AO MINUTO | Estes são os últimos desenvolvimentos sobre a tragédia no Elevador da Glória
EMISSÃO ESPECIAL CNN PORTUGAL
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Bombeiros defendem simulacros obrigatórios nos transportes públicos
A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) defendeu esta terça-feira a obrigatoriedade de simulacros nos transportes públicos e outros equipamentos, uma das recomendações que deixou no encontro que teve com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
A reunião com Carlos Moedas foi pedida pela ANBP antes do que aconteceu no elevador da Glória, na passada quarta-feira, em Lisboa, mas o mortal acidente acabou por dominar a agenda, com os bombeiros a colocarem a tónica na prevenção.
Os bombeiros devem ter “contacto direto” com “tudo o que gravita” nas cidades, no sentido de se realizarem simulacros, em conjunto com os técnicos e as empresas que supervisionam os equipamentos.
Funiculares de Lisboa. "Seria quase um crime não continuar com estes equipamentos, mas temos de os equipar de uma forma segura"
Jorge Ambrósio, especialista em dinâmica ferroviária e professor catedrático do IST, analisa a nota informativa ao trágico acidente que vitimou 16 pessoas no Elevador da Glória.
Moedas "encostou-se às cordas em 2024 quando estabeleceu um padrão que agora não quer cumprir para si próprio"
Margarida Davim, comentadora da CNN Portugal, analisa a polémica que envolve o acidente do Elevador da Glória, em Lisboa, que vitimou 16 pessoas.
"Se alguém provar que alguma ação que eu tenha tido levou a que a Carris não gastasse o suficiente em manutenção, eu demito-me no dia": Carlos Moedas
Em entrevista à SIC, Carlos Moedas defendeu-se dos pedidos de demissão, afirmando que seria uma “cobardia” alguém fazê-lo neste momento. O autarca garantiu ainda que não há qualquer erro que lhe possa ser apontado e desafiou quem tiver provas a apresentá-las. As imagens foram cedidas pela SIC.
Carlos Moedas afirma que não consegue "encontrar nenhum relatório do acidente de um funicular em Lisboa em 2018" - embora o mesmo tenha acontecido
O último acidente no Elevador da Glória, ocorrido em 2018 durante a gestão de Fernando Medina, continua a levantar dúvidas para Carlos Moedas, uma vez que não consegue encontrar qualquer relatório público sobre o sucedido. As imagens foram cedidas pela SIC.
Leitão acusa Moedas de fazer “exercício de desculpabilização” no acidente do Elevador da Glória
"Tem se escondido atrás de Marcelo e Montenegro". Alexandra Leitão acusa Carlos Moedas de falta de respostas após tragédia na Calçada da Glória
A candidata do PS à Câmara de Lisboa afirmou que a eventual demissão de Carlos Moedas deve ficar “à consciência” do autarca, mas acusou-o de se esconder atrás do presidente da Carris e de não dar respostas aos lisboetas depois do acidente no Elevador da Glória.
Primeira investigação concluiu que o cabo do Elevador da Glória cedeu no ponto de fixação
A primeira nota informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e Acidentes Ferroviários revelou que o cabo que ligava as duas cabines do Elevador da Glória cedeu no ponto de fixação, uma zona não visível a olho nu por estar debaixo da terra. Segundo a nota informativa, a inspeção diária visual não permitia detetar o problema e as redundâncias do sistema.
Marcelo deixa um recado a Moedas. "Quem está à frente de uma instituição pública está sujeito a um juízo político por aquilo que aconteça de menos bem"
O Presidente da República afirmou que Carlos Moedas tem responsabilidade política na tragédia do Elevador da Glória, sublinhando, no entanto, que não faz sentido falar em demissão a um mês das eleições. Marcelo Rebelo de Sousa pediu ainda que todas as responsabilidades sejam rapidamente apuradas e defendeu que o julgamento político deve caber aos eleitores.
Carlos Moedas afasta demissão para já. "Não há nenhum erro que possa ser imputado ao presidente da Câmara. Responsabilidade política é quando um político sabe e não atua"
Elevador da Glória. Seguro pede “apuramento rigoroso” de todas as responsabilidades
Elevador da Glória. Marques Mendes quer apuramento de responsabilidades mas considera precipitado falar em demissões
Marcelo pede celeridade para relatório final sobre tragédia do Elevador da Glória. “Se fosse possível abreviar estes prazos, todos agradeceríamos
Uma a uma, estas são as vítimas mortais: Elevador da Glória, mural e memorial
"Ao contrário de Carlos Moedas eu não precisaria do presidente da Carris para me esconder atrás": Alexandra Leitão
Questionada sobre uma eventual demissão do presidente da Câmara, Alexandra Leitão, candidata do PS à autarquia, deixou “à consciência” do próprio. “De acordo com a sua consciência decidirá o que deve fazer. Da minha parte só digo aquilo que é preciso fazer para resolver esta situação para ir ao encontro das vítimas e restaurar a confiança dos portugueses na cidade e nas infraestruturas.”
A socialista lembrou ainda que “a administração da Carris é escolhida pela Câmara de Lisboa” e sublinhou que “as respostas têm de ser dadas, antes de mais, pelo presidente da Câmara que se tem escondido, que não tem respondido, que não tem agido e que se tem escondido atrás de uma vitimização e de uma série de outras pessoas”. “É dele que precisamos de ter respostas”, disse ainda.
