Em atualização

TEMPESTADE AO MINUTO | Registadas 256 ocorrências até às 10:00. "Marta" deixa localidades isoladas, provoca inundações e quedas de árvores

2026-02-07

Acompanhamos aqui, ao minuto, os destaques nos trabalhos de levantamentos de danos e reconstrução, bem como os riscos e receios sentidos pela população com o cenário de regresso do mau tempo

2026-02-07
14:24

Leiria critica falta de informação da E-Redes e pede compensações para lesados

A Câmara e as 20 juntas de freguesia de Leiria criticaram hoje a falta de informação objetiva da E-Redes, a quem exigem que compense os lesados pelos danos da interrupção da energia causada pelo mau tempo.

Numa carta aberta dirigida ao presidente do conselho de administração da E-Redes e lida pelo presidente do Município de Leiria, Gonçalo Lopes, refere-se que passaram já 11 dias desde que a depressão Kristin atingiu o concelho de Leiria, permanecendo, à data de hoje, “ainda mais de 20 mil contadores sem acesso a energia elétrica, sobretudo nas zonas mais rurais”.

“Falamos de famílias, de produtores agrícolas, de empresas locais, de lares, de pessoas isoladas e vulneráveis que continuam numa situação de grande fragilidade, muitas vezes sem qualquer informação clara sobre quando será reposta a normalidade”, sustentam os autarcas.

Reconhecendo “o esforço técnico das equipas no terreno”, os subscritores afirmam que, “num contexto de emergência, sendo a E-Redes um operador de serviço público essencial, a comunicação, a proximidade e o respeito pelas populações são responsabilidades tão relevantes quanto a intervenção técnica”.

Nesse sentido, os subscritores defendem que “as populações têm o direito de saber qual o ponto de situação concreto em cada freguesia, que prazos previsíveis estão a ser considerados para a reposição do serviço, que critérios orientam as prioridades de intervenção, que constrangimentos técnicos subsistem e que soluções estão a ser adotadas para os ultrapassar e que medidas de mitigação estão a ser acionadas para apoiar as populações enquanto a reposição não é possível”.

Para os autarcas, “a falta de informação objetiva, atualizada e acessível, associada à inexistência de respostas visíveis de compensação em muitas situações, tem vindo a gerar ansiedade, indignação e um sentimento crescente de abandono”.

“Além dos prejuízos causados pela interrupção do fornecimento de energia elétrica, que originou perdas significativas junto de empresas e de particulares, impõe-se que os lesados sejam devidamente ressarcidos pelos danos sofridos, em moldes a clarificar pela entidade responsável, de forma justa, célere e transparente”, preconizam.

Por outro lado, referem que são os autarcas que recebem, “diariamente, as chamadas, as queixas, o cansaço e a exaustão de quem já não consegue suportar mais dias sem eletricidade”.

“É, por isso, nossa responsabilidade institucional exigir que a informação circule com transparência, regularidade e previsibilidade”, dizem.

Nesse sentido, consideram indispensável a divulgação diária de informação pública, por freguesia, com indicação do número de contadores repostos e estimativas de normalização ou a criação de um canal direto, permanente e operacional de comunicação com o município e juntas.

Pedem ainda a “definição e comunicação clara de medidas de mitigação, nomeadamente a disponibilização de geradores ou outras soluções temporárias, priorizando as situações de maior vulnerabilidade”, e a “presença regular de responsáveis da E-Redes” no concelho.

Após ler a carta aberta, Gonçalo Lopes anunciou a realização de uma vigília, na segunda-feira, às 20:00, na Fonte Luminosa, em Leiria, numa ação de solidariedade para com as pessoas que não têm eletricidade e de homenagem às vítimas mortais.

Aos jornalistas, o presidente da Câmara de Leiria declarou “a ausência de informação cria ansiedade” e “incapacidade de planear o regresso à vida quotidiana, seja de empresas, mas sobretudo de pessoas a nível individual”.

Gonçalo Lopes alertou que “tem vindo a crescer o nível de insatisfação por parte das populações” e de “saturação psicológica”, sendo necessária uma “visão humanista” da E-Redes.

