PRESIDENCIAIS AO MINUTO | António José Seguro reforça vitória: eleito com recorde de 3,5 milhões de votos
Contas finais: Seguro bate Ventura em 306 de 308 concelhos
Está concluída a votação da segunda volta das presidenciais. As populações de 20 freguesias que não conseguiram votar por causa do mau tempo foram ontem às urnas. António José Seguro superou os 3,5 milhões de votos. O futuro Presidente da República venceu em 306 dos 308 concelhos do país.
Seguro no terreno para ver efeitos do mau tempo
O Presidente da República eleito está esta manhã de visita a Montemor-o-Velho, para se inteirar dos estragos do mau tempo. No local visitado, a água atingiu meio metro de altura.
"A atitude firme e assertiva de Seguro em relação aos efeitos do mau tempo parece ter sido premiada por quem a sentiu mais diretamente na pele"
Margarida Davim, comentadora da CNN Portugal, analisa os resultados finais das eleições presidenciais, depois de este domingo as freguesias mais afetadas pelo mau tempo terem ido às urnas, na sequência da decisão de adiar o sufrágio uma semana.
Margarida Davim antecipa que Seguro não será “um Presidente na sombra”, antes no terreno e com necessidade de estar totalmente informado, marcando uma diferença em relação a Marcelo Rebelo de Sousa.
E levanta várias perguntas que o Governo terá de responder nos próximos dias, nomeadamente qual será "o plano" de resposta aos efeitos das intempéries.
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Abstenção na segunda volta atingiu os 50%
Seguro vence nos três concelhos que adiaram as eleições
Seguro eleito com recorde de 3,5 milhões de votos
O Presidente eleito, António José Seguro, venceu as presidenciais com mais de 3,5 milhões de votos, um número recorde, e foi o mais votado em 306 dos 308 concelhos, segundo os resultados finais provisórios.
Há uma semana, Seguro tornara-se no Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia, ao superar os 3.459.521 de Mário Soares nas eleições de 1991. Ficou, contudo, atrás dos 70,3% na reeleição de Mário Soares, que percentualmente continua a ser o maior sempre.
Hoje, com a conclusão do escrutínio em 20 freguesias, que adiaram as eleições uma semana devido ao mau tempo, António José Seguro somou mais votos aos 3.477.717 e ampliou o resultado para 3.505.846, segundo os dados finais provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Numa análise aos resultados, conclui-se que o futuro Presidente foi o mais votado em 99,35% dos concelhos do país - 306 em 308. André Ventura, que disputou a segunda volta, conseguiu apenas dois concelhos - Elvas (Portalegre) e São Vicente (Madeira).
Na segunda volta, em 08 de fevereiro, Seguro tinha ganho todos os distritos e regiões autónomas e 303 concelhos. Hoje juntou mais três concelhos: Álcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã, que adiaram a votação devido ao mau tempo.
António José Seguro já tinha vencido as presidenciais há uma semana, e viu hoje reforçada a sua votação, com mais de 3,5 milhões de votos e 66,83% dos votos.
André Ventura, que disputou a segunda volta, conseguiu 1,7 milhões de votos, o que equivale a 33,17% dos votos.
Os resultados finais das presidenciais serão divulgados após a assembleia de apuramento geral da eleição para Presidente da Re
"É um dever cívico". Alcácer do Sal vais às urnas entre a recuperação das cheias
Quase 10 mil eleitores são chamados às urnas na segunda volta das presidenciais, após o adiamento devido ao estado de calamidade. Em Alcácer do Sal, há quem sublinhe que “é um dever cívico” e que votar é também uma forma de pedir apoio.
Presidenciais: falta de luz leva à interrupção da votação em Bidoeira de Cima
Eleitores atravessam água de bote para votar em Alcácer do Sal
Em Valdeguizo, no concelho de Alcácer do Sal, a água cortou o acesso à mesa de voto e obrigou ao transporte de eleitores de bote. A população, maioritariamente idosa, divide o dia entre a votação e os trabalhos de limpeza, prevendo-se elevada abstenção.
Ainda se vota nas Presidenciais: segunda volta realiza-se este domingo em 20 freguesias e secções de voto
Círculo da emigração dá vitória a André Ventura
O apuramento dos votos da emigração em 107 consulados, referentes à segunda volta das eleições presidenciais, deu a vitória a André Ventura com 50,81%, segundo os dados publicados pelo Ministério da Administração Interna (MAI).
Nesta volta das eleições presidenciais, houve um aumento do número de votantes entre a comunidade emigrante, passando de 72.756 (4,09%) para 85.857 (4,83%), registando-se uma diminuição da taxa de abstenção face à primeira volta.
André Ventura, líder do partido Chega, conseguiu, em termos absolutos, 42.788 votos, mas, em termos de regiões, apenas venceu o escrutínio na região da América (59,58%).
Por sua vez, António José Seguro, eleito Presidente da República Portuguesa, conseguiu, em termos absolutos do círculo da emigração, a confiança de 41.422 portugueses, o que corresponde a 49,19%.
Os portugueses emigrados na Europa, África e Ásia e Oceânia deram a vitória a Seguro.
Para estas eleições presidenciais, o número de recenseados aumentou na diáspora para os 1.777.010, mais cerca de 192 mil do que nas legislativas de 2025. E mais 227 mil face às presidenciais de 2021.
Passos Coelho limita-se a dar "parabéns ao presidente eleito"
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho escusou-se hoje a comentar temas de atualidade e, questionado sobre a eleição do novo Presidente da República António José Seguro, limitou-se a dar-lhe os parabéns.
“Parabéns ao presidente eleito, é o que a gente sempre diz a um presidente que foi eleito. Tirando isso, não vou dizer mais nada, porque não vou comentar, não quis comentar, nem intervir no processo eleitoral e também não o vou fazer agora”, afirmou Passos Coelho, questionado pelos jornalistas à saída da apresentação do livro “Economia, Inovação e Inteligência Artificial”, editado pela Fundação Manuel dos Santos.
O antigo primeiro-ministro que, na sessão falou sobre como as políticas públicas podem ajudar a minorar alguns riscos da Inteligência Artificial, recusou concretizar algumas das críticas que fez sobre o crescimento económico.
“Eu não quero falar da conjuntura nem da atualidade. Estes temas são de facto importantes, creio que as políticas públicas podem fazer muito por acelerar estes processos de generalização, da utilização da inteligência artificial, isso pode ser muito importante até no próprio Estado, estamos muito precisados disso”, disse.
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho manteve-se em silêncio na primeira e segunda volta das eleições presidenciais, não declarando apoio a qualquer candidato.
Carneiro espera que com contributo de Seguro Governo responda a propostas do PS
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, disse esta noite esperar que o Presidente da República eleito, António José Seguro, possa contribuir para que o Governo responda às propostas que os socialistas têm feito em diferentes áreas.
À entrada para a reunião da Comissão Política Nacional dos socialistas, que esta noite discute os resultados eleitorais das presidenciais que deram a vitória ao ex-líder do partido António José Seguro, José Luís Carneiro referiu que, se hoje não há convergência com o Governo em diferentes áreas, "não se deve à falta de vontade do PS", que apresentou várias propostas a Luís Montenegro.
"Espero agora, que, com o contributo que o futuro Presidente da República recentemente eleito e que tomará posse no dia 09 de março, o Governo possa responder às propostas que o PS tem vindo a fazer ao longo destes meses", disse.
Assegurando que o "pressuposto fundamental" é da separação de poderes, o líder do PS explicou que Seguro foi defendendo na campanha e nos seus discursos que "quer contribuir para que os partidos se entendam em matérias fundamentais para a vida das pessoas".
"Significa que essa afirmação está em conformidade com aquilo que tem sido uma posição que temos assumido ao longo dos últimos meses, ou seja, de que é muito importante que o Governo estabeleça um diálogo, uma concertação e uma cooperação que sirvam o interesse das pessoas nas áreas do desenvolvimento", enfatizou.
Para Carneiro, a vitória de Seguro foi a vitória da "democracia, dos democratas, dos humanistas que encontraram no candidato apoiado pelo Partido Socialista o espaço para a defesa desses valores constitucionais fundamentais".
"O Presidente da República tem funções que a Constituição lhe atribui que são funções de isenção, de imparcialidade, de independência e de representação de todo o povo português. Para ter os resultados que teve, os resultados mais expressivos de sempre, recebeu votos de todos os quadrantes políticos ou partidários", apontou.
O PS, segundo o seu líder, "tem o seu caminho, tem as suas opções e não deixará de ser aquilo que deve ser, que é o principal partido da oposição que é capaz de afirmar uma alternativa credível de Governo e de resposta às preocupações que as pessoas têm".
Segundo fontes socialistas adiantaram à Lusa, dentro da reunião, Carneiro mostrou-se satisfeito com o resultado destas eleições e com o "resultado expressivo de António José Seguro", defendendo que é a confiança que está na "base de uma alternativa credível e séria" e que a vitória do Presidente da República eleito traduz o triunfo dessa base de credibilidade.
O líder do PS não esqueceu o mais de um milhão e 700 mil pessoas que votaram no presidente do Chega, André Ventura, que perdeu as eleições para Seguro.
Na perspetiva de Carneiro, entre os eleitores de Ventura estão muitos que já foram do PS, considerando que é preciso trabalhar para recuperar essa base eleitoral.
Segundo as mesmas fontes, para o líder socialista essa recuperação só se pode fazer dando resposta aos problemas dos portugueses.
O líder do PS não deixou de fora da sua intervenção perante este órgão socialista críticas a um "Governo insensível", remetendo para daqui a "muito tempo" as questões do próximo Orçamento do Estado.
Carneiro espera que com contributo de Seguro, o Governo responda a propostas do PS
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, disse hoje esperar que o Presidente da República eleito, António José Seguro, possa contribuir para que o Governo responda às propostas que os socialistas têm feito em diferentes áreas.
À entrada para a reunião da Comissão Política Nacional dos socialistas, que esta noite discute os resultados eleitorais das presidenciais que deram a vitória ao ex-líder do partido António José Seguro, José Luís Carneiro referiu que, se hoje não há convergência com o Governo em diferentes áreas, “não se deve à falta de vontade do PS”, que apresentou várias propostas a Luís Montenegro.
“Espero agora, que, com o contributo que o futuro Presidente da República recentemente eleito e que tomará posse no dia 09 de março, o Governo possa responder às propostas que o PS tem vindo a fazer ao longo destes meses”, disse.
Assegurando que o “pressuposto fundamental” é da separação de poderes, o líder do PS explicou que Seguro foi defendendo na campanha e nos seus discursos que “quer contribuir para que os partidos se entendam em matérias fundamentais para a vida das pessoas”.
“Significa que essa afirmação está em conformidade com aquilo que tem sido uma posição que temos assumido ao longo dos últimos meses, ou seja, de que é muito importante que o Governo estabeleça um diálogo, uma concertação e uma cooperação que sirvam o interesse das pessoas nas áreas do desenvolvimento”, enfatizou.
António José Seguro passa a ter um gabinete no Palácio Nacional de Queluz a partir desta quarta-feira
O Presidente da República eleito, António José Seguro, passa a ocupar a partir desta quarta-feira um gabinete no Palácio Nacional de Queluz.
A chegada ao novo local de trabalho está marcada para as 10:00 do mesmo dia, sendo recebido pela secretária-geral da Presidência da República, Ana Cristina Batista, e pelo presidente da Câmara Municipal de Sintra, Marco Almeida.
"Conhecendo a cabeça de Montenegro" podemos estar perante uma remodelação do Governo "antes da tomada de posse de Seguro"
O comentador da CNN Portugal Rui Calafate acredita que uma remodelação do Governo pode acontecer antes da tomada de posse de António José Seguro, porque o primeiro-ministro "liga a cálculos políticos".
Governo timorense felicita Seguro e espera aprofundar relações
O Governo de Timor-Leste felicitou hoje António José Seguro pela eleição para Presidente da República, com quem espera aprofundar as relações bilaterais e promover a cooperação internacional.
“Timor-Leste manifesta a sua disponibilidade para trabalhar com o Presidente eleito António José Seguro no aprofundamento das relações bilaterais e na promoção da cooperação internacional, da solidariedade e da dignidade humana”, incluindo na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, pode ler-se num comunicado divulgado à imprensa.
O Governo timorense reconhece também, no “contexto de transição e incerteza a nível global”, o papel de Portugal nos “esforços internacionais em prol do multilateralismo, da igualdade e dos valores humanitários”.
Comissão Política Nacional do PS reúne-se hoje após vitória de Seguro
A Comissão Política Nacional do PS reúne-se hoje para analisar os resultados das presidenciais, que ditaram a vitória do ex-líder do partido António José Seguro e o regresso a Belém de um Presidente da área socialista 20 anos depois.
A reunião deste órgão está marcada para a noite de hoje, na sede do PS, em Lisboa, estando previstas declarações aos jornalistas do secretário-geral socialista, José Luís Carneiro, antes do início do encontro.
Além de analisar os resultados das presidenciais de domingo, nas quais o PS apoiou formalmente a candidatura de Seguro, os dirigentes socialistas vão ainda debater a situação política nacional.
Para a noite da segunda volta das presidenciais, o líder do PS convocou o Secretariado Nacional do PS - tal como tinha feito na primeira volta - e, em declarações no final, considerou que a vitória de Seguro é o triunfo de um amplo campo democrático, dos valores constitucionais e de “um socialista de sempre”, mas que será “Presidente de todos os portugueses”.
Depois, já à chegada ao quartel-general de Seguro, que voltou a ser no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, distrito de Leiria, Carneiro rejeitou que o resultado do ex-líder do PS seja uma "balão de oxigénio" para o partido, afirmando que estão em causa planos diferentes.
José Luís Carneiro, que esteve menos de uma hora no CCC e não ficou para o discurso de Seguro, explicou porque é que marcou presença na noite de domingo nas Caldas da Rainha, ao contrário do que fez na primeira volta: “Decidimos os dois não vir há três semanas e decidimos hoje os dois vir para dar um abraço, um abraço a um grande amigo de há muito tempo”.
No seu discurso de vitória, o Presidente da República eleito defendeu que “a vida do PS é com o líder do PS” e assegurou que manterá a sua independência no Palácio de Belém, tratando todos os partidos “por igual”.
Depois do fim do mandato de Jorge Sampaio, em 2006, a vitória de Seguro fará com que o PS volte a ter um Presidente da República da sua área em Belém 20 anos depois.
António José Seguro tornou-se no domingo no Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia, ao superar os 3.459.521 de Mário Soares no sufrágio de 1991.
Na segunda volta das eleições presidenciais de hoje, o antigo secretário-geral do Partido Socialista chegou aos 3.482.481 de votos quando ainda faltam apurar 20 freguesias - com eleições adiadas para a semana devido ao mau tempo - e sete consulados, de acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Até hoje, Mário Soares, na sua reeleição em 1991, tinha sido o Presidente da República eleito com maior número de votos (3.459.521 em mais de oito milhões de eleitores) e maior percentagem (70,35%).
O PS aprovou recentemente o seu calendário eleitoral interno, sendo José Luís Carneiro recandidato ao cargo de líder do partido.
A Comissão Nacional do PS aprovou, em 24 de janeiro, o agendamento das eleições diretas para o cargo de secretário-geral para 13 e 14 de março e o XXV Congresso Nacional para 27, 28 e 29 de março, em Viseu.
"Temos um Presidente, uma minoria e um Governo. Um caldo de pactos e consensos, mas poucos avanços"
António Costa, comentador da CNN Portugal, analisa o resultado da segunda volta das eleições presidenciais.