Eleições Sporting: debate entre Bruno Sá e Frederico Varandas
Eleições Sporting: Varandas fala na consolidação do projeto, Bruno Sá exige transparência
«Espero terça-feira já ser presidente e dar a volta à eliminatória com o Bodo/Glimt»
A mensagem final de Bruno Sá:
«O meu debate era esclarecer, apresentar propostas. Obviamente nunca temos oportunidade de debater no Sporting. O Sporting tornou-se num clube fechado. Era muito importante apelar ao voto. Ganhe o doutor Frederico Varandas ou eu, é muito importante não dar carta branca a esta direção. O doutor fala no passado, o importante é o presente e o futuro».
«Acredito que posso ganhar, tratar bem toda a gente, voltar a recuperar os sócios que estão tristes, que não se sentem parte da família. O doutor quer um clube para todos mas quer liderar só alguns. O doutor quer um clube de clientes, ele quer de sócios. Eu sou altruísta, ele está a revelar altivez. Ele quer um hub de entertainment, eu quero um clube desportivo».
«Eu espero tomar posse, e se não for agora, quero ser vigilante nos próximos quatro anos. Acredito que posso ganhar, estou preparado e espero ganhar na segunda-feira. Espero terça-feira já ser presidente, dar a volta à eliminatória com o Bodo/Glimt e depois abraçar todos os sócios e ser o presidente de todos os sócios do Sporting Clube de Portugal».
«Hoje vemos o Sporting ser o alvo número um dos rivais»
A mensagem final de Frederico Varandas:
«Durante décadas fomos o terceiro, o Sporting era achincalhado, era o amiguinho confortável. Hoje vemos o Sporting ser o alvo número um dos rivais, um clube com valores, que não está em casos de tribunais ou suspeição».
«Entre 2018 e 2026 ninguém ganhou mais do que o Sporting. Passámos a ser o número um. Sabe o quanto isto magoa os rivais e vizinhos. Não há maior alegria de um sócio que ver um Sporting bicampeão e a ir aos oitavos da Champions. Cresci traumatizado e ainda não me chegam estes títulos. Vamos ganhar sempre? Não. Mas hoje muito sócio estranha se não competirmos ou lutarmos. Estamos habituados a ganhar. A ganhar!».
Bruno Sá: «O meu projeto é liderar pela presença»
Projetos para as modalidades:
Bruno Sá: «Estarmos a falar das modalidades, onde o doutor Frederico Varandas raramente aparece... É esta a postura do doutor Frederico nas modalidades. Parece que está a fazer um frete. Sempre a olhar para o relógio. Se falarmos do jogo do andebol do ano passado em que o Rui Borges estava presente... O meu projeto é liderar pela presença. Já falei com uma série de presidentes de câmara, temos de desenvolver o ecletismo do Sporting, desenvolver academia das modalidades... Tem de se liderar pela presença e temos de dar um salto. Investir no departamento comercial, premiar os títulos. Se o doutor Frederico Varandas, no meio dos seus autoaumentos...»
«Pretendo liderar pela presença, investir na academia das modalidades. Será desenvolvido um apoio constante aos pais das modalidades, à formação das modalidades, aos atletas. Tem noção de que o Sporting em casas para os jogadores gasta mais de 500 mil euros? À volta dos 800 mil euros... Não posso revelar alguma coisa, mas se o doutor não fechar o clube e voltar a abrir o departamento comercial, sabe de quem estou a falar. Mas ele não pode ter medo de que eles queiram ser presidentes do Sporting. Tem de haver rigor. O andebol e o futsal, passámos de competir para ganhar títulos europeus. Mas o Sporting tem quatro ou cinco pessoas no departamento comercial, o rival tem trinta».
Frderico Varandas: «Temos sete anos de modalidades e mais de 140 títulos. Tínhamos título europeu no hóquei antes da nossa chegada e ganhámos mais três Champions League nas modalidades. Sobre o crescimento das modalidades, batemos recordes nos participantes no multidesportivo. Mais de sete mil atletas, recorde na história do Sporting. O financiamento das modalidades é alavancado pela quotização. Tínhamos quotização de 9 milhões de euros em 2018 e agora de 15 milhões. Isso permitiu fazer esse investimento nas modalidades. Porque qualquer modalidade por si só não é sustentável».