“Se os portugueses tiveram a experiência durante 12 horas, aquando do apagão [28 de abril de 2025], imaginem o que é que estas pessoas estão a sofrer com [quase] 12 dias ininterruptos sem eletricidade em casa”, acrescentou.

2026-02-07
14:19

Uma pessoa deslocada por habitação em risco de derrocada na Lourinhã

Uma moradora do concelho da Lourinhã foi realojada em casa de familiares por a habitação onde vive estar em risco, na sequência do avanço do deslizamento de terras ocorrido na estrada nacional 8-2, disse o vice-presidente da câmara.

“No Casal Lourim, uma casa está em risco junto à Estrada Nacional 8-2, cujo piso abateu e se encontra cortada. A moradora teve de sair para casa de familiares e retirar os seus bens”, afirmou António Gomes à agência Lusa.

O deslizamento de terras, que levou ao abatimento parcial da via na semana passada, agravou-se, o que levou a Proteção Civil a cortar a estrada, um dos principais acessos à vila da Lourinhã, no distrito de Lisboa.

Segundo o autarca, a empresa Infraestruturas de Portugal iniciou os “trabalhos preparatórios para a obra” de estabilização do talude da estrada, intervenção que pode estar em causa pela continuidade das condições atmosféricas adversas.

Entre as principais vias cortadas, destaca-se a estrada nacional 361-1, na freguesia de Miragaia, devido a inundações e a um “grande deslizamento de terras a ocupar uma das faixas de rodagem”.

Também a estrada nacional 247 está condicionada, estando a ocorrer circulação alternada entre o Seixal e a vila da Lourinhã, por causa de um outro deslizamento de terras.

2026-02-07
13:59

O Primeiro-ministro, Luís Montenegro, visitou o Peso da Régua

2026-02-07
13:48

OesteCim pede declaração de calamidade para mais três concelhos

A Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim) pediu ao Governo que decrete o “estado de calamidade” para os municípios de Alenquer, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço, onde há dezenas de deslocados e aldeias isoladas.

“Fizemos ontem [sexta-feira] esse pedido relativamente a Alenquer, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço, a pedido dos respetivos autarcas”, disse hoje à agência Lusa o presidente da OesteCim, Hermínio Rodrigues.

Estes municípios do distrito de Lisboa, que não estavam incluídos na lista dos 68 em que o Governo declarou situação de calamidade até ao dia 15, foram nos últimos dias fustigados pelos impactos das tempestades Kristin, Leonardo e Marta.

Em Alenquer, no distrito de Lisboa, 75 pessoas estão deslocadas das suas casas por risco de deslizamento de terras sobre as habitações e há pelo menos uma aldeia (Ribafria) praticamente isolada, já que “das cinco estradas de acesso, só uma está disponível”, segundo o presidente da câmara municipal, João Nicolau.

Em Sobral de Monte Agraço, grande parte do concelho está sem água, devido a uma avaria numa conduta.

Em Arruda dos Vinhos, duas aldeias ficaram isoladas pelos cortes de estradas, segundo o presidente da câmara municipal, Carlos Alves, que reportou à agência Lusa a existência de 18 estradas cortadas e oito condicionadas no concelho.

Face ao número de estradas cortadas por deslizamentos de terras, a autarquia decidiu adiar para dia 15 as eleições presidenciais no concelho.

2026-02-07
13:46

Deslizamento de terras na Costa da Caparica obriga à retirada de 35 pessoas

Um deslizamento de terras registado hoje em S. João da Caparica, na Costa da Caparica, concelho de Almada, obrigou à retirada de 35 pessoas de três edifícios que ficam junto à arriba fóssil, segundo a autarquia.

Fonte da Câmara Municipal de Almada, no distrito de Setúbal, explicou que as 35 pessoas são de 14 agregados familiares e foram retiradas por uma questão de precaução.

Segundo o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Península de Setúbal, a ocorrência foi registada às 10:05 na rua de Damão, na Costa da Caparica, e no local estão 22 operacionais dos bombeiros da Trafaria, Cacilhas e do Serviço de Proteção Civil de Almada.

“Tivemos um deslizamento de terras junto à arriba fóssil que coloca em risco três prédios. Neste momento os técnicos da Câmara Municipal de Almada estão a fazer a avaliação dos edifícios”, disse a mesma fonte à Lusa.

