparecidos há uma semana.
Vila Velha de Ródão recolhe bens essenciais
A Câmara de Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, constituiu um centro de recolha de bens prioritários para apoiar a população venezuelana na resposta aos sismos.
“Perante a tragédia que se abateu sobre a Venezuela, um país que enfrentava já uma situação económica muito difícil, com uma série de carências ao nível das infraestruturas, a solidariedade e o envio de ajuda humanitária é absolutamente essencial”, vincou o presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão.
António Carmona sublinhou que Vila Velha de Ródão não podia deixar de responder positivamente ao apelo lançado pela comunidade venezuelana residente no concelho e assim disponibilizar instalações e meios do município para apoiar esta causa.
O centro de recolha de bens prioritários e essenciais está a funcionar na Casa de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão, onde, até ao dia 20, os interessados devem entregar os seus donativos.
O centro está a funcionar de segunda a sexta-feira, entre as 09:00 e as 12:30 e as 14:00 e as 17:30.
De entre os bens considerados essenciais nesta fase das operações de resposta aos sismos encontram-se cobertores térmicos, colchões insufláveis, sacos-cama, tapetes de campismo ou ioga e tendas de campismo, material e kits de primeiros socorros, pastilhas e filtros portáteis de purificação de água e garrafas com filtro integrado, termos ou garrafas térmicas, material de higiene, fraldas de bebé e adultos, equipamentos de proteção e equipamentos de sobrevivência.
Os bens recolhidos serão posteriormente transportados até um centro de recolha em Lisboa, com o apoio de empresários locais, onde será coordenado e assegurado o envio para a Venezuela.
Força operacional portuguesa na Venezuela "acabou de resgatar uma vítima ao fim de sete dias" soterrada
José Manuel Moura, presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, dá como exemplo de resiliência o salvamento de uma pessoa que estava soterrada há sete dias, na sequência dos sismos na Venezuela.
Equipa portuguesa resgata vítima que estava soterrada há sete dias
A equipa portuguesa destacada para a Venezuela resgatou uma vítima que se encontrava soterrada há sete dias, anunciou o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, José Manuel Moura, durante a CNN Summit, que decorre esta quinta-feira, em Almada.
Os operacionais portugueses fizeram este salvamento “depois de várias equipas terem abandonado, porque não se justificava, porque a vítima estava numa situação muito difícil de extração”, notou.
Luto coletivo e culpa de quem sobrevive: o impacto emocional da tragédia na Venezuela
A psicóloga clínica Daniela Nogueira explica como uma tragédia como a da Venezuela pode afetar a saúde mental, mesmo de quem não perdeu familiares. A especialista fala do luto coletivo, da culpa de quem sobrevive e deixa conselhos sobre como falar destes acontecimentos com as crianças.
Embaixador pede a portugueses que se preparem para uma realidade mais dolorosa
Frederico Silva, embaixador de Portugal na Venezuela, pediu a todos os portugueses para se preparem para uma realidade mais dolorosa na sequência do sismo na Venezuela.
Doze crianças entre os 75 portugueses e lusodescendentes mortos
O Ministério dos Negócios Estrangeiros atualizou o número de vítimas portuguesas na Venezuela.
Os últimos dados apontam para 66 desaparecidos e 75 cidadãos mortos, sendo que 65 deles têm também nacionalidade venezuelana.
Entre os mortos estão 12 crianças.
Número de mortos sobe para 2.295
O número de mortos devido aos sismos na Venezuela subiu para 2.295, anunciou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional do país, citado pela Reuters.
Dois aviões da força aérea seguem dentro de dias com ajuda
Dois aviões da força aérea portuguesa estão prontos para arrancar com ajuda à Venezuela e deverão partir até terça-feira, podendo no regresso trazer pessoas, declarou hoje o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
"Estamos já a organizar novos voos com a nossa força aérea, já temos dois aviões prontos para arrancar. Espero até sexta-feira ter já os dois aviões cheios ou perto disso” declarou Emídio Sousa aos jornalistas, na Assembleia da República, à margem da sessão de encerramento do encontro do Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Portuguesas (CPCCP), que esteve reunido entre segunda-feira e hoje.
“Tínhamos previsto um primeiro voo no dia 7 [de julho], que é terça-feira. Se o podermos antecipar, se tivermos já carga para carregar o avião, provavelmente anteciparemos", adiantou o governante realçando que há muita ajuda das pessoas a chegar, mas há que selecionar o que é mais necessário.
“Estamos a fazer uma seleção do que é verdadeiramente preciso. Há muito boa vontade das pessoas”, explicou adiantado que, para já não são necessários bens alimentares, bens perecíveis ou água, por exemplo.
O secretário de Estado assegurou que tem estado em permanente contacto com as autoridades venezuelanas e com as portuguesas, para que se perceba efetivamente o que faz falta.
“Estamos a verificar as necessidades", assegurou, e segundo as informações que lhe têm chegado, o que é mais necessário são máquinas e ferramentas.
Presidente interina da Venezuela declara sete dias de luto nacional
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou luto nacional por sete dias a partir das 18:00 de hoje (hora local, 23:00 em Lisboa), uma semana após o duplo terramoto que causou quase 2.000 mortos.
“A alma da Venezuela está dilacerada pelas perdas humanas causadas por estes terramotos devastadores. (…) Em homenagem à memória das vítimas, decidi decretar um período nacional de luto de sete dias a começar hoje às 18:00", escreveu Rodríguez na sua conta na plataforma Telegram.