Lesões também foram tema no debate
Sobre as muitas lesões no plantel principal
Varandas: «Quando se tem lesões traumáticas não há como prevenir. As únicas lesões que se conseguem prevenir são as musculares. Tivemos lesões musculares de Diomande, Pote e Ricardo Mangas. Que venham mais cinco anos assim que se calhar seremos pentacampeões».
Bruno Sá: «O Ioannidis voltou, lesionou-se. O Debast a mesma coisa. O Nuno Santos demorou o dobro do tempo. É tudo ignorantes e autistas...».
Varandas: «O Bruno é ignorante. Em termos clínicos, fala... Qual foi a lesão do Nuno Santos? Não demorou tempo a mais».
Bruno Sá: «O Nuno Santos não demorou tempo a mais? Pronto, você é que é o médico. Está tudo bem, não há problemas com lesões. É o segundo mercado com dez lesionados, mas está tudo bem».
Debate mais aceso: «Autista é você...»
Sobre a eventual renovação com o treinador Rui Borges:
Varandas: «Está numa cassete e em versão autista a repetir frase atrás de frase. Os resultados falam pelo rumo e projeto desportivo do Sporting».
Bruno Sá: «Autista? Autista só para o que convém. Você não se enerve. Vai renovar com Rui Borges ou não? É que jogadores não lhe dá...».
Varandas: «Temos o treinador Rui Borges, que mudou a tática, estamos na luta pelo tricampeonato. Os outros tinham pentas e tetras e o Sporting está a caminho do tri».
Bruno Sá: «E desculpe lá, mas autista é você. Você é cá um sonhador...»
Varandas: «Isto é sobre o projeto desportivo do Sporting. O Sporting hoje é o atual bicampeão, está a lutar pelo tri, na meia-final da Taça, terminou a fase regular da Champions como sétima equipa da Europa. Tem um treinador que a decisão [sobre a renovação] está tomada e jamais irei utilizar em campanhas eleitorais. Não prometo títulos nem venho com nomes de jogadores e treinadores».
Varandas comete gaffe, Bruno Sá não perdoa
Troca de palavras mais acesa sobre as escolhas de treinadores e jogadores
Varandas: «Seja Ruben Amorim ou Rui Borges, nenhum treinador escolhe coordenadores no Sporting. Não escolhem. Ficámos a saber que foi Ruben Amorim que escolheu Flávio Costa. Diz que não há estratégia. Tem razão: não dou as mesmas condições. Porque Rui Cos... Borges teve o maior investimento da história do Sporting».
Bruno Sá: «Rui Costa? Rui Costa, o seu grande amor...».
Varandas: «São 100 milhões de euros esta época, coisa que Ruben Amorim nunca teve. O Bruno enganou-se mais uma vez. Temos de falar e em títulos de futebol profissional esta direção conquistou nove. É a mais titulado da história do clube. Pela primeira vez na história o Sporting está abaixo do top-20 no ranking da UEFA. Estamos em 18º. Pelo segundo ano consecutivo o Sporting tem o plantel mais valioso de todas as ligas a seguir ao top-5 europeu».
Bruno Sá: «Em junho saem mais três. Falta de rumo. Ainda estamos a recolher do Amorim. Foi tudo escolhido por ele. O Ruben Amorim já cá não está há um ano e meio. Por que razão continua a falar do Ruben Amorim? Ande para a frente, você ficou lá atrás».
Varandas: «Desde que Ruben Amorim saiu, fomos bicampeões e ganhámos a Taça de Portugal».
Bruno Sá: «Quer que lhe mostre aqui? Até o próprio Suárez foi escolhido pelo Ruben Amorim. É o único que joga a titular no pós-Amorim».
Varandas: «Um treinador precisa de um jogador com esta condição e caraterísticas e fala com o diretor de scout».
Bruno Sá: «Mais um fenómeno do Amorim, o Biel. Este ano foram o Faye e o Luis Guilherme. De que projeto é que está a falar no pós-Amorim? Fale-me de factos, de jogadores que foi buscar? Andamos aqui à volta».
Varandas: «Fomos campeões e quantos titulares o Sporting perdeu no ano passado? Perdeu um, chamado Viktor Gyökeres. Perdi um jogador e fomos buscar um mau titular que é Luis Suárez».
Bruno Sá: «Você sabia que o Rui Borges ia mudar a tática. Não se preparou. Os rivais investiram mais de 100 milhões. Pós-Amorim, você não tem rumo. Lesões...».
Varandas: «O Bruno apresenta-se sem dizer nomes»
A resposta de Varandas sobre a aposta em Ruben Amorim:
«O Bruno apresenta-se sem dizer nomes. Tocou no assunto Ruben Amorim. Como aparece Amorim? Já estava no Sporting? Ele chegou e eu estive a assistir quieto às conquistas dele? Não foi. Ele foi contratado por esta direção. O Bruno foi a favor?»
Bruno Sá: «Sim»
Varandas: «Era uma minoria. Hoje é fácil dizer que o Sporting ganha, mas os primeiros dois anos foram um desastre. Em 2018, o estado do Sporting era crítico. Ia demorar anos a reerguer o Sporting. As pessoas achavam que era possível, como o clube estava, ganhar logo títulos? Ninguém achava isso. Como se fosse possível ganhar logo. O Amorim foi contratado por esta direção, contra a opinião de 99 por cento dos adeptos. O Bruno não. Das coisas que tenho mais orgulho é que dizerem bem de Ruben Amorim é dizer bem desta direção. Depois, dizem que o presidente fez um all-in. Na segunda época, o Sporting terminou em quarto e investiu 43 milhões. A seguir, faço um all-in e invisto 38 milhões. A dificuldade é traçar o caminho e não mudar o rumo quando se perde. Esse Sporting ficou em quarto e mantivemos o rumo, até investimos menos. Quando falam em all-in, rio-me. Sabe quais foram os quatro treinadores com mais vitórias no Sporting nos últimos 20 anos? Ruben Amorim, Rui Borges, Paulo Bento e a desgraça que foi Marcel Keizer. Dos quatro treinadores mais bem sucedidos, três foram escolhidos por esta direção.»
«Assistimos a um mercado vergonhoso em janeiro»
Bruno Sá sobre o futebol do Sporting:
«Percebe-se que o mentor do futebol da era Varandas foi Ruben Amorim. Em 2022, disse que não era obrigatório vencer o Marselha e a Atalanta. Perdemos com o Bodo, chegámos ao limite, não se pode ir mais longe. Há um pré-Ruben Amorim, uma série de treinadores contratados e despedidos. Há a era Amorim, que escolheu tudo, teve as chaves da casa. Criou um modelo de Sporting vencedor. Depois, há um pós-Ruben Amorim. Período João Pereira e depois o Rui Borges, que é uma pessoa com carácter, mas nota-se que a corda vai partir por Rui Borges. A cartilha de Frederico Varandas já começa a falar nesse sentido».
«Disse que queria ser campeão. Assistimos a um mercado vergonhoso em janeiro. É a ausência de um rumo. O Sporting tem de ter um modelo e o treinador é apenas mais uma pessoa desse rumo. Em vez de desenvolver estruturas de corporate, investir em instalações do clube, e depois investir no departamento médico de excelência. Ganhar mais, sem maltratar as pessoas. Rui Borges? Quando chegar lá, vê-se. Tenho de analisar e ver se se enquadra no nosso modelo. Nunca disse que entrava e renovava. Na altura, não teria escolhido o Rui Borges. Se tivesse o guarda-redes lesionado e lhe desse o Biel, teria de agradecer o caráter e o que conseguiu, sem jogadores e teria renovado com o treinador. Mas é pelo Rui Borges que vai partir a corda. Já se ouve as pessoas que trabalham para o Frederico Varandas a falar disso.
Diretor Desportivo?
«Está identificado. Estou preparado para entrar já, se não ganhar, estarei vigilante para que nenhum presidente ou treinador tenha carta branca»-
Varandas: «O sócio deve ser masoquista e atrasado mental»
Varandas responde a Bruno Sá sobre a relação com os sócios:
«Basta agarrar nos factos. O Sporting tinha 74 mil sócios com quotas em dia, hoje tem 125 mil. O Bruno insiste que o sócio é mal-tratado, então o sócio deve ser masoquista e atrasado mental, porque há mais sócios hoje. Há pessoas que acham que são os donos morais do amor ao clube. As pessoas não têm a noção do que é estar neste cargo, da pressão e do estofo que é preciso ter. Ser presidente do Sporting não é bater no peito. Sou sócio desde que nasci, o meu avô, quando morreu, era o sócio mais antigo, o meu pai também é sócio. Do lado da minha mãe também. O Bruno não me ensina o que é ser Sporting. Sofri a minha vida toda a ver Benfica e FC Porto lá em cima. Sabe porque o sócio é feliz? Porque ganha e vê os rivais em baixo. Coisa que eu nunca vi.»
Bruno Sá: «Toda a gente sabe que este é um Sporting de clientes»
Bruno Sá e a relação do clube com os sócios e adeptos:
«Parece óbvio, menos para o Frederico Varandas, que os sócios não têm direitos. Diga-me onde é que o número de sócios aumentou? O lema de campanha era unir o Sporting, agora não lhe interessa dizer isso. Tinha membros das claques na direção, agora já não. É estranho que os Lion Seats tenham prioridade sobre sócios com gamebox há mais de 25 anos. Fala de sócios, mas nãoo temos um site. Toda a gente sabe que este é um Sporting de clientes. Prefere ter uma green list e fazer obras nas centrais, esquecendo os outros sócios. Esta direção é alérgica a pessoas.»
«As pessoas com gamebox foram obrigadas a sair dos sítios para pôr uma claque lá em cima. O clube está fechado. Entrar na porta 10 e não há revista, nas portas 8 e 9 entram a meio do jogo devido à revista. As pessoas não se sentem em casa. Soluções? Tem de haver reuniões com os núcleos, com os Grupos Organizados e ter um site em condições».
«É falso que tenha dito que o Chelsea ia entrar na SAD»
Varandas aborda possível entrada de um investidor externo:
«É falso que tenha dito que o Chelsea iria entrar na SAD. No nosso plano a dez anos, temos previsto entrada de um parceiro estratégico, com uma participação minoritária. A maioria do capital da SAD vai manter-se no clube. Como afirmámos em 2022, temos previsto a entrada de um parceiro minoritário, mas terá de ser um parceiro que promova uma sinergia de continuar este rumo de crescer o clube. Esta decisão será levada AG, como também foi a compra da Alvaláxia, não sei se o Bruno estava lá...»
Bruno Sá: «Ninguém estava. Você fala sozinho».
Varandas: «Sabe qual era a média de participantes nas AGs antes eu chegar? 300 a 400 pessoas por AG. Sabe qual é agora? Seis mil. A AG antes devia ser com uma minoria que achava que controlava o clube. Agora são abertas em dias de jogo. E vão lá falar. O Bruno é que gostava do modelo de AG para 200 pessoas. Participam mais de 6 mil pessoas, existem dois tempos de perguntas aos órgãos sociais. Quem quiser inscreve-se. Os sócios estão muito contentes com o Sporting. Eu acho que eles estão contentes»
Bruno Sá: «Não participa ninguém. As pessoas chegam lá e vão embora.»
Varandas: «O seu problema é que os sócios estão muitos contentes com o Sporting.»
Bruno Sá: «O que eu exijo é transparência»
Bruno Sá insiste na questão do passivo e sobre quem vai pagar o empréstimo:
«Quem lá está, claro que tem de tomar decisões, o que eu exijo é transparência. Algum dia teremos de pagar estas dívidas. Eu nem contabilizei os 225 milhões e os juros que vamos pagar em 28 anos. O que me interessa é a transparência e o futuro do Sporting, não podemos empurrar com a barriga para a frente, temos de saber como é que isto vai ser pago».
Sobre a entrada de capital externo:
«Tem de passar pelos sócios. Falou na possibilidade do Chelsea, mas não voltou a falar disso. Para mim é claro, nunca vender a maioria da SAD. Admito a entrada de capital, mas tem de passar pelos sócios. Como Varandas não é transparente, não desmente aquilo que eu disse: o aumento da dívida significa que vai entrar capital externo. Quero que os sócios sejam esclarecidos. Serei presidente da SAD, se for eleito.»
Varandas responde a Bruno Sá sobre o aumento do passivo:
«Quando chegámos em 2018, o Sporting tinha em incumprimento 50 milhões de euros. O que é que isto significa? O Sporting devia ter pago e não pagou a ninguém. Desses 50, 42 a clubes e jogadores que nos deixaram fora do fair-play financeiro. O Sporting hoje tem cerca de 500 milhões de dívida, 225 milhões feitos agora. Temos 100 milhões de euros de fundo maneio, sabe qual a situação de incumprimento do Sporting hoje? Zero!»
«O Passivo duplicou de forma estratégica para duplicar as receitas».
«Onde é que aumentaram as dívidas a fornecedores? À compra de jogadores, investimento».
«Sabe em quanto é que estava avaliado o plantel do Sporting em 2018? Estava avaliado em 148 milhões de euros. Sabe qual é o valor dos ativos do Sporting hoje? 470 milhões de euros».
Bruno Sá: «Investimento na academia dá-me vontade de rir»
Bruno Sá contesta passivo de 500 milhões:
«A minha questão é quem paga esse investimento? A primeira vez que conheci o presidente Frederico Varandas foi uma assembleia geral em que foi manifestada uma grande preocupação em relação a um passivo de 200 milhões de euros na altura, obviamente que agora, com um passivo de 500 milhões, essa preocupação é maior. Lembro-me que na altura também falou numa herança pesada de 35 milhões de dívidas a fornecedores. Agora estamos nos 119. Há aqui qualquer coisa que não estou a conseguir perceber».
«Claro que é de louvar um investimento de 225 milhões de euros, gostava de saber como é que vai ser pago, o que é que vai ser utilizado. Esta carta branca, esta forma de liderar o clube. O investimento é muito bom, mas é muito importante saber quem é que o paga».
«Em relação ao investimento na academia, dá-me vontade de rir, sabendo que os sub-16 treinam em meio campo porque há falta de relvados. Falar no polo universitário também é estranho, sabendo que quem manda no polo é o Benfica».
«Depois, com estes termos técnicos, para mim é difícil perceber. Claro que é muito bom o investimento, a mim preocupa-me passarmos de 36 milhões de dívidas a fornecedores para 119 e ninguém está preocupado. No meio disto, é verdade, que houve alguns exercícios semestrais que foram positivos, mas isso autopremeia os administradores».
«O Sporting em dez anos vai dobrar as suas receitas»
Varandas fala no projeto de investimento no Alvaláxia:
«Com estes 225 milhões de investimento, o Sporting, em dez anos, vai dobrar as suas receitas. Como? Tornar um espaço fulcral como é o Alvaláxia, um espaço que hoje o Sporting vê receita zero. Não era nosso, fizemos a aquisição do espaço e vamos promover um espaço, chamado G-Alvalade, que estará aberto de quinze em quinze dias, quando jogamos em casa. Este espaço vai meter o Sporting noutro patamar, um espaço de restauração, lojas físicas como nunca antes vistas, um museu de última geração e toda uma integração do espaço Alvaláxia e todo o estádio».
«A receita que vai ser gerada por esse investimento, vai pagar confortavelmente os custos do empréstimo».
Varandas assume opção de aumentar passivo
Frederico Varandas aborda situação financeira:
«Foi mais um ano de resultados líquidos positivos. Foi o quarto ano consecutivo. Isto não é um autoelogio, são os resultados do trabalho. Se são elogiosos ou muito maus, os sócios o dirão. Nas seis épocas que esta direção planeou e preparou do princípio ao fim, em cinco tivemos lucro. Não tivemos num, nenhum clube teve, que foi no ano da pandemia. Por isso, esta é a nossa linha. É muito importante para nós, independentemente dos resultados desportivos, para garantir a sustentabilidade de um Sporting que nunca podemos pôr em perigo».
«Nestes quatro anos seguidos, apresentámos um lucro com o valor acumulado de 82 milhões de euros. Não é fácil, não digo em Portugal, mas na Europa, encontrar algo semelhante».
«Em relação ao passivo, de facto, aumentou. Aumentámos o passivo de uma forma estratégica. Achámos que era o momento de o fazer. Porquê? Tínhamos duas vias para continuar a governar o Sporting. Uma, vou dar este exemplo, nos últimos 16 anos antes de chegarmos ao Sporting, de 2002, quando foi inaugurada a academia, depois o estádio, a partir daí, nunca mais houve investimento no Sporting. Zero investimento. E viu-se os resultados. Não só os desportivos, mas da valorização do património, infraestruturas, todo o espaço Sporting. A partir de 2018, de forma comedida, fizemos um investimento, com capitais próprios. Primeiro na academia, depois no polo universitário e depois no estádio. Os resultados estão à vista. O que foram 16 anos sem investimento ou com sete anos de investimento. Chegámos a um ponto no Sporting que, para continuar a investir e continuar a ser competitivo, ou continuamos a investir com capitais próprios [temos de criar receita para poder investir] ou então, podemos financiar-nos. O Sporting goza, depois destes seis anos de gestão, de uma credibilidade financeira, o Sporting é um clube altamente credível do ponto de vista financeiro.»
«Fizemos um acordo no valor de 225 milhões de euros, um empréstimo de financiamento onde lançámos dívida a 28 anos, com uma taxa de 5,75. Isto significa investirmos para outra dimensão. O Sporting achou que era o momento cirúrgico de o fazer. Recordo que em relação a esses 225 milhões, o Sporting teve uma procura nove vezes mais, cerca de 2 mil milhões que quiseram investir no Sporting. Estamos a falar de investidores institucionais e internacionais de referência».
«Tivemos um lucro acumulado de 82 milhões em quatro anos»
Frederico Varandas aborda situação financeira:
«Foi mais um ano de resultados líquidos positivos. Foi o quarto ano consecutivo. Isto não é um autoelogio, são os resultados do trabalho. Se são elogiosos ou muito maus, os sócios o dirão. Nas seis épocas que esta direção planeou e preparou do princípio ao fim, em cinco tivemos lucro. Não tivemos num, nenhum clube teve, que foi no ano da pandemia. Por isso, esta é a nossa linha. É muito importante para nós, independentemente dos resultados desportivos, para garantir a sustentabilidade de um Sporting que nunca podemos pôr em perigo».
«Nestes quatro anos seguidos, apresentámos um lucro com o valor acumulado de 82 milhões de euros. Não é fácil, não digo em Portugal, mas na Europa, encontrar algo semelhante».
Bruno Sá: «Não me candidato contra ninguém»
Bruno Sá explica as razões da sua candidatura:
«É óbvio que não me candidato contra ninguém, candidato-me pela democracia, pelos sócios, opor uma ideia completamente diferente da atual direção, que é uma ideia muito baseada nos clientes, neste autoelogio constante e neste recordar do passado para falar sobre o presente».
«Nesta altura, o Sporting vive um grande distanciamento das pessoas. Tenho andado pelos Núcleos, as pessoas sentem-se esquecidas. É muito difícil hoje em dia participar na vida ativa no clube. As Assembleias Gerais não têm pessoas, é por isso também que estou aqui, pela democracia, pelo debate, para trocar aqui uma série de ideias com o presidente Frederico Varandas».
«Acho que há muita coisa a melhorar, não interessa apenas ganhar, interessa ter as pessoas presentes»
Bruno Sá explica data do debate
Bruno Sá explica a data do debate contestada por Varandas:
«Queria primeiro esclarecer esta questão do debate para ficar clara, só para repor a verdade, já que começamos desta forma. Perguntei se haveria debate, não me foi respondido. Mais tarde fui contatado com uma data para dia 4 [de março]. Obviamente que tenho de me dar a conhecer pelos Núcleos, sei que o atual presidente não vai muito aos Núcleos, não precisa de se dar a conhecer, fez isso na primeira vez em que se candidatou, depois nunca mais passou por lá. Tinham-me dado as datas de 4 e 5 e eu propus dia 12».
«Nota também grande preocupação em relação aos votos-correspondentes que é uma das questões que quero abordar durante o debate. Esse tal respeito que Frederico Varandas diz que tem pelos sócios. Talvez estivesse na altura de pensar em descentralizar o voto e permitir a essas pessoas votar. Ele que tem tanto respeito pelos sócios, nem se incomodou para estas eleições em fazer um programa, a fazer as visitas aos Núcleos e a fazer entrevistas».
«Sempre quis fazer o debate, tenho pena que [Varandas] venha cansado, mas era a única data disponível. Não podia faltar aos sócios, tinha que me dar a conhecer.»