A Proteção Civil tinha avançado que tinham sido retiradas 29 pessoas dos edifícios em causa, mas a autarquia de Almada precisou que foram 35.

No local está a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, assim como a vereadora responsável pela Proteção Civil, Francisca Parreira, e a presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica, Vanessa Krausse.

Em declarações à comunicação social, Inês de Medeiros explicou que o deslizamento de terras entrou num dos apartamentos, tendo as pessoas sido retiradas de imediato, não se tendo registado feridos.

“Estamos a avaliar a questão estrutural do edifício e a tentar desviar a água do cimo da arriba para evitar que mais terra caia e deixe de fazer pressão sobre um muro de betão que conseguiu reter parte das terras. Só depois dessa avaliação é que as pessoas saberão se podem ou não regressar a casa”, explicou.

A presidente da Câmara Municipal de Almada adiantou que as pessoas foram retiradas por precaução, estando a ser feita a avaliação não só do edifício que foi atingido como também de outros que estão perto.

2026-02-07
13:45

Barragem da Aguieira, no Mondego, com descargas acima dos 900 m3/s nas últimas 12 horas

A barragem da Aguieira, no rio Mondego, tem feito descargas acima dos 900 metros cúbicos por segundo (m3/s) nas últimas 12 horas, o dobro de há dois dias, para baixar o volume de água acumulada na albufeira.

De acordo com dados disponibilizados, em tempo real, pelo portal Info Água, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o caudal libertado (efluente) pela maior barragem do sistema hidroagrícola do Mondego está acima dos 900 m3/s desde as 23:00 de sexta-feira, tendo tido dois picos de 956 m3/s (às 00:00) e de 955 m3/s (às 04:00) de hoje e mantendo, às 12:00, o nível de descarga nos 916 m3/s.

Este valor é sensivelmente o dobro do observado às 13:00 de quinta-feira (468 m3/s), numa altura em que o nível de armazenamento da barragem estava nos 68% e ainda a subir, atingindo o valor máximo das últimas 48 horas pelas 18:00 de sexta-feira com 84,17%.

Desde essa altura, as autoridades de gestão da Aguieira têm vindo a tentar baixar o nível de armazenamento (era de 81,5 % às 12:00), permitindo àquela infraestrutura localizada no rio Mondego, no concelho de Mortágua (Viseu), a montante de Coimbra, acomodar mais água nos próximos dias.

Por outro lado, o nível do caudal que entra na albufeira (afluente) caiu mais do dobro, entre as 21:00 de quinta-feira (1.480 m3/s) e as 11:00 de hoje (664 m3/s).

Ao contrário do que sucedeu no início da semana, em que o volume de água no Açude-Ponte de Coimbra (que chegou perto dos 1.800 m3/s) foi gerido numa altura em que não chovia – uma estratégia que tem funcionado para gerir uma cheia controlada – desta vez os caudais aumentaram, mantendo-se consistentemente acima dos 1.600 m3/s nas últimas nove horas (desde as 03:00 de hoje).

Na ponte de Santa Clara, na baixa de Coimbra, o rio Mondego atingiu uma situação de risco na madrugada de hoje, com um nível hidrométrico acima dos 3,6 metros, o mais alto das últimas 48 horas.

O nível de água atingiu 3,62 metros às 10:00 de hoje, e, pelas 12:00, a situação melhorou ligeiramente, embora mantendo o nível de risco, com 3,6 metros.

2026-02-07
13:44

Passadiços do Paiva e a Ponte 516 encerrados temporariamente

Os Passadiços do Paiva e a Ponte 516 Arouca foram encerrados temporariamente ao início da tarde de hoje devido ao agravamento das condições meteorológicas, lê-se na página daquele equipamento no Facebook.

“Informamos que devido ao agravamento das condições meteorológicas os Passadiços do Paiva e a 516 Arouca se encontram encerrados durante o resto do dia”, lê-se no alerta, publicado cerca das 13:00.

É a segunda vez este ano que aquele equipamento no distrito de Aveiro encerra devido a questões meteorológicas, já que em janeiro esteve fechado entre os dias 23 e 25.