“Não tenho dúvidas que os lisboetas que estão a assistir ao que se está a passar farão o seu juízo nas urnas sobre uma situação com esta gravidade, mas deixo isso aos lisboetas naturalmente”, acrescentou, destacando que “Carlos Moedas até agora só fez uma declaração lida e sem direitos a perguntas.”
A reação surge dias depois do trágico acidente que vitimou 16 pessoas no Elevador da Glória, em Lisboa.
Ferida suíça voltou ao país de origem
Dos feridos no acidente do Elevador da Glória, continuam internados duas pessoas na ULS São José: um está “em situação controlada”, outro em cuidados intensivos.
Foi enviada para um hospital na Suíça, o seu país de origem, uma doente “que se já encontrava estabilizada”.
No Santa Maria continuam internadas duas pessoas que estão nos cuidados intensivos, mas numa situação estável, disse à Lusa fonte do hospital, que recebeu um total de oito feridos na quarta-feira.
Já no Hospital de São Francisco Xavier estão três mulheres que permanecem na unidade de cuidados intensivos, mas também clinicamente estáveis.
Mariana Leitão reitera que é “prematuro tirar grandes conclusões”
A líder da Iniciativa Liberal (IL), Mariana Leitão, reiterou hoje que é “prematuro tirar grandes conclusões” sobre o acidente do elevador da Glória, em Lisboa, rejeitando que esta prudência se prenda com a proximidade das eleições autárquicas.
“Acho que é prudente aguardarmos pelas conclusões das investigações, das perícias, para sabermos exatamente o que é que se passou, sabendo as causas para poder prevenir tragédias futuras. As investigações têm de chegar a conclusões. Neste primeiro relatório preliminar já vi alguns dos detalhes, mas não são ainda suficientes para se tirar conclusões objetivas e o próprio relatório diz exatamente isso”, disse Mariana Leitão.
Na Póvoa de Varzim, no distrito do Porto, onde hoje está a participar numa caminhada de cinco quilómetros organizada pelos núcleos da IL do Vale do Ave, Mariana Leitão rejeitou “fazer aproveitamento político” sobre o acidente do elevador da Glória que descarrilou na quarta-feira, causando 16 mortos e mais de 20 feridos.
“Devemos ter bom senso nestas questões, aguardar pelas conclusões das investigações e depois, sim, tirar conclusões, tomarmos posicionamentos e obviamente exigirmos responsabilidades de quem tiver de prestar essas responsabilidades”, insistiu.
Carneiro diz que escrutínio vai ser feito nas autárquicas
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, considerou hoje que o grande escrutínio político sobre a tragédia do elevador da Glória, em Lisboa, vai ser feitonas eleições autárquicas de 12 de outubro.
Questionado pelos jornalistas sobre se o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, devia ou não demitir-se na sequência do acidente trágico no elevador da Glória, em Lisboa, que matou 16 pessoas e fez mais de 20 feridos, José Luís Carneiro disse que o seu “parecer é aquele que tem de ver com respeito pelo escrutínio daqueles que têm uma eleição própria para fazer o escrutínio do seu presidente da Câmara Municipal de Lisboa”.
“Naturalmente que o escrutínio tem de ser feito. A partir de agora, em termos de sede de vereação municipal e também da candidata à Câmara Municipal [Alexandra Leitão], de realizarem esse escrutínio. Mas é um escrutínio que vai ser feito no dia 12 de outubro. Esse é mesmo o grande escrutínio político”, disse.
Os restantes escrutínios, “de natureza civil, de natureza criminal”, serão realizados por “outras entidades que o realizam (…) à luz da lei”, declarou José Luís Carneiro.
Para o secretário-geral do PS, o acidente no elevador da Glória é “um assunto da maior importância para o país”.
Carneiro disse que os partidos políticos com responsabilidades nacionais “cumpriram aqueles que são os seus deveres fundamentais”.
“Em primeiro lugar o respeito pelo luto das vítimas mortais, dos feridos graves, dos feridos ligeiros, das duas famílias, dos seus amigos e o luto da comunidade nacional e o luto, particularmente, da cidade de Lisboa, porque foi uma tragédia que se abateu sobre o coração de Lisboa. Foi de grande responsabilidade os partidos políticos respeitarem esse luto”, opinou.
José Luís Carneiro acrescentou que também tem de haver um tempo para “apurar responsabilidades”.
“Há em curso investigações. Investigações desde logo das autoridades que superintendem estes serviços, mas há também em curso – aliás como é normal -, a investigação desenvolvida pelo próprio Ministério Público e é necessário aguardar por essas investigações", admitiu.
"Vi que tinha havido um acidente em Lisboa, mandei mensagens ao meu irmão e nenhuma novidade". A história de quem perdeu familiares no trágico acidente
Com a identificação de todas as 16 vítimas do acidente no Elevador da Glória, começam a surgir relatos sobre quem eram as pessoas que perderam a vida e as saudades que deixam às suas famílias e amigos.
"Aqui ninguém foge". Presidente da Carris tentou pedir a demissão no dia da tragédia, mas Moedas recusou
A TVI e a CNN Portugal apuraram que o presidente da Carris colocou o lugar à disposição no dia do acidente com o Elevador da Glória, mas Carlos Moedas não aceitou, afirmando: “Aqui ninguém foge.” Entretanto, o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Anacoreta Correia, assumiu ser o responsável político pelo acidente, afastando o autarca dessa posição.