2026-02-07
13:39

Ordem dos Advogados quer Plano Nacional de Emergência Jurídica

A Ordem dos Advogados saudou hoje a suspensão dos prazos processuais nas zonas afetadas pelo mau tempo e defendeu a criação de um Plano Nacional de Emergência Jurídica para assegurar uma rede estruturada de apoio às vítimas.

A Ordem dos Advogados “mantém sobre a mesa a proposta de criação de um Plano Nacional de Emergência Jurídica, que considera essencial para assegurar uma rede estruturada de apoio jurídico às vítimas em situações de catástrofe e calamidade”, sublinhou, em comunicado.

Os advogados saudaram também a aprovação da proposta de lei, que instituiu um regime excecional e temporário de aplicação do regime das férias judiciais, com a suspensão de prazos processuais nos tribunais e serviços do Ministério Público localizados nas zonas em situação de calamidade.

Esta medida, que já tinha sido pedida pela ordem, faz parte do pacote excecional, aprovado pelo Governo, que inclui a prorrogação do estado de calamidade até 15 de fevereiro.

“A suspensão temporária dos prazos não constitui um privilégio – é o reconhecimento de que o funcionamento normal da justiça não pode ser exigido quando as condições objetivas de exercício da profissão e de defesa dos direitos se encontram gravemente comprometidas”, defendeu o Conselho Geral da Ordem dos Advogados.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

2026-02-07
13:37

Derrocada corta estrada municipal na Guarda

A Estrada Municipal (EM) 556 ficou cortada hoje de manhã ao trânsito entre Pero Soares e Mizarela, no concelho da Guarda, devido a uma derrocada, disse à agência Lusa fonte da Proteção Civil.

De acordo com a fonte do Comando Sub-regional das Beiras e Serra da Estrela, devido às condições atmosféricas adversas, cerca das 11:00 "houve um deslizamento de terras e levou alcatrão", obrigando ao encerramento da via.

"Não houve feridos, somente danos materiais", referiu, acrescentando que não há previsões de reabertura daquele troço da estrada.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

2026-02-07
13:12

Há "aqui um deslocamento da depressão Marta para o norte do país" e, por isso, vai afetar "outras regiões" que não estavam previstas

Proteção Civil considera que o território nacional está com “um quadro meteorológico complexo de risco”
Leia mais aqui
2026-02-07
13:05

"Prejuízo pode ir de 80 a 100 mil euros": cheias em Bragança afetam vários terrenos agrícolas

Ângela Pais, jornalista da CNN Portugal, faz o ponto de situação das cheias que este sábado estão a afetar a região Bragança.

2026-02-07
12:57

Associação Empresarial Ourém-Fátima fala em “duro golpe para a economia”

O presidente da Associação Empresarial Ourém-Fátima (ACISO), Pedro Mafra, considerou hoje que o impacto da depressão Kristin é um “duro golpe para a economia do concelho”.

“É um duro golpe para a economia do concelho. As empresas já tinham dificuldades em ter mão de obra, em garantir os recursos humanos para que pudessem trabalhar e produzir. Obviamente, a destruição completa, em grande parte dos casos, dos armazéns, dos ‘stocks’, das lojas, todas essas questões têm um impacto muito significativo no concelho de Ourém”, afirmou à agência Lusa Pedro Mafra.

O dirigente da ACISO salientou que, 11 dias depois de a depressão Kristin ter atingido o concelho do distrito de Santarém, “a situação em Ourém é muito difícil”, onde “uma grande parte da indústria” foi “completamente destruída”.

“Temos o comércio e serviços que estão também, fortemente, afetados”, declarou Pedro Mafra, referindo que, em conjunto com a Câmara, se está a tentar “fazer um levantamento dos estragos das empresas”.

Contudo, “tem sido difícil”, pois “as empresas estão sem eletricidade, estão a canalizar todos os esforços para limpar, para recolher os destroços”, além da ausência de comunicações.

Pedro Mafra alertou que “é uma situação muito preocupante”.

O dirigente da ACISO adiantou que, aproveitando a capacidade hoteleira da cidade de Fátima, há empresas que “terão entrado em acordo com alguns hotéis para deslocar trabalhadores para ‘hotel-trabalho’” ou para alojar trabalhadores cujas casas, por exemplo, ainda não têm eletricidade.

A Associação Empresarial Ourém-Fátima tem cerca de 720 associados.

2026-02-07
12:45

Inundação em Fernão Ferro obriga viaturas a serem rebocadas da EN378

A EN378 esteve na manhã deste sábado completamente inundada na zona de Fernão Ferro, no concelho do Seixal. Ainda que a situação tenha melhorado, algumas viaturas precisaram de ser rebocadas do local.

2026-02-07
12:44

"Mais de 1.650 empresas já recorreram às linhas de crédito que estão abertas para a construção", revela Montenegro de visita ao Peso da Régua

O primeiro-ministro encontra-se este sábado a visitar os locais mais afetados pelas tempestades dos últimos dias, em Peso da Régua. No local, Montenegro garantiu estar em “permanente contacto com o governo espanhol”, país também afetado pelo mau tempo.

2026-02-07
12:34

Caudais do Tejo estabilizados e mais de 100 vias condicionadas em Santarém

A situação nos rios Tejo e afluentes mantém-se estabilizada, mas a chuva persistente continua a provocar condicionamentos e submersões em mais de uma centena de vias em 15 concelhos do distrito de Santarém, alertou hoje a Proteção Civil.

“De acordo com o último briefing que fizemos no âmbito do Sub comando Regional do Médio Tejo, e também na sequência da última reunião da Comissão Distrital da Proteção Civil, os caudais têm estado mais ou menos estáveis e assim se vão manter”, disse à Lusa o presidente da Comissão Distrital da Proteção Civil de Santarém e da Câmara de Abrantes.

“A nossa grande preocupação neste momento é a chuva persistente e a quantidade”, acrescentou.

Segundo Manuel Jorge Valamatos, a depressão Marta permanece sobre a região do Médio Tejo e Lezíria do Tejo, mas os ventos não têm apresentado grande perigo.

“Algumas estradas já estiveram desobstruídas, mas tendem a poder ficar novamente obstruídas. É uma situação que vai evoluindo consoante os efeitos da chuva no Tejo e afluentes, mas também aluimentos de terras e derrocadas para as estradas. Por isso é importante que todos se mantenham informados e solicitem informações às estruturas de proteção civil”, sublinhou.

De acordo com a informação disponibilizada pela Proteção Civil, verificou-se desde o último comunicado, às 22:00 de sexta-feira, uma estabilização dos caudais no Tejo, embora com oscilações e valores ainda elevados.

A elevada precipitação que se faz sentir na região continua a exigir atenção redobrada, dado que é expectável o aumento dos afluentes e a ocorrência de inundações urbanas e submersão de vias rodoviárias. O Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo mantém-se em alerta vermelho.

Às 10:00, a soma das descargas das barragens do Fratel (4.255 m³/s), Pracana (215 m³/s) e Castelo de Bode (1.080 m³/s) totalizava um caudal instantâneo de 5.550 m³/s, enquanto na estação de Almourol o caudal medido atingia 7.016 m³/s.

Para comparação, às 10:00 de sexta-feira registava-se na estação de Almourol 7.783 m³/s, depois de na quinta-feira, ao final da tarde, os valores terem ultrapassado os 8.600 m³/s, num dia em que os caudais mais do que duplicaram face aos cerca de 3.500 m³/s medidos durante a madrugada, situação que motivou a ativação do alerta vermelho.

“Na verdade, a montante, as barragens espanholas estão com mais capacidade de encaixe do que já estiveram e a situação neste momento, em termos caudais do rio Tejo, está estabilizada, mas temos que manter níveis de atenção e de alerta bastante altos. É muito mais calma do que já vivemos, mas temos que continuar atentos à quantidade de pluviosidade que cai no nosso território, em Portugal e em Espanha”, acrescentou Valamatos.

Segundo a Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo, mais de uma centena de vias continuam afetadas por submersões ou condicionamentos intermitentes em 15 concelhos: Santarém, Cartaxo, Golegã, Benavente, Almeirim, Chamusca, Alpiarça, Abrantes, Constância, Torres Novas, Sardoal, Tomar, Alcanena, Entroncamento e Salvaterra de Magos.

A circulação está a ser atualizada constantemente e a maioria das estradas abre e fecha consoante a oscilação do Tejo e afluentes.

As autoridades alertam para a necessidade de redobrada atenção na condução, proteção de bens e animais, evitar travessias de vias alagadas e seguir rigorosamente as informações oficiais.

A informação detalhada sobre cada via e concelho está disponível nos sites oficiais das câmaras municipais, sendo atualizada ao minuto devido à volatilidade da situação.

O Plano Especial de Emergência para Cheias na bacia do Tejo foi ativado em nível amarelo no dia 24 de janeiro e elevado para alerta vermelho na quinta-feira, face ao agravamento dos caudais e risco extremo de inundações, segundo a Proteção Civil.

2026-02-07
12:23

Município de Penela atribui geradores às juntas de freguesia do concelho

A Câmara Municipal de Penela, no distrito de Coimbra, adquiriu e atribuiu quatro geradores às juntas de freguesia do concelho, em resposta aos efeitos do mau tempo e como medida preventiva de futuro, disse a autarquia.

“Esta medida, que surge como resposta às consequências das recentes tempestades e dos seus efeitos, tem também como objetivo antecipar situações futuras e dar mais resiliência às juntas de freguesia”, justificou o município em comunicado enviado à Lusa.

Com este equipamento, as juntas de freguesia “poderão garantir parcialmente o seu funcionamento e assegurar a resposta imediata em caso de quebras de energia ou quando ativados pela Proteção Civil Municipal”, acrescentou.

A aquisição dos quatro geradores de 8kw significou um investimento na ordem de 4 mil euros da Câmara Municipal.

Para a autarquia, os geradores “são também importantes para a resolução de ocorrências ou danos causados em equipamentos públicos pelas tempestades”.

O presidente da Câmara Municipal de Penela destacou “o simbolismo da medida, mas também a sua importância”.

“Estamos a capacitar as Juntas de Freguesia (que integram o sistema de Proteção Civil Municipal e que são o órgão mais próximo dos cidadãos) com mais ferramentas para responder às necessidades dos seus fregueses”, disse Eduardo Nogueira dos Santos, citado no comunicado.

O autarca agradeceu às juntas de freguesia “pela forma solidária e disponível como têm estado junto da Câmara Municipal nas respostas às situações causadas pelas tempestades”.

2026-02-07
12:22

PCP Portalegre quer apoio às vítimas e investimento em obras para estabilizar solos

O PCP de Portalegre reivindicou hoje do Governo medidas de apoio às vítimas da enxurrada em Portalegre, defendendo investimento urgente em obras de contenção e estabilização de solos e um plano de ordenamento do território.

Em comunicado enviado à agência Lusa, na sequência do ‘mar de lama’, com pedras à mistura, vindo da Serra de São Mamede na quinta-feira, a Comissão Concelhia de Portalegre do PCP expressou “total solidariedade” para com os habitantes da cidade.

“Embora, felizmente, não se registem vítimas, os prejuízos nas habitações, infraestruturas, viaturas e redes viárias são profundos e exigem uma resposta célere, clara e organizada por parte do Governo PSD/CDS”, lê-se no comunicado.

O PCP defendeu o “apoio imediato e incondicional” a todas as famílias afetadas, bem como “compensações justas” pelos prejuízos existentes e o “investimento urgente” em obras de contenção e estabilização de solos.

E reclamou ainda a implementação por parte do Governo de “um plano de avaliação e efetivo” ordenamento do território, que permita a “estabilização continuada” dos solos e, ao mesmo tempo, a garantia de “condições seguras e dignas” de habitabilidade.

Esta situação ocorrida em Portalegre danificou 52 automóveis, causou danos em habitações e em empresas, principalmente na Avenida de Santo António, paralela ao hospital, de acordo com o primeiro balanço já apresentado pela câmara municipal.

Para os comunistas, estes efeitos da depressão Leonardo “expuseram fragilidades que já vinham de trás”.

E, “mais do que uma “fatalidade”, o ocorrido na cidade alentejana reflete a “negligência histórica” dos sucessivos governos quanto ao ordenamento do território e à prevenção de riscos naturais.

“Expõe a falta de investimento público na região e a tomada de medidas que contribuam realmente para a melhoria das condições de vida das populações”, acrescentou a estrutura comunista.

Na sequência da enxurrada de quinta-feira, de acordo com a Câmara de Portalegre, três pessoas ficaram desalojadas.

Nesse dia, fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Alentejo especificou à Lusa que os locais mais atingidos na cidade foram a Avenida de Santo António e a entrada principal do hospital da cidade, tendo o alerta sido dado às 06:49.

“A ribeira galgou as margens e essa inundação fez literalmente os carros virem barreira abaixo”, arrastando veículos, detritos e pedras, disse a mesma fonte, revelando que a entrada principal do hospital “ficou inoperacional”.

2026-02-07
12:20

MAAT, Padrão dos Descobrimentos e Castelo de S. Jorge encerrados

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), o Padrão dos Descobrimentos e o Castelo de S. Jorge, em Lisboa, estão hoje encerrados, devido à passagem da depressão Marta, anunciaram os diferentes equipamentos.

O Centro Cultural de Belém anunciou o cancelamento do Mercado de fevereiro, que costuma realizar-se ao ar livre, marcado para domingo.

Todas as outras valências, de acordo com fonte do CCB, mantêm-se em funcionamento, como o Museu de Arte Contemporânea (MAC/CCB), a Fábrica das Artes e o centro de espetáculos, que no domingo acolhe "A História do Soldado", de Stravinsky, pela Orquestra das Beiras.

O MAAT, que na sexta-feira esteve encerrado por causa das condições meteorológicas, renovou hoje a decisão, ainda sem data de reabertura, segundo fonte do museu, em declarações à Lusa. O objetivo, garantiu, é reabrir portas "logo que possivel".

Para já, os responsáveis ficam atentos "às indicações das autoridades competentes e às alterações climáticas" e, "logo que se reúnam as condições", o museu será reaberto.

Este equipamento da Fundação EDP, localizado à beira Tejo, tinha anunciada, para esta tarde, uma conversa entre o seu diretor artístico, João Pinharanda, e o arquiteto Ricardo Carvalho, centrada na exposição "Detour", de Pedro Casqueiro, que foi cancelada.

Na vizinhança do MAAT, também o Padrão dos Descobrimentos se encontra encerrado hoje, por decisão da empresa municipal de gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC/Lisboa Cultura), "devido às condições atmosféricas adversas previstas", enquanto o Castelo de São Jorge foi encerrado "por razões de segurança".

O Castelo de S. Jorge é um dos monumentos sinalizados pelo Património Cultural - Instituto Público a carecer de intervenção por causa da queda de árvores durante a passagem da depressão Kristin.

2026-02-07
12:20

Circulação condicionada na Ponte 25 de Abril

As vias da esquerda, em ambos os sentidos, na Ponte 25 de Abril estão fechadas à circulação devido ao agravamento das condições meteorológicas causadas pela depressão Marta, informou a Lusoponte.

Fonte da Lusoponte, concessionária das duas travessias rodoviárias sobre o rio Tejo em Lisboa indicou à Lusa que as vias da esquerda na travessia das duas margens estão fechadas à circulação desde as 09:00, não havendo, para já, outras restrições de limite de velocidade.

A Ponte 25 de Abril, é uma ponte suspensa rodoferroviária sobre o rio Tejo que liga a cidade de Lisboa à cidade de Almada.

Toda a faixa costeira de Portugal continental está hoje sob aviso laranja - o segundo mais grave - devido à forte agitação marítima, mantendo-se com o mesmo nível de alerta 13 distritos, por causa da precipitação e do vento.

Segundo um comunicado emitido pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa, Setúbal, Beja e Faro estão com aviso laranja face à previsão de ondas que podem atingir 12 a 13 metros de altura na costa ocidental e 4 a 5 metros na costa sul.

Leiria, Santarém, Lisboa, Setúbal, Beja, Portalegre, Castelo Branco e Évora estão sob aviso laranja até às 12:00 de hoje, devido à "chuva persistente e por vezes forte".

2026-02-07
12:04

Imagens impressionantes mostram o antes e o depois dos concelhos mais afetados pelas tempestades dos últimos dias

As tempestades dos últimos dias transformaram várias regiões do país, com inundações que deixaram cenários praticamente irreconhecíveis. Estas imagens mostram o antes e o depois dessas